segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Carta Pastoral a respeito dos erros modernos, Dom Antonio de Castro Mayer.

      De todos os deveres que incubem ao Bispo, nenhum sobreleva em importância o de ministrar às ovelhas que lhe foram confiadas pelo Espírito Santo o pábulo salutar da verdade revelada.
      Esta obrigação urge do modo particular em nossos dias. Pois a imensa crise em que o mundo se debate resulta em última análise do fato de que os pensamentos e as ações dos homens se dissociaram dos ensinamentos e das normas traçadas pela Igreja; e só pelo retorno da humanidade à verdadeira Fé, poderá esta crise encontrar solução.
      Importa pois, no mais grau, lançar unidas e disciplinadas, todas as forças católicas, todo o exército pacífico de Cristo Rei, na conquista dos povos que gemem nas sombras da morte, iludidos pela heresia ou pelo cisma, pelas superstições da gentilidade antiga, ou pelos múltiplos ídolos do neopaganismo moderno.
      Para que esta ofensiva geral, tão desejada pelos Pontífices seja eficaz e vitoriosa, cumpre que as próprias forças católicas permaneçam incontaminadas dos erros que devem combater. A preservação da Fé entre os filhos da Igreja é pois medida necessária e de suma importância para a implantação do Reino de Cristo na terra.
     A História nos ensina que a tentação contra a Fé, sempre a mesma em seus elementos essenciais, se apresenta em cada época com aspecto de novo. O arianismo, por exemplo, que tanta força de sedução exerceu no século IV, teria interessado pouco ao europeu frívolo e voltairiano do século XVIII. E o ateísmo declarado e radical do século XIX teria fracas possibilidades de êxito ao tempo de Eiclef e João Huss.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Mons. Marcel Lefebvre - Cismático?

«Dom Marcel Lefebvre, não estará o senhor à beira de um cisma?»


«Esta é a pergunta que a si próprios fazem muitos católicos após saberem das últimas sanções tomadas por Roma contra nós. Na maioria dos casos, os católicos definem ou imaginam o Cisma como uma ruptura com o Papa. Não levam além sua indagação. Se o senhor vai romper com o Papa ou se o Papa vai romper com o senhor, temos pois um Cisma.»


«Porque romper com o Papa constitui um Cisma? Porque, onde está o Papa está a Igreja Católica. Logo seria apartar-se da Igreja Católica. Ora, a Igreja Católica é uma realidade mística que existe não apenas no espaço, sobre a superfície da terra, mas também no tempo e na eternidade. Para que o Papa represente a Igreja e seja dela a imagem, é preciso que esteja unido a ela tanto no espaço como no tempo já que a Igreja é uma Tradição viva na sua essência. Na medida em que o Papa se afastar dessa Tradição estará se tornando cismático, terá rompido com a Igreja.Teólogos como São Belarmino, Caetano, o cardeal Journet e muitos outros estudaram essa eventualidade. Não se trata, pois, de uma coisa inconcebível.»
«Quanto a nós, é o Concílio Vaticano II, suas reformas, suas orientações oficiais que nos preocupam, mais do que a atitude pessoal do Papa, mais difícil de ser perscrutada.»

«Este Concílio representa, tanto aos olhos das autoridades romanas quanto aos nossos, uma nova Igreja que, aliás, eles próprios chamam de Igreja Conciliar.»

O Espírito do CVII - Gustavo Corção

ANTES DE QUALQUER consideração sobre o que aconteceu ontem em Lille ou amanhã acontecerá em Roma ou Paris, é indispensável a recolocação dos eixos principais do affaire Lefebvre: em todos os textos esse dramático desenlace de um amontoado de equívocos e erros é apresentado como uma recusa da parte de Dom Lefebvre. Esse virtuoso prelado é apontado como rebelde, isto é, como alguém que, por iniciativa própria e primeira; recusa obediência a um superior hierárquico.

ESSA APRESENTAÇÃO mal feita em quase todas as noticias, explica-se por mil fatores sobejamente conhecidos, mas forçoso é reconhecer que, pela primeira vez nos dez anos de "Igreja Pós-conciliar”, corre pelo mundo inteiro uma emoção e um interesse surpreendentes. Como?! Este bravo mundo ainda se 'interessa pela Religião e especialmente pela Religião Católica?! Infelizmente esse interesse e essa emoção, mesmo no meio dos católicos praticantes, se perdem num ambiente em que as referências doutrinais foram destruídas e espezinhadas. Daí a necessidade de recolocação cuidadosa do problema em seus verdadeiros termos. Não há no caso uma simples recusa, e sim uma recusa provocada por outra recusa mais grave, que não foi promovida por Dom Lefebvre, e sim por toda uma organização eclesiástica, reunida em concílio, e continuada com sínodos, Conferências Episcopais, com o objetivo, tornado hoje evidente, de recusar a continuação tradicional, obediente, da Igreja de Pio XII, Pio XI, Bento XIV, São Pio X... São Pedro, Nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, só não vê que as famosas reformas conciliares produziram não apenas uma Igreja reformada, deformada, transformada, mas Outra, igreja, quem não quer ver, ou quem muito pouco conhecia da Face e da Voz da Esposa de Cristo. Todos nós, para quem esta tenebrosa evidência crescia irresistivelmente, e se impunha como um dever de testemunho, rogávamos a Deus instantemente, gemendo e chorando, que o Sumo Pontífice, Vigário de Cristo, guardasse paternal dileção pelos seus filhos católicos, ainda que por debilidade de temperamento, que o Cardeal Gut chamou de "sua grande bondade", não tivesse forças para reprimir os mil agravos cometidos no mundo inteiro contra o Sangue de Nosso Salvador; ainda que lhe faltassem forças, e que disto tanto sofresse, para castigar um Hans Kung, e os desvarios de tantos cardeais indignos, relapsos, que Santa Catarina de Sena não hesitou chamar "demónios incarnados", ainda assim rogávamos a Deus, à Virgem Santíssima, a São Miguel Arcanjo, a São José, a São Pio V, a São Pio X que protegesse nosso Papa Paulo VI e que de todos os modos o defendessem da tentação de ser Papa conciliador de duas Igrejas inconciliáveis. Chegamos à humilhação de pedir, de esperar que, caso tal coisa acontecesse, não chegasse à extremidade de romper os vínculos de paternidade com aqueles que só desejam viver, se santificar, e morrer na mesma Igreja em que receberam o batismo.

O liberalismo católico e S.S. Pio IX

"O liberalismo católico é um verdadeiro flagelo"
Pio IX

     O Padre Roussel reuniu em seu livro "Liberalisme et Catholicisme", toda uma série de declarações do Papa Pio IX que condenam a tentativa católico-liberal de aliar a Igreja com a Revolução. Eis algumas delas que seria bom meditar:

     "O que aflige nosso país e o impede de receber as bênçãos de Deus, é esta mistura de princípios. Direi e não me calarei; o que temo não são estes miseráveis da Comuna de Paris... O que temo é esta desastrosa política, este liberalismo católico que é o verdadeiro flagelo... este jogo de pêndulo que destruiria a Religião. Sem dúvida, deve-se praticar a caridade, fazer o possível para atrair os extraviados; entretanto não é necessário por causa disto compartilhar com suas opiniões..."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Primeira Trintena em honra a São José!


Santa Missa com o Rev. Padre Cardozo




Santa Missa com Dom André - OSB



Santa Missa com Dom André - OSB

 

 

 

Batismo de 3 crianças e complemento do Batismo, com Dom André, OSB






 

 

 


Santa Missa com o Padre Joaquim - FMBV dia 29/11

 


 


Conferência com o Irmão Miguel, OSB. (Tema: Dom Vital)

 

Construção da Capela em honra ao Glorioso Patriarca São José