terça-feira, 25 de setembro de 2018

Aos católicos de todo o Brasil

AOS CATÓLICOS DE TODO O BRASIL

O Rosário é apresentado pelo magistério da Igreja como um poderoso meio de santificação pessoal, de REORGANIZAÇÃO SOCIAL, e grande recurso da Igreja contra todos seus inimigos. Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também podemos vencer os inimigos de Nosso Senhor e de nossa Pátria.

Como alguns já sabem, os membros da Resistência Católica estão fazendo uma cruzada do rosário pedindo a intervenção de Nossa Senhora nas eleições de 2018. São 24 horas por dia durante um mês.
Como seria bom se todos nós, da Resistência ou de qualquer outro grupo católico pudéssemos DIA 7 DE OUTUBRO mostrar ao mundo todo quem queremos que REINE em nosso país, quem queremos que reine e guie nossas famílias.

 O ROSÁRIO EM LOCAIS PÚBLICOS OU EM PROCISSÕES. Marchando com ELA, a temível Senhora do Rosário.

PROCURE UM PADRE E CONFESSE COM ELE. QUE TODOS NÓS ESTEJAMOS EM ESTADO DE GRAÇA NO DIA DAS VOTAÇÕES. LEVEM AS CRIANCINHAS PARA REZAREM O ROSÁRIO, ELAS SÃO PURAS E PODEM ALCANÇAR MAIS GRAÇAS PARA NOSSO PAÍS. Quem não participa de grupos reze em casa, sozinho ou em família. 

“Queira Deus — que é um ardente desejo nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” 
(Encíclica Jucunda semper de 8/9/1894).

FORA COMUNISMO 
FORA MAÇONARIA 

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, SEDE NOSSO AMOR.

CADASTRE-SE

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc7vhQZdALPmHkhSc_FVc-gfC_N6IB7OAdVq_hhwDCqL_6ssQ/viewform

Sobre a deposição do Papa - Por João de Santo Tomás

SOBRE A DEPOSIÇÃO DO PAPA
texto de João de Santo Tomás O.P.
traduzido e anotado por Frère Pierre-Marie O.P.
extraído de Le Sel de la terre 90, p. 112 a 134, 2014

Faça aqui o DOWNLOAD do artigo completo
“João de Santo Tomás (1589-1644) é considerado, com razão, como um dos maiores teólogos tomistas. Seus contemporâneos em uníssono chamavam-no de um segundo Tomás, estrela brilhante frente ao Sol (Santo Tomás de Aquino): sempre o colocaram em companhia de Caetano e de Bañez, ao lado do Anjo da Escola. Sua doutrina é a mesma que a do doutor angélico, profundamente compreendida e fielmente expressa[1]”.
Nasceu em Lisboa, fez seus estudos em Coimbra e depois em Lovaina, antes de entrar nos dominicanos em Madrid, quando tinha 23 anos. Foi por muito tempo professor em Alcalá (universidade de Madrid). Em seu último ano de vida, foi confessor do rei Felipe IV (1605-1665, rei em 1621). Na verdade, foi somente com relutância e por obediência que aceitou esta dignidade, dizendo na época a seus irmãos em religião: “Minha vida acabou, padres; estou morto, rezem por mim.”
“Sua vida foi uma reprodução vivaz das virtudes do doutor angélico, do qual tomou o nome a fim de assinalar sua devoção por ele. De fato, uniu a um trabalho intelectual acérrimo um grande amor pela oração e um ardente desejo da perfeição religiosa. Os estudantes acorriam a seus cursos, atraídos pela profundidade e solidez de sua doutrina[2].”
 Apresentaremos aqui a primeira tradução em francês das principais passagens de sua dissertação sobre o tema “se o papa pode ser deposto pela Igreja, ainda que eleito por ela, e em que caso[3]”, que fez para comentar a primeira questão da II-II da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino.
Trata-se de uma questão cuja atualidade não escapará a nosso leitor. Não obstante, o livro de Arnaldo Xavier da Silveira, Considerações sobre o Ordo Missae de Paulo VI[4][5], frequentemente considerado referência sobre a questão do “papa herético”, não apresenta esta opinião. João de Santo Tomás nem mesmo figura na abundante bibliografia da obra. Com efeito, Xavier da Silveira concorda com a opinião de São Roberto Belarmino, ao passo que o cardeal Journet diz que as análises de Caetano e João de Santo Tomás sobre este ponto são mais penetrantes que a do doutor jesuíta.
Como mostramos no relatório que fizemos no Le Sel de la terre 52 (p.205), o Pe. Jean-Michel Gleize acredita que esta “tese [de Caetano sobre a deposição do papa herético] não se sustenta” depois dos estudos de São Roberto Belarmino S.J. (1542-1621), e declara não estar satisfeito com as respostas que João de Santo Tomás deu ao teólogo jesuíta[6].
Não obstante, um século após João de Santo Tomás (1685-1737), Billuart (1685-1737) ainda qualificou esta tese de Caetano e de João de Santo Tomás como a “mais comum”[7]. De nossa parte, ela nos parece solidamente sustentada. Com o texto que publicamos aqui e os anexos que o seguem, os leitores poderão julgar com conhecimento de causa.
Os subtítulos e as notas são da redação.
Le Sel de la terre.
[1] J. M. RAMIREZ, DTC, “Jean de Saint-Thomas », col. 806.
[2] J. M. RAMIREZ, DTC, “Jean de Saint-Thomas », col. 804.
[3] Disputatio II, articulus III, in II-II, q.1, a.7, p.133-140 na edição de Lyon, 1663.
[4] Este livro editado pela DPF (Chiré-en-Montreuil) em 1975 não foi comercializado, parece, a pedido do autor. Alguns exemplares, todavia, têm circulado e são considerados como uma importante referência.
[5] O título que apresentamos nesta tradução é do original em português. Em francês, editou-se sob o nome La Nouvelle Messe de Paul VI: Qu’en penser? [Nota do tradutor].
[6] Thomas de Vio CAJETAN, Le Successeur de Pierre, tradução anotada pelo abade Gleize, Courrier de Rome, 2004, n.65, p. XXII e n.473, p.138.
[7] Ver o texto em anexo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O corpo sem cabeça


Em tempos de apostasia geral das nações já é difícil manter a fé, quanto mais compreender rebuscadas discussões teológicas. Uma das controvérsias teológicas atuais mais encarniçadas entre os católicos gira em torno do sedevacantismo, ou seja, da possibilidade da Santa Sé estar vacante pelo simples fato do Papa (e muitos de seus antecessores) incorrer (ou ter incorrido) em heresia. Bom, antes de entrar propriamente ao tema convém ressaltar que este articulista não é teólogo, portanto, não tem qualquer competência para abordar um tema teológico tão complexo em toda sua extensão. Esse trabalho é próprio de teólogos. Contudo, como católico, está a meu alcance chamar a atenção para fatos e ideias acessíveis à razão natural, campo que está à disposição de todos. Outro aspecto a se ressaltar é que os leitores não podem confundir argumentos com exemplos. Exemplos são auxílios aos argumentos e não os substituem, desse modo, não se refuta nem se demonstra um argumento com um exemplo, estes servem apenas à ilustração. Assim quando se citarem exemplos (presumo que os leitores saibam discerni-los no decorrer do texto) não adianta apresentar um contra-exemplo e presumir que o argumento foi “refutado”. É preciso mostrar um liame entre o contra-exemplo e o argumento que se pretende sustentar mostrando que aquele representa este e consequentemente esclarecer a natureza e a estrutura deste último. Também é necessário estar atento aos aguilhões semânticos, isto é, ao uso equívoco dos termos/conceitos. Isto é absolutamente essencial. Se alguém usa palavra banco para se referir a um assento e outra pessoa usa a mesma palavra para se referir às instituições financeiras, elas não estão falando da mesma coisa. Existe uma confusão no emprego dos termos e por isso mesmo os contendores não se entendem e acham que estão se refutando reciprocamente.

Esclarecidos os tópicos acima consideremos a hipotética situação: é possível haver governo sem governante? Advocacia sem advogado? Magistratura sem magistrado? Magistério sem professor? Em suma, é possível haver uma atividade sem um agente a exercê-la? Por exemplo: Como eu posso dizer que existe uma atividade tal como jogar bola, sem que haja jogadores a praticá-la? A resposta às perguntas acima são obviamente negativas: não há atividades sem agentes. Ora, nas sociedades humanas são praticadas várias atividades necessárias à nossa subsistência material e progresso espiritual e todas elas são relacionadas aos seus respectivos praticantes. Se existe uma oração sendo feita é porque há alguém rezando, se uma refeição foi feita é porque alguém a preparou. No que tange às relações com nosso próximo o mesmo princípio é válido: se há amor, é porque há um amante e um amado, se há agressão, também há o agressor e o agredido, se há governo, também há governantes e governados. Frise-se que nas relações humanas acima citadas há aquele que age e o que sofre a ação do agente: o governante é o sujeito da ação de governar -o agente do governo- e os governados são aqueles que sofrem o efeito da ação do governante e assim sucessivamente. É claro que esta descrição é sumária, pois os governados podem reagir à ação dos governantes, rebelando-se contra eles, por exemplo, e neste caso a situação se inverte: os governados são os sujeitos da ação de se rebelar e os governantes são os que padecem o efeito da rebelião.

Pois bem, feitas as explanações acima passemos ao seguinte. O governo é uma atividade humana praticada por um governante que recai sobre governados e é impossível que seja diferente. Onde houver governo haverá governante por um lado e governados por outro. É da natureza da atividade de governo que ela seja exercida pelo governante, ou como dito mais acima, não há governo sem governante, não há ação sem agente. Ora, em todas as formas de convivência humana nós sempre encontramos alguém que exerce o governo e alguém que sofre o efeito de ser governado, ou seja, na família há o pai e a esposa/filhos, na empresa o empresário e os empregados, na cidade o prefeito e os cidadãos, numa nação um monarca/presidente e os demais cidadãos e assim sucessivamente. A Igreja Católica também é uma sociedade composta de  participantes humanos e possui como monarca Deus mesmo. Possui uma vantagem em relação a todas as outras, pois foi fundada por Deus mesmo, logo,  é uma sociedade perfeita. Contudo, Deus governa essa sociedade de eleitos por um agente intermediário temporal, a saber, o Papa.[1] Assim como o Presidente ou o Prefeito ou qualquer autoridade humana delega parte do exercício de suas funções a outras autoridades humanas que lhes são subordinadas, também assim Deus governa o mundo, isto é, com a participação das criaturas.

Pois bem, feitas as considerações acima sobre a natureza das ações humanas e da Providência divina, consideremos por hipótese, que a Santa Sé tenha ficado vacante em razão da heresia de um ou vários papas. Qual a consequência disto para a Igreja? Como é que a sociedade perfeita fundada por Cristo se guiará nesse vale de lágrimas sem um governante temporal? Ora, o próprio Deus constituiu as relações humanas de modo hierárquico, especialmente a sua Santa Igreja, logo, se não há Papa quem é que governará no plano temporal a sociedade dos eleitos? Como é que pode haver exercício de autoridade sem alguém que a exerça? Transpondo para termos teológicos como pode haver Primado sem um Primaz? Como uma sociedade atingirá seu bem comum –no caso da Igreja a salvação das almas- sem uma autoridade que a conduza para tal? Os sedevacantistas defendem-se afirmando que eles não negam a existência de uma autoridade, ou seja, a existência do Primado Petrino, apenas afirmam que a cadeira da Santa Sé está vaga, ou seja, que não obstante não haver primaz, há primado, que a jurisdição existe mas não é exercida, afinal o papa herético perde ipso facto a jurisdição. Aqui precisamente surge o primeiro problema. É cediço que a palavra “autoridade” pode se referir tanto ao cargo quanto à pessoa que a exerce, porém, essa distinção conceitual precisa ser compreendida também em seus aspectos concretos. E concretamente falando não existe governo sem governante, não existe autoridade-exercício sem a autoridade-agente. Ora, se se defende que não há mais papa (autoridade-agente) em razão das heresias deste, então quem está de fato a exercer o Primado Petrino (autoridade-exercício)? Quem está a governar a Igreja se a mesma está sem o seu monarca? Os bispos sedevacantistas? Com que legitimidade? E qual linha sedevacante é a correta? A dos conclavistas? A linhagem de Thuc? Só por este aspecto os sedevacantistas longe de compreenderem teologicamente a crise da Igreja acabam por criar novos problemas. Ora, ao negarem a existência de uma autoridade-agente, ou seja, que o papa não pertence à  Igreja por ser herege, então de duas uma: a) ou se persiste na ideia absurda de um governo sem governante; b) ou se defende que os bispos sedevacantistas herdaram legitimamente o Primado Petrino, isto é, se sub-rogaram no exercício da jurisdição. Porém, se é o caso da hipótese de “b”, com que legitimidade eles podem afirmar isto? Com base em que eles podem se autoinvestir da jurisdição sem um julgamento do papa por crime de heresia? Se até mesmo um Presidente da República passa por um processo de julgamento (impeacheament) para ser deposto, por que com a autoridade máxima da Igreja que visa a um fim muito mais nobre e de caráter sobrenatural seria diferente? Ante o exposto é evidente que a tese sedevacantista leva a consequências práticas similares ao protestantismo, isto é, condena-se (sem julgamento) a autoridade máxima da Igreja para no fim das contas rebelar-se contra ela e se sub-rogar em suas funções.

Afirmam também que a Igreja é indefectível, logo, seria impossível que a Providência permitisse que um papa incorresse em heresia e ensinasse isto aos fiéis, pois tal fato configuraria como que uma falha da promessa do Nosso Senhor em assistir infalivelmente a Igreja até o fim dos tempos. Mas tal argumento é muito pobre, pois a assistência da Providência pode consistir justamente no fato de parte da hierarquia reconhecer os erros e heresias do Papa e não incorrer neles. O mero fato de permanecermos fiéis a Nosso Senhor já é um sinal de assistência espiritual. Se o papa apostatou da fé, isto não significa que Nosso Senhor nos abandonou, e sim que o papa abandonou Nosso Senhor. A integridade do corpo não é necessariamente abalada porque a cabeça perdeu o juízo. Aliás, quanto à metáfora orgânica de que o papa não pode ser cabeça porque não é membro, é necessário explicar adicionalmente como é possível haver um corpo humano sem cabeça. Se a Igreja está sem sua cabeça visível como é que ela se guia? De repente ela se tornou um corpo acéfalo? Acaso a cabeça foi substituída pelo pescoço? Essas perguntas servem de reforço retórico à tese central aqui esposada-que nem sequer possui caráter teológico e sim meramente filosófico- de que não pode haver uma sociedade sem um efetivo governante e aqueles que negam a existência de um governante estão apenas reivindicando o governo para si mesmos ou para terceiros. Contudo, se assim agem, devem ter legitimidade para fazê-lo, ou seja, precisam demonstrar o seu direito a governar ou de depor o governante existente e eleger outro em seu lugar. Contudo, ao longo de 2.000 mil anos a Santa Igreja jamais definiu as circunstâncias em que tais ações podem ser praticadas e com quais meios em se tratando do caso do seu governante máximo incorrer em heresia. Aqui, aliás, vale uma última comparação com a política e com o direito. Santo Tomás afirma no Tratado da Lei da Suma Teológica que Deus envia maus governantes para que o povo pague pelos seus pecados. Talvez um papa herético seja um flagelo imposto pela Providência para que busquemos cada vez mais a santidade, talvez seja uma das provações finais que teremos que enfrentar para honrar Nosso Senhor. Deveríamos agradecer Nosso Senhor porque talvez este seja nosso principal meio de santificação atual: resistir a autoridades heréticas com firme devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, afinal, a santificação não advém de revolução e sim da obediência, da submissão a Deus mesmo quando os homens queiram nos levar para o inferno, e ainda que este homem esteja ocupando a cátedra de Pedro.





[1] A rigor, Deus governa a humanidade por uma escala de agentes intermediários, tendo a Virgem Santíssima logo abaixo da Santíssima Trindade, depois  os anjos e todos os santos que constituem a Igreja Triunfante seguidos do Papa, dos bispos, os padres e por fim as demais autoridades humanas.

Felipe Pereira Ferraz de Oliveira
Congregado Mariano

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Comunicado da ANSRL sobre o Pe. Rodrigo


Caros fiéis, benfeitores e amigos,

Dada a posição sedevacantista adotada pelo Rev. Pe. Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva, informamos que os membros da Associação Nossa Senhora do Rosário de Lepanto (ANSRL) não colaborarão mais com as questões administrativas e financeiras, nem com o apostolado desenvolvido pelo referido sacerdote em Atibaia/SP.

Nossos próximos passos serão: registrar nossos estatutos em cartório; gerar CNPJ; arrecadar fundos e conseguir um novo local para reiniciar nossa Capela.

Lembramos aqui o importante conselho de nosso diretor espiritual, Dom Tomás de Aquino:

“Quanto aos que defendem o sedevacantismo, temos um conselho a dar. Um conselho de prudência e de humildade. Se a Santa Igreja não definiu as condições em que um Papa deixa de ser Papa, convém não se avançar neste terreno, pois isto seria também amar novidades e abandonar os caminhos seguros da doutrina já definida.”

Que o bom Deus nos abençoe e nos dê a graça da perseverança.

Para colaborar com nossa Associação:

Banco do Brasil
Agência 4055-X
C/C 15.846-1
Felipe Pereira Ferraz de Oliveira
Tesoureiro da ANSRL

Salve Maria

Comunicado sobre o Pe. Rodrigo Ribeiro da Silva


PAX
“Devido às atuais atitudes de inteira independência tomadas pelo padre Rodrigo Ribeiro da Silva, assim como, pela sua nova posição, a sedevacantista, nós nos vemos na obrigação de avisar aos fiéis que não nos responsabilizamos mais pelas palavras e atos do referido padre e daqueles que o seguem. Lembramos aos fiéis que Dom Lefebvre não admitia que nenhum de seus sacerdotes se recusassem a rezar pelo Papa na missa. O padre Rodrigo foi ordenado como membro da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria cujo fundador, Dom Jean Michel Faure,exige de seus membros o mesmo que exigia Dom Lefebvre.
Essa é nossa posição, dos Quatro Bispos e de todos os fiéis da Resistência Católica.
Mas, ao adotar essa posição sedevacantista e a posição de completa independência, o padre Rodrigo se separa não somente de seu superior, mas também dos outros três bispos da Resistência:  Mgr Williamson; Mgr Zendejas; e Mgr Tomás de Aquino. “
+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D

sábado, 30 de junho de 2018

30 anos da Operação Sobrevivência!


Sagrações Episcopais de 30/06/1988
30 anos da Operação Sobrevivência de Dom Lefebvre.

Glória a Dom Lefebvre e a Dom Antônio por toda a luta para a manutenção da fé católica.
Glória a Dom Williamson pela continuidade do combate e por nos conceder mais 3 bispos para essa guerra contra o liberalismo. 
Glória a Dom Faure, Dom Tomás e Dom Zendejas. 
Que o bom Deus nos dê a graça da perseverança.


Declaração de Mgr. Lefebvre por ocasião das Sagrações de Ecône, 30/06/1988

"Lê-se, no capítulo XX do Êxodo, que Deus, depois de ter proibido o seu povo de adorar deuses estrangeiros, acrescentou as seguintes palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus, o Deus forte e ciumento, que persegue nos filhos a iniquidade dos pais até à terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” E, no capítulo XXXIV, diz assim: “Não adores deus estrangeiro. Deus ciumento, eis o nome do Senhor.”
     É justo e salutar que Deus seja ciumento do que lhe pertence em próprio e desde os séculos dos séculos; ciumento do seu ser infinito, eterno, todo-poderoso; ciumento da sua Glória, da sua Verdade, da sua Caridade; ciumento de ser o único Criador e Redentor e, portanto, o fim de todas as coisas, a única via da salvação e da felicidade de todos os anjos e de todos os homens; ciumento de ser o “alfa” e o “ômega”.
      A Igreja Católica, por Ele fundada e à qual entregou todos os seus tesouros de salvação é, também ela, ciumenta dos privilégios do seu único Mestre e Senhor e ensina a todos os homens que para Ela se devem voltar e por Ela devem ser batizados, se quiserem ser salvos e participar na Glória de Deus na Eternidade bem-aventurada. A Igreja é, pois, essencialmente missionária. Ela é essencialmente Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana.
     Ela não pode admitir que fora dela haja uma outra religião verdadeira; não pode admitir que se possa encontrar uma via de salvação fora dela, pois ela identifica-se com o seu Senhor e Deus que disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”
     Ela tem, pois, horror a qualquer comunhão ou união com falsas religiões, com as heresias que afastam as almas do seu Deus que é o único Deus.
     Ela não conhece unidade senão no seu próprio seio, como no seu Deus. Para isso dá o sangue dos seus mártires, a vida dos seus missionários, dos seus padres, o sacrifício dos seus religiosos e religiosas; ela oferece o sacrifício quotidiano de propiciação.
     Ora, com o Vaticano II sopra na Igreja um espírito adúltero, espírito que admite, pela Declaração sobre a Liberdade Religiosa, o princípio da liberdade de consciência para os atos internos e externos, fora do alcance de qualquer autoridade.
     É o princípio da Declaração dos Direitos do Homem, da Revolução Francesa, contra os direitos de Deus. Ora, as autoridades da Igreja, do Estado e da família participam da autoridade de Deus e têm, portanto, o dever de contribuir para a difusão da Verdade e para a aplicação do Decálogo, bem como o de proteger os seus súditos do erro e da imoralidade.
     Esta Declaração levou à secularização dos Estados católicos, o que é um insulto a Deus e à Igreja, reduzindo a Igreja ao direito comum, juntamente com as falsas religiões. É o mesmo espírito adúltero tantas vezes censurado por Deus e pelos profetas ao povo de Israel (veja, na Nota 1, a Declaração de Paulo VI publicada no “Osservatore Romano” de 24 de abril de 1969).
     Esse espírito adúltero também se manifesta no ecumenismo instituído pelo Secretariado para a Unidade dos Cristãos. Esse ecumenismo aberrante valeu-nos todas as reformas litúrgicas, bíblicas, canônicas, com o regime colegial destruidor da autoridade pessoal do Sumo Pontífice, do Bispo e do Pároco (veja Nota 2).
     Esse espírito não é católico. É fruto do modernismo condenado por São Pio X. Está a devastar todas as instituições da Igreja e, especialmente, os seminários e o clero, de tal modo que podemos perguntar quem é ainda integralmente católico entre os clérigos submetidos ao espírito adúltero do Concílio.
     Nada é, pois, mais urgente na Igreja do que formar um clero que repudie esse espírito adúltero e modernista e salve a glória da Igreja e do seu Divino Fundador, conservando a Fé integral e os meios estabelecidos por Nosso Senhor e pela Tradição da Igreja para manter essa Fé e transmitir a vida da graça e os frutos da Redenção.
     Desde há quase vinte anos que nos esforçamos com paciência e firmeza por fazer compreender às autoridades Romanas essa necessidade do regresso à sã doutrina e à Tradição, para a renovação da Igreja, para a salvação das almas e para a glória de Deus.
     Porém, ficam surdos às nossas súplicas e, pior ainda, pedem-nos que reconheçamos a justeza de todo o Concílio e das reformas que arruinam a Igreja. Não querem ter em conta a experiência que fazemos, com a graça de Deus, da manutenção da Tradição, experiência que produz frutos verdadeiros de santidade e atrai numerosas vocações.
     Para salvaguardar o sacerdócio católico e continuar a Igreja Católica – e não uma Igreja adúltera – precisamos de bispos católicos.
     Vemos-nos, pois, obrigados, devido à invasão do espírito modernista no clero atual, e até às mais altas esferas no seio da Igreja, a consagrar bispos.
     Tendo o princípio dessa consagração sido admitido pelo Papa na carta de 30 de maio ao Cardeal Ratzinger, estas consagrações serão, não apenas válidas, como também, dadas as circunstâncias históricas, certamente lícitas. Porém, lícitas ou não, é por vezes necessário abandonar a legalidade para permanecer no direito.
     O Papa não pode deixar de desejar a continuação do sacerdócio católico. Não é, pois, de maneira nenhuma num espírito de ruptura ou de cisma que realizamos essas consagrações episcopais, mas para vir em socorro da Igreja que, sem dúvida, se encontra na mais dolorosa situação da sua história.
     Se estivéssemos no tempo de São Francisco de Assis, o Papa estaria de acordo conosco. Nesses felizes tempos, a Maçonaria não ocupava lugar no Vaticano.
     Afirmamos, pois, o nosso apego e a nossa submissão à Santa Sé e ao Papa. Ao realizar este ato temos consciência de continuar a servir a Igreja a ao Papado, como nos temos esforçado por fazer desde o primeiro dia do nosso sacerdócio.
     No dia em que o Vaticano estiver liberto dessa ocupação modernista e reencontrar o caminho seguido pela Igreja até o Vaticano II, os nossos bispos estarão inteiramente nas mãos do Sumo Pontífice, incluindo a eventualidade de deixaram de exercer as suas funções episcopais. 
     Enfim, dirigimo-nos à Virgem Maria, também Ela ciumenta dos privilégios do seu Divino Filho, ciumenta da sua Glória, do seu reino sobre a terra como no Céu.
     Quantas vezes interveio em defesa, mesmo armada, da Cristandade, contra os inimigos do Reinado de Nosso Senhor! Suplicamo-lhe que intervenha hoje para afastar os inimigos do interior que tentam destruir a Igreja mais radicalmente do que os inimigos do exterior.
     Que Ela se digne conservar na integridade da fé, no amor da Igreja, na devoção do sucessor de Pedro, todos os membros da Fraternidade São Pio X e todos os padres e fiéis que trabalham com os mesmos sentimentos, para que Ela nos guarde e nos preserve tanto do cisma como da heresia.
     Que São Miguel Arcanjo nos comunique o seu zelo pela Glória de Deus e a sua força para combater os demônios.
     Que São Pio X nos transmita sua sabedoria, a sua ciência e a sua santidade para, nestes tempos de confusão e de mentira, distinguirmos o verdadeiro do falso e o bem do mal.

     + Marcel Lefebvre