sábado, 5 de dezembro de 2015

O liberalismo católico e S.S. Pio IX

"O liberalismo católico é um verdadeiro flagelo"
Pio IX

     O Padre Roussel reuniu em seu livro "Liberalisme et Catholicisme", toda uma série de declarações do Papa Pio IX que condenam a tentativa católico-liberal de aliar a Igreja com a Revolução. Eis algumas delas que seria bom meditar:

     "O que aflige nosso país e o impede de receber as bênçãos de Deus, é esta mistura de princípios. Direi e não me calarei; o que temo não são estes miseráveis da Comuna de Paris... O que temo é esta desastrosa política, este liberalismo católico que é o verdadeiro flagelo... este jogo de pêndulo que destruiria a Religião. Sem dúvida, deve-se praticar a caridade, fazer o possível para atrair os extraviados; entretanto não é necessário por causa disto compartilhar com suas opiniões..."


     
     "Adverti pois venerável irmão (o bispo Quimper) aos membros da Associação Católica que em muitas ocasiões em que temos repreendido os partidários das opiniões liberais, não tínhamos em vista aqueles que odeiam a Igreja e aos quais teria sido inútil falar; mas nos referimos aos que conservando e mantendo escondido o vírus dos princípios liberais com que se alimentaram desde o berço, sob o pretexto de não estar infectado com uma malícia clara e que, segundo eles, não é prejudicial à Religião, o transmitem facilmente às almas e propagam assim  as sementes dessas revoluções que sacodem já há bastante tempo o mundo."

      "Entretanto, por mais que os filhos do século sejam mais hábeis que os filhos da luz, as astúcias dos inimigos da Igreja teriam menor êxito, se um grande número dos que levam o nome de católicos não lhes estendesse a mão amiga. Mas por desgraça, há os que parecem querer estabelecer uma aliança entre a luz e as trevas, um acordo entre a justiça e a iniquidade, por meio destas doutrinas chamadas "católico-liberais"; estas, apoiando-se em princípios os mais perniciosos, afagam o poder laico quando invade as coisas espirituais e fazem os espíritos respeitar ou ao menos tolerar as leis mais iníquas, como se não estivesse escrito que ninguém pode servir a dois senhores. Esses são certamente mais perigosos e mais funestos que os inimigos declarados, porque agem sem serem notados, ou pensam agir assim, ou porque mantendo-se no justo limite de opiniões condenadas formalmente, mostram uma certa aparência de integridade e doutrina reta, seduzindo assim aos imprudentes amadores da conciliação e enganando gente honesta, que se rebelaria contra um erro declarado. Assim dividem os espíritos, desfazem a unidade e debilitam as forças que teriam que se unir para lutar contra o inimigo..."
     "Nós só podemos aprovar-vos pelo fato de terem empreendido a defesa e explicação das determinações de nosso Syllabus, principalmente as que condenam o liberalismo dito católico; o qual, contando com um grande número de partidários mesmo entre os homens honestos e dando a impressão de se afastar pouco da verdade, é mais perigoso para os outros, engana mais facilmente aos que não estão de sobreaviso, e destruindo o espírito católico insensivelmente e de modo velado, diminui as forças dos católicos e aumenta as do inimigo."



Trecho do Livro: Do Liberalismo à Apostasia - Mons. Marcel Lefebvre