segunda-feira, 15 de agosto de 2016

15 de agosto - Festa da Assunção da Santíssima Virgem





"Signum magnum aparuit in caelo: mulier amicta sole, et luna sub pedibus ejus, et in capite ejus corona stellarum duodecim"


"Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher vestida de sol, tendo a lua sob seus pés e em sua cabeça uma coroa de doze estrelas" 

(Intróito da Missa da Assunção)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BREVE NOVENA A SÃO JOSÉ

BREVE NOVENA A SÃO JOSÉ





1º DIA: SÃO JOSÉ, PAI NUTRÍCIO DE JESUS


Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram, obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta novena (fazer pedido) e apresentai-os a Jesus que se dignou obedecer-vos na terra. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, pai nutrício de Jesus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 


ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS


Oremos. Ó Deus, que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


PODE ACRESCENTAR-SE TODOS OS DIAS

ORAÇÃO


Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Eterno Pai, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria; louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que vos peço nesta novena (fazer pedido). Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação, nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Amém.


LADAINHA DE SÃO JOSÉ

Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus cristo, tende piedade de nós. 
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, ouvi-nos. 
Jesus Cristo, atendei-nos. 
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós. 
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. 
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós. 
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós. 
Santa Maria, rogai por nós. 
São José, 
Ilustre filho de David, 
Luz dos Patriarcas, 
Esposo da Mãe de Deus, 
Casto guarda da Virgem, 
Sustentador do Filho de Deus, 
Zeloso defensor de Jesus 
Chefe da Sagrada Família, 
José justíssimo, 
José castíssimo, 
José prudentíssimo, 
José fortíssimo, 
José obedientíssimo, 
José fidelíssimo, 
Espelho de paciência, 
Amante da pobreza, 
Modelo dos trabalhadores, 
Honra da vida de família, 
Guarda das virgens, 
Amparo das famílias, 
Consolação dos infelizes, 
Esperança dos doentes, 
Patrono dos moribundos, 
Terror dos demônios, 

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor. 
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. 
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. 
V/ Ele o constituiu Senhor da sua casa. 
R/ E o fez príncipe de todos os seus bens.

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. 

V/. Rogai por nós, São José, Pai Nutrício de Jesus. 
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo! 


2º DIA: SÃO JOSÉ, ESPOSO DE MARIA VIRGEM


São José, castíssimo Esposo da Mãe de Deus e guarda fiel da sua virgindade... Obtende-me, por Maria, a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo-vos também os esposos cristãos, para que, unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça, amparem-se mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, Esposo da Mãe de Deus.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


3º DIA: SÃO JOSÉ, CHEFE DA SAGRADA FAMÍLIA


Glorioso São José, que gozastes durante tantos anos da presença e filial afeição de Jesus, a quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Santíssima Esposa, eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver em união com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus graves deveres de educadores e aos filhos, o respeito e a obediência, segundo o exemplo do Menino Jesus. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, Chefe da Sagrada Família.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


4º DIA: SÃO JOSÉ, EXEMPLO DE FIDELIDADE


Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de protetor da Santíssima Virgem e de pai nutrício do Redentor, rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas, para o ser também nas grandes. Alcançai essa mesma graça para todos os que me são caros nesta vida, afim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, exemplo de fidelidade.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


5º DIA: SÃO JOSÉ, ESPELHO DE PACIÊNCIA


Bondoso São José, que suportastes com heróica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus, obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos os que suportam pesadas cruzes, afim de que se unam sempre mais a Jesus, divino modelo de mansidão e paciência. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, espelho de paciência.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


6º DIA: SÃO JOSÉ, MODELO DOS OPERÁRIOS

Humilde São José, que vivendo em pobreza dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e a Maria com o fruto de vossos suores, alcançai-me amor ao trabalho, que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos trabalhadores do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho, pela reta intenção, em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, modelo dos trabalhadores.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


7º DIA: SÃO JOSÉ, PROTETOR DA SANTA IGREJA


Glorioso Patriarca São José, Protetor e Padroeiro da Igreja Universal, obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de a honrar como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre o seu Corpo Místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os Bispos, os Sacerdotes e os Religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e a paz da sociedade. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, Protetor da Santa Igreja.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


8º DIA: SÃO JOSÉ, CONSOLO DOS ENFERMOS


Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados, valei-me em todas as enfermidades e tribulações, alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos pelos quais rezo nesta novena, a cura das enfermidades espirituais, que são as paixões desordenadas, fraquezas, faltas e pecados, e protegei-nos contra as tentações do inimigo da nossa salvação. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, consolo dos enfermos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha


9º DIA: SÃO JOSÉ, PADROEIRO DOS MORIBUNDOS


Ditoso São José, que morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de virtudes e enriquecido de méritos, assisti-me na hora suprema e decisiva da minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos Sacramentos, necessários para a minha salvação. Tende compaixão de todos os agonizantes, alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Santíssima Esposa. Amém. 

V/. Rogai por nós, São José, padroeiro dos moribundos.
R/. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos (como no primeiro dia). + Oração + Ladainha 



GLORIOSO SÃO JOSÉ, ROGAI POR NÓS!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Carta Pastoral de S. Em. Sr. Cardeal D. Sebastião Leme quando Arcebispo de Olinda, saudando os seus diocesanos. Vozes, Petrópolis (16 de julho de 1916).]


Ora, da grande maioria dos nossos católicos, quantos são os que se empenham em cumprir os mandamentos de Deus e da Igreja? É certo que os sacramentos são caudais divinos por onde corre a seiva vivificadora da fé. E, no entanto, parte avultada dos nossos católicos vive afastada dos sacramentos. A Penitência e a Eucaristia, focos de luz divina, são sacramentos conhecidos tão somente da maioria eleita dos nossos irmãos. E os outros? Não carecem do perdão magnânimo do Cristo? Não precisam, quem sabe, das luzes, do conforto e das inenerráveis graças do Pão Eucarístico? Não são católicos! É que são católicos de nome, católicos por tradição e por hábito, católicos só de sentimento. Ensinou-lhes uma santa mãe a beijar a cruz e a Virgem. Eles ainda o fazem. Mas, das práticas cristãs, dessas que purificam e salvam, eles se apartaram desde os primeiros dias da mocidade. (...)

Somos a maioria absoluta da nação. Direitos inconcussos nos assistem com relação à sociedade civil e política, de que somos a maioria. Defendê-los, reclamá-los, fazê-los acatados, é dever inalienável. E nós não o temos cumprido. Na verdade, os católicos, somos a maioria do Brasil e, no entanto, católicos não são os princípios e os órgãos da nossa vida política. Não é católica a lei que nos rege. Da nossa fé prescindem os depositários da autoridade. Leigas são as nossas escolas; leigo, o ensino. Na força armada da República, não se cuida da Religião. Enfim, na engrenagem do Brasil oficial não vemos uma só manifestação de vida católica. O mesmo se pode dizer de todos os ramos da vida pública.

Anticatólicos ou indiferentes são as obras da nossa literatura. Vivem a achincalhar-nos os jornais que assinamos. Foge de todo à ação da Igreja a indústria, onde no meio de suas fábricas inúmeras, a religião deixa de exercer a sua missão moralizadora. O comércio de que nos provemos parece timbrar em fazer conhecido que não respeita as leis sagradas do descanso festivo. Hábitos novos, irrazoáveis e até ridículos, vai introduzindo no povo o esnobismo cosmopolita. Carnavais transferidos para tempos de orações e penitência, danças exóticas e tudo o mais que o morfinismo inventou para distração de raças envelhecidas na saturação do prazer.

Que maioria-católica é essa, tão insensível, quando leis, governos, literatura, escolas, imprensa, indústria, comércio e todas as demais funções da vida nacional se revelam contrárias ou alheias aos princípios e práticas do catolicismo? É evidente, pois, que, apesar de sermos a maioria absoluta do Brasil, como nação, não temos e não vivemos vida católica. (...)

Os deveres religiosos, como não cumpri-los? Ou cremos em Deus e na sua Igreja ou não cremos. Sim? Então não podemos recusar obediência ampla e incondicional às suas leis sagradas. Não cremos em Deus e na Igreja? Nesse caso, não queiramos esconder a nossa descrença. Digamo-lo francamente: não somos católicos. Se, porém, temos a dita de o ser, não há tergiversação possível. Pautando a vida pelos ditames do Credo e dos Mandamentos, deles não nos é permitido selecionar o que nos agrada e o que nos contraria as paixões. Seria ofender a consciência e faltar à coerência. Dessa incoerência, menos rara do que se pensa, resulta a quase nenhuma influência dos princípios regeneradores do cristianismo nos atos da vida individual. E não é só. Privados do influxo benéfico e incomparável do Cristo, privamos a família, a sociedade e a pátria da nossa influência salvadora. Se Cristo não atua sobre a nossa vida individual, como poderemos atuar sobre o meio social?

E, no entanto, da influência social dos católicos é certo que muitos precisa a nossa pátria amada. Ela tem o direito indiscutível a exigir de nós uma floração de virtudes privadas e cívicas que, estimulando a todos no cumprimento do dever, em todos se infiltrem para germe de probidade e são patriotismo.

Da nossa parte, a consciência nos impele a nos desobrigarmos dos deveres que temos para com a sociedade e a pátria. Eles nascem da fé que nos anima e vivifica. Temos fé, somos possuidores da verdade! Como não querer propagá-la? Como não difundi-la? Seria desumano que pretendêssemos insular a nossa fé nas inebriações de perene doçura extática.

É natural, é cristão, é lógico que devo pôr todo o empenho em que meu Deus seja conhecido e amado. Devo esforçar-me para que se dilate o seu reinado e ele – o meu Jesus – viva e reine, impere e domine nos indivíduos, na família e na sociedade. Devo esforçar-me, em tudo e por tudo, para que o meu Deus, Mestre e Senhor, viva e reine, principalmente, nos indivíduos, na família e na sociedade que, irmanadas comigo nos laços do mesmo sangue, da mesma língua, das mesmas tradições, da mesma história e do mesmo porvir, comigo vivem sobre a mesma terra, debaixo do mesmo céu. 

Sim, ao católico não pode ser indiferente que a sua pátria seja ou não aliada de Jesus Cristo. Seria trair a Jesus; seria trair a pátria! Eis por que, com todas as energias de nossa alma de católicos e brasileiros, urge rompamos com o marasmo atrofiante com que nos habituamos a ser uma maioria nominal, esquecida dos seus deveres, sem consciência dos seus direitos. É grande o mal, urgente é a cura. Tentá-lo – é obra de fé e ato de patriotismo. 


Fonte: Deus e a pátria: Igreja e Estado no processo de Romanização na Paraíba (1894-1930) / Roberto Barros Dias. – João Pessoa, 2008.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

1º Fim de Semana de Formação!



Por uma fé autêntica: Como manter a fé católica na atual crise da Igreja?


Dias 20 e 21/08
Capela São José




INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: 
missaosaojoseusml@gmail.com

A inscrição no evento é gratuita.

A capela providenciará alimentação, no entanto, não é obrigatório que os fiéis se alimentem lá. Aos que forem comer conosco cobraremos uma taxa de R$15,00 por dia para custear os gastos.



sexta-feira, 8 de julho de 2016

Para aqueles que não tem missas

Para aqueles que não tem missas



Nossa angústia permanece por nossos filhos e amigos, exilados de centros tradicionalistas nos quais a missa tradicional é preservada; aqueles que são obrigados por circunstâncias várias a viver longe de padres tradicionalistas e de sacramentos; nossa angústia perene por milhões de fiéis católicos (ou já ex-católicos) que perderam há muitos anos contato com ambientes de fé e sacramentos preservados, sobretudo pela observância tradicional, por padres formados como sempre o foram pela Igreja Católica, idêntica a si mesma pelos séculos afora, essa angústia que nos acompanha sempre, filhos enjeitados por hierarcas furiosamente obstinados contra nós, levou-nos à surpreendente observação relativa às palavras de Nossa Senhora em Fátima como relata Irmã Lúcia, em entrevista, ao Padre Fuentes conforme relato publicado no “O Cruzado de Fátima” (versão em inglês) de Fevereiro/Abril de 1986:
Padre, a Santíssima Virgem não me disse que nós estamos nos últimos tempos do mundo mas ela me fez entender isso por 3 razões:
A primeira razão é que ela me disse que o demônio está pronto para empenhar-se em batalha decisiva contra a Virgem. Uma batalha decisiva é a batalha final em que um dos lados será vitorioso e o outro sofrerá uma derrota. Assim, desde já, devemos escolher nosso lado. Ou seremos a favor de Deus ou a favor do diabo. Não há outra possibilidade. A segunda razão é que ela me disse, assim como meus primos, que Deus está oferecendo dois últimos remédios ao mundo. Estes dois remédios são o Santo Rosário e a Devoção ao Imaculado Coração de Maria. Estes serão os dois últimos remédios o que significa que não haverá outros.
A terceira razão é que nos planos da Divina Providência, Deus sempre exaure todos os remédios antes de castigar o mundo. Quando, porém, ele vê que o mundo não lhes presta qualquer atenção, então... Ele nos oferece, com um “certo receio”, os últimos meios de salvação, isto é, Sua Santíssima Mãe. Ele o faz com um “certo receio” porque se alguém despreza e repele estes últimos meios, não terá mais perdão dos céus porque terá cometido um pecado que os Evangelhos chamam de pecado contra o Espírito Santo”.
Estas palavras foram transcritas em artigo publicado também pelo jornal Catholic editado em Victoria, Austrália, por alguém que adota o pseudônimo literário de Charles Martel. O autor do artigo, com muita propriedade, pergunta: — Porque Nossa Senhora oferece, como últimos meios de salvação, a si mesma e ao Santo Rosário e não a Santa Missa? A Santa Missa que, acrescentamos nós, autores do porte de Garrigou-Lagrange e muitos outros mestres de espiritualidade nos apresentaram sempre como o centro de nosso dia-a-dia, principal instrumento de nossa santificação? A razão, prossegue aquele autor, parece ser a previsão de que o “Sacrifício Perpétuo” desapareceria, como parece ser o caso atualmente.
Ele se refere às palavras proféticas de Daniel que foram citadas por Nosso Senhor, Ele mesmo, (Mateus 24, 15) e que podemos encontrar em Daniel 9, 27: “... e, no meio da semana, fará cessar a hóstia e o sacrifício; e estará no templo da abominação da desolação; e a desolação durará até a consumação e o fim (do mundo)”. (o texto entre parêntesis é da Vulgata). E também em Dan. 11, 31: “... E estarão ao seu lado os braços que farão cessar o sacrifício perpétuo e porão no templo a abominação da desolação”.
Ora, em nossos tempos, justamente, percebemos que o sacrifício perpétuo cessou. Não temos missas. As missas progressistas, ainda que utilizem (nem sempre) textos que não podemos demonstrar serem geradores de missas inválidas, são missas provavelmente inválidas por falta de intenção do sacerdote de fazer o que a Santa Igreja sempre fez e, além disso, constituem ocasião propícia à perda da fé como já assinalamos em artigo publicado em Permanência n° 136-137 em que Mons. Lefebvre formalmente desaconselha a assistência à missa nova mesmo se o sacerdote parece sério, porque esta missa é sempre ocasião próxima e de alto risco de perda de fé. Assim, hoje, para os que procuram defender a fé, missa tradicional é algo extremamente raro (pelo menos em países como o nosso), jóia preciosa que buscamos com fervor quando podemos. Mas, ai de nós, para muitos de nós e de nossos filhos, não podemos nada em muitos lugares onde vivemos exilados, privados de sacramentos, de missa, de assistência eclesiástica, porque os padres e bispos progressistas, que julgam que não têm obrigações quanto à fé porque estão — alegam — “unidos ao Papa”, estes nos execram e nos rejeitam sem piedade e sem remorso. E de quanta angústia se faz nosso dia-a-dia quando vemos os filhos e sobretudo os netos privados de formação religiosa adequada, sem ambiente religioso, sem missa, sem sacramentos! Que Nosso Senhor nos valha. E Ele, como vemos, com a ajuda dos que bem escrevem sobre o assunto, para nos socorrer, para nos consolar, previu, predisse, providenciou com antecedência, o aviso prévio e o socorro prévio: nossos instrumentos de salvação para os últimos tempos serão a recitação do Santo Rosário (ou, pelo menos do terço) e a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Com estes instrumentos seremos santificados, com eles seremos salvos. E que não nos aflija a falta de missa ou sacramentos ou formação religiosa: façamos o que pudermos com aquilo que nos foi dado, lembrando-nos de que é a Nossa Senhora que está confiada nossa assistência nesses tempos apocalípticos e que ela, Mãe e Santificadora nossa, conhece nossas necessidades e foi posta não apenas para socorrer-nos nas coisas fundamentais que dizem respeito à fé mas até mesmo nas pequenas necessidades de nossa vida quotidiana como ficou bem claro na passagem das Bodas de Caná. É a ela que devemos recorrer, com ela que devemos contar e nela procurar socorro e instrumentos de salvação para aquilo que nos ameaça, para a crise de nossos tempos apocalípticos e para o abandono em que nos encontramos por parte de pastores e hierarcas que nos manifestam sua ojeriza bem claramente. Não nos pedirá ela mais do que podemos fazer e, ao contrário, nos dará muito mais do que podemos merecer. Que Nossa Senhora nos socorra. Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação.
  
(Revista Permanência, no. 258-259, Maio-Junho de 1990)