sábado, 30 de abril de 2016

O Fundamento de nossa posição - Mons. Lefebvre

O Fundamento de nossa posição
Monsenhor Lefebvre

A verdadeira oposição fundamental é o reino de N. S. J. Cristo. “Oportet illum regnare”, é preciso que ele reine, nos diz S. Paulo. N. Senhor veio para reinar. Eles dizem não, e nós, nós dizemos sim, com todos os papas. N. Senhor não veio para ser escondido no interior das casas sem sair delas. Por que os missionários tanto se fizeram massacrar? Para pregar que N. S. J. Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos pagãos de se converter. Então os pagãos quiseram fazê-lo desaparecer, mas eles, não hesitaram em dar sua vida para continuar a pregar N. S. J. Cristo. Então, agora seria preciso fazer o contrário, dizer aos pagãos: “Vossa religião é boa, conservai-a desde que sejais bons budistas, bons muçulmanos ou bons pagãos!”. É por isto que não podemos nos entender com eles (Roma), porque obedecemos a N. Senhor dizendo aos apóstolos: “Ide ensinar o evangelho até as extremidades da terra”. É porque não é preciso espantar-nos que não cheguemos a nos entender com Roma. Não é possível enquanto Roma não voltar à fé no reino de N. S. J. Cristo, enquanto ela der a impressão que todas as religiões são boas. Nós nos chocamos sobre um ponto da fé católica, como se chocaram o cardeal Bea e o cardeal Ottaviani, e como se chocaram todos os papas com o liberalismo. É a mesma coisa, a mesma corrente, as mesmas ideias e as mesmas divisões no interior da Igreja. (1) 

Nós devemos ser incólumes do todo compromisso, tanto a respeito dos sedevacantistas quanto a respeito daqueles que querem absolutamente ser submetidos à autoridade eclesiástica. Queremos permanecer ligados a N. S. J. Cristo. Ora, o Vaticano II descoroou N. Senhor. Queremos continuar fiéis a N. Senhor, rei, príncipe e dominador do mundo inteiro. Não podemos mudar nada nesta linha de conduta. Quando nos colocam a questão de saber quando haverá um acordo com Roma, minha resposta é simples: quando Roma recoroar N. S. J. Cristo. Não podemos estar de acordo com aqueles que descoroaram N. Senhor. No dia em que eles reconhecerão de novo N. Senhor rei dos povos e nações, não serão nós que religarão, mas a igreja católica na qual permanecemos. (2)


1. Conferencia em Sierre (Suíça) em 29 de novembro de 1988 extraído de Fideliter 89 (setembro de 1982) p. 12. 

2. Conferencia em Flavigny, dezembro de 1988, extraído de Fideliter, 68 (março de 1989) p. 16.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

REITERANDO - VISITA EPISCOPAL


Na próxima quinta feira, 28/04/2016, receberemos 
Dom Tomás de Aquino, OSB, 
na capela da Missão São José.

- Confissões e Aconselhamentos a partir das 18h30min
- Missa às 20h



terça-feira, 26 de abril de 2016

Por que resistimos?



"Na primeira metade do século V, São Vicente de Lerins, que foi soldado antes de se consagrar a Deus e declara ter sido 'agitado muito tempo sobre o mar do mundo antes de se recolher ao porto da fé', falava assim do desenvolvimento do dogma: 'Não haveria nenhum progresso da religião na Igreja de Cristo? Havê-los-á certamente e muito importantes, de tal maneira que seja um progresso da fé e não uma mudança. Importa que cresçam abundante e intensamente em todos e em cada um, nos indivíduos como nas Igrejas, no decurso das épocas, a inteligência, a ciência, a sabedoria, contanto que seja na identidade do dogma, dum mesmo pensamento'
Vicente conhecia o impacto das heresias e deu uma regra de conduta ainda sempre boa após mil e quinhentos anos: 'Que fará então o cristão católico se alguma parcela da Igreja acaba por desligar-se da comunhão, da fé universal? Que outro partido tomar senão preferir ao membro gangrenado e corrompido o corpo em seu conjunto que é são? E se algum contágio novo se esforça por envenenar, não mais uma pequena parte da Igreja, mas a Igreja inteira duma só vez, então seu grande cuidado será apegar-se à antiguidade, que evidentemente não pode mais ser seduzida por nenhuma novidade perigosa.'

Nas ladainhas das Rogações, a Igreja nos faz dizer: 

'Nós vos suplicamos, Senhor, manter na vossa santa religião o Soberano Pontífice e todas as ordens da hierarquia'

Na Igreja não há nenhum direito, nenhuma jurisdição que possa impor a um cristão uma diminuição de sua fé. Todo o fiel pode e deve resistir, apoiado no catecismo de sua infância, a quem quer que atentar contra a sua fé. Se ele se encontra em presença duma ordem que a põe em perigo de corrupção, a desobediência é um dever imperioso.

É porque julgamos que nossa fé está em perigo pelas reformas e as orientações pós-conciliares, que temos o dever de desobedecer e de conservar a tradição. Acrescentemos o seguinte: é o maior serviço que podemos prestar à Igreja e ao sucessor de Pedro recusar a Igreja reformada e liberal. Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, não é nem liberal nem reformável."

Dom Marcel Lefebvre

Vídeo de apresentação do livro “Pedro, Tu Me Amas?”, de Daniel Leroux‏


Vídeo de apresentação do livro “Pedro, Tu Me Amas?”, de Daniel Leroux‏


segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 anos de falecimento de S.E.R. Dom Antônio de Castro Mayer

25 anos de falecimento de S.E.R. Dom Antônio de Castro Mayer


"(...) sejamos assíduos na reza do Rosário, ou ao menos do Terço de Nossa Senhora. Das devoções à Santíssima Virgem, é esta a que nos leva a aprofundar o Mistério da Mediação Universal de Maria. De vez que, no Santo Rosário, entrelaçamos os mistérios da vida de Jesus Cristo e da vida de Maria, de maneira que, por ele, somos levados a assimilar as virtudes e a caridade do Senhor, guiados pelo exemplo e as mãos maternais de Maria."

+ Antonio, Bispo de Campos

Pedro, tu me amas? - Daniel Leroux

ADQUIRA AQUI O LIVRO: 
PEDRO, TU ME AMAS?

Este livro de Daniel Leroux ilustra as memoráveis palavras de Dom Marcel Lefebvre na sua declaração de 21 de novembro de 1974:
"Nós aderimos de todo o coração à Roma Católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade.
"Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.
"Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja. Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos.
"Se ocorresse -- disse São Paulo -- que eu mesmo ou um anjo do céu vos ensinasse um Evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema (Gal. 1, 8)."
Devemos permanecer fiéis às promessas de nosso batismo e, para tal, recusar-nos a adotar as novas doutrinas desta outra Igreja, como a qualifica Gustavo Corção. Nós somos filhos da Igreja Católica e não desta outra cujas doutrinas e cujos frutos Daniel Leroux relata, descreve e explica com grande clareza neste livro que se ocupa mais especialmente do pontificado de João Paulo II.




domingo, 24 de abril de 2016

Visita Episcopal - Mons. Tomás de Aquino

Caríssimos, Salve Maria

Informamos que na próxima quinta feira, 28/04/2016, receberemos Monsenhor Tomás de Aquino, OSB, na capela da Missão São José.

- Confissões e Aconselhamentos a partir das 18h30min
- Missa às 20h



Comentários Eleison - Dom Williamson

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDLVIII (458) - (23 de abril de 2016)

Declaração de Bispos – I

Temos um terceiro bispo da Resistência agora,
Como e por que, uma Declaração menciona.

No dia 19 de março, pouco mais de um mês atrás, Dom Tomás de Aquino foi discretamente sagrado bispo, para o benefício das almas de todo o mundo que desejam manter a verdadeira Fé católica. Assim como quando Monsenhor Faure foi consagrado, exatamente um ano antes, a cerimônia foi belamente organizada pelos monges do Mosteiro da Santa Cruz, nas montanhas por detrás do Rio de Janeiro, em sua catedral de aço, belamente decorada para a ocasião, como no ano passado. O tempo estava seco e quente, mas não muito quente. São José fez com que tudo corresse sem dificuldades. Devemos a ele um grande agradecimento.
Havia um pouco mais de gente que no ano passado, mas a maioria delas era de lugares próximos dentro do Brasil. Não houve jornalistas presentes, e o evento foi praticamente mencionado só nas fontes católicas tradicionais. Houve uma conspiração de silêncio? Houve alguma recomendação para que não se desse atenção? Não importa. O que realmente importa é o que Deus parece estar sugerindo, a saber, que a sobrevivência da Fé não requer, no momento, publicidade ou fazer-se conhecer, mas, talvez, deslizar nas sombras, das quais a Igreja pode suavemente descer às catacumbas para esperar por sua ressurreição depois que a tormenta do mundo, que promete ser humanamente terrível, seja levada a cabo.
Em todo caso, temos agora outro bispo, firmemente na linha de Monsenhor Lefebvre, e no lado oeste do Atlântico. Assim como Monsenhor Faure, ele conhecia bem o Arcebispo e era um confidente seu. Dom Tomás de Aquino nunca trabalhou com o Arcebispo diretamente dentro da FSSPX; mas, porque não era um membro da Fraternidade, o Arcebispo deve ter se sentido mais livre para compartilhar seus pensamentos e ideias com ele. Certamente ele deu ao jovem monge inestimáveis conselhos em mais de uma ocasião, os quais Dom Tomás nunca esqueceu. Os católicos que crêem não estão equivocados – houve poucas exceções à reação majoritariamente positiva pelo presente de Deus de outro verdadeiro pastor de almas.
Na época da consagração, os dois bispos consagrantes fizeram uma Declaração que não obteve ainda muita publicidade. Ela expõe em profundidade o fundamento da consagração, mostrando como este evento, aparentemente estranho, não o é em absoluto; ao contrário, é muito natural, dadas as circunstâncias. Aqui está a primeira parte da Declaração. A segunda parte terá de vir no “Comentário Eleison” da próxima semana.
Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu-nos que em sua segunda vinda a fé teria quase desaparecido da face da terra (Luc. XVIII,8); deduz-se que, a partir do triunfo da Igreja na Idade Média, ela somente poderia experimentar um grande declínio até o fim do mundo. Três agitações em particular marcaram os estágios deste declínio: o protestantismo, que rechaçou a Igreja no século XVI; o liberalismo, que rechaçou Jesus Cristo no século XVIII; e o comunismo, que rechaçou Deus completamente no século XX.
Entretanto, o pior de todos foi quando esta Revolução por etapas conseguiu penetrar na Igreja, graças ao Concílio Vaticano II (1962–1965). Querendo manter a Igreja em contato com o mundo moderno que tanto havia se afastado dela, o Papa Paulo VI conseguiu que os padres do Concílio adotassem “os valores de 200 anos de cultura liberal” (Cardeal Ratzinger).
O que os padres adotaram foi o tríplice ideal da Revolução francesa, em particular, a liberdade, a igualdade e a fraternidade, sob a tríplice forma de liberdade religiosa, cuja ênfase na dignidade humana implica a elevação do homem acima de Deus; de colegialidade, cuja promoção da democracia mina e nivela toda a autoridade dentro da Igreja; e de ecumenismo, cujo louvor às falsas religiões implica a negação da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. No transcurso de meio século desde o fim do Vaticano II, as consequências mortais para a Igreja em relação a esta adoção dos “valores” revolucionários se tornaram mais e mais óbvias, culminando em gravíssimos escândalos quase cotidianos que mancham o pontificado do Papa reinante.


Kyrie eleison.

Borboletas ao Luar

Declaração dos Bispos da USML

Declaração dos Bispos da USML


Nosso Senhor Jesus Cristo nos advertiu que em sua segunda vinda a fé haveria quase desaparecido do mundo (Luc. XVIII, 8); do que se deduz que a partir do triunfo de sua Igreja na Idade Média, ela só podia conhecer um grande declínio até o fim do mundo. Três explosões em particular marcaram este declínio: a do protestantismo que rechaçou a Igreja no século XVI; a do liberalismo que rechaçou Jesus Cristo no século XVIII; e a do comunismo que rechaçou Deus completamente no Século XX. Mas o pior de tudo é quando esta Revolução por etapas conseguiu finalmente penetrar no interior da Igreja com o Vaticano II (1962-1965).

Querendo aproximar a Igreja do mundo moderno que tanto havia se separado dela, o Papa Paulo VI soube fazer os padres do Concílio adotarem “os valores de dois séculos de cultura liberal”. Eles assimilaram notavelmente a liberdade, a igualdade e a fraternidade Revolucionárias sob a forma respectivamente liberdade religiosa, que realçando a dignidade humana, eleva o homem acima de Deus; da colegialidade, que promovendo a democracia, nivela e subverte toda autoridade da Igreja; e do ecumenismo, que ao louvar as falsas religiões, vem a negar a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todavia, o mais grave de todo o século XXI, é talvez esta massa de Católicos, clérigos e leigos, que ainda seguem mansamente aos destruidores. Com efeito, como é que muitos dos destruidores não veem o que fazem? Por uma “desorientação diabólica” evocada já antes do Concílio pela Irmã Lúcia de Fátima.

E como muitos dos leigos ainda não veem que a autoridade católica não existe senão que para estabelecer a Verdade católica, e desde que ela a traiu, perdeu seu direito a ser obedecida? Pela mesma desorientação.

E em que ela consiste exatamente? Na perda da Verdade, na perda progressiva de todo sentido da existência mesma da Verdade objetiva, porque quiseram libertar-se da realidade de Deus e de suas criaturas, para substituí-la pela fantasia dos homens, com o fim de poder fazer o que lhes dê vontade. Sempre a falsa liberdade. 

Mas Deus não abandona sua Igreja, e por isso nos anos 1970 suscitou a Dom Lefebvre para vir em sua ajuda. Este soube reconhecer que os Papas e seus confrades no concílio abandonaram a Tradição da Igreja em nome da modernidade, e, fazendo isso, terminariam por destruir a Igreja. E então, soube constituir no interior da Igreja, como que por um milagre, uma sólida resistência diante da obra de destruição sob a forma de uma Fraternidade Sacerdotal dedicada a São Pio X, Papa perfeitamente perspicaz com respeito à corrupção dos tempos modernos. Não obstante, as autoridades romanas não suportaram que se lhes negasse sua suposta “renovação” conciliar, e eles fizeram tudo para que esta resistência desaparecesse, mas Monsenhor Lefebvre os enfrentou.   

Para assegurar a sobrevivência de sua obra, de uma importância única para a defesa da Tradição católica, em 1988, Monsenhor Lefebvre procedeu a consagrar quatro bispos contra a vontade explícita das autoridades romanas extraviadas, mas implicitamente de acordo com a vontade dos Papas de toda a história da Igreja, salvo dos últimos quatro, todos ganhados pelo concílio. Esta decisão heroica de Monsenhor Lefebvre foi logo justificada amplamente pela decadência ininterrupta das autoridades da Igreja, que não fizeram mais que conformá-la ao século apodrecido. Destes quatro bispos, o que falava espanhol devia instalar-se na América do Sul para ocupar-se dos fiéis que queriam conservar a Fé de sempre em todo este continente antes tão católico, mas onde não haviam bispos seguros para levá-los ao Céu. 

Desgraçadamente, a decadência não cessou desde então, senão que agora é a FSSPX que cai, por sua vez, vítima da putrefação universal. Durante seu Capítulo Geral de 2012, seus chefes, sob o seu superior Geral, a fizeram voltar-se ao Concílio. Em lugar de insistir sobre a primazia da doutrina católica de sempre, da Tradição, eles abriram a porta a um acordo com a Roma oficial, consagrada ao concílio.

E portanto, desde 2012, a mesma desorientação abriu passo no interior da Fraternidade, e, ao menos pelo momento, já não podemos contar com seus bispos.
  
É muito triste, mas é normal no estado atual da Igreja e do mundo. Portanto, de novo é necessário consagrar um bispo para assegurar a sobrevivência da Fé de sempre, sobretudo em todo um continente de almas que necessitam um verdadeiro pastor para salvar-se para a eternidade.

Que Deus esteja com ele! Rogamos a Santíssima Virgem para que Ela o guarde debaixo de seu manto, fiel até a morte.

Dom Tomás de Aquino
Dom Jean-Michael Faure
Dom Richard Williamson

Normalização canônica?

Normalização Canônica?


O Rev. Padre Franz Schmidberger no dia 19 de fevereiro expôs as razões pelas quais lhe parece chegada a hora de normalizar a situação canônica da Fraternidade e, pode-se supor, as das comunidades amigas.

Entre as razões apresentadas pelo antigo superior geral da Fraternidade São Pio X encontramos o fato de Dom Lefebvre ter procurado uma regularização canônica para sua congregação. Isso é em parte exato em parte inexato.

Falando de Dom Antônio de Castro Mayer, Dom Lefebvre dizia (creio que em 1985) que era necessário que o Bispo emérito de Campos compreendesse que era necessário entrar na ilegalidade. 

Dom Antônio, apesar de uma análise profundamente teológica da crise atual, permanecia preso à uma legalidade que o paralisava. Por receio da ilegalidade Dom Antônio não ordenou nenhum padre entre 1984, data em que foi forçado a deixar a função de Bispo titular de Campos, e 1988, data das sagrações dos quatro Bispos da Fraternidade São Pio X. Dom Lefebvre entendia melhor o que diz São Paulo, “a letra mata e o espírito vivifica.” Ele havia discernido o golpe de mestre de Satanás que foi o de ter lançado toda a Igreja na desobediência à Tradição, por obediência. A virtude da obediência utilizada contra a sua finalidade. O bem a serviço do mal.

Que Dom Lefebvre tenha procurado uma solução canônica é evidente, mas que ele não a encontrou é mais evidente ainda. E ele não a encontrou porque ela não existia e não existirá enquanto Roma estiver ocupada pelos inimigos da realeza universal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso que Dom Lefebvre sagrou quatro bispos em 1988. Ele teria sagrado provavelmente mais se Dom Antônio de Castro Mayer tivesse designado alguns padres para receber o episcopado, como lhe fora proposto atráves de Dom Gerard que veio ao Brasil em 1987 com a missão de fazer este pedido a Dom Antônio.

Dom Lefebvre pensava que Dom Antônio poderia ter recusado de abandonar cargo e poderia ter escolhido o seu sucessor fazendo frente a Roma modernista para preservar sua diocese dos erros atuais.
Dom Lefebvre queria sim uma solução canônica, mas uma solução canônica que não fosse falsa mas sim verdadeira.

Para o Pe. Schmidberger o momento parece ter chegado para esta normalização verdadeira, já que Roma não fala mais de aceitação do Vaticano II nem de legitimidade do Novus Ordo, Ele diz também que a Fraternidade não se calará a respeito dos erros modernos.

Para mim tenho que estas garantias são bastantes frágeis pois Dom Gerard e Campos diziam também que nenhuma limitação lhes seria imposta no combate anti-modernista. Eles nos prometeram continuar o combate e alguns chegaram mesmo a dizer que era agora que o combate ia começar de verdade porque eles lutariam dentro da Igreja. Pura ilusão como os fatos mostraram. Ilusão e falsa doutrina como se a Tradição estivesse fora da Igreja.

Dom Lefebvre via bem estas ilusões em Dom Gerard. Enquanto reinar o modernismo em Roma toda esperança de uma verdadeira normalização será vã.

O Pe. Schmidberger diz também que a Resistência perdeu o sentido e o amor da Igreja. Certamente nós devíamos ter mais virtude, mais fé e mais caridade. No entanto, podemos dizer em nossa defesa que na Resistência se estuda a Pascendi, o Syllabus, Quanta Cura, Quas Primas, Quadragesimo Ano, etc. Na Resistência se lê “A História do Catolicismo Liberal” do Padre Emmanuel Barbier. Na Resistência se traduz em português e se edita o livro “Pierre m'aime tu? De Daniel le Roux. Na Resistência se publica o “Le Sel de la Terre” e se tem veneração por Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Suas obras são estudadas e explicadas aos fiéis.
Se não fazemos mais é por nossa culpa, mas fazemos alguma coisa e esta alguma coisa creio que o fazemos por ter o sentido e o amor da Igreja.

Que Deus aumente em nós esse amor à Igreja por intercessão do Imaculado e Doloroso Coração de Maria.

+ Tomás de Aquino, OSB.

terça-feira, 19 de abril de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Do Sacramento da Confirmação - Padre Gaspar Astete



Ainda sobre o Sacramento da Confirmação, apresentamos também o texto do piedoso Padre Gaspar Astete (1537 - 1601), jesuíta espanhol, teólogo, famoso por sua obra mais conhecida: "Catecismo da Doutrina Cristã".


361 - Para que foi instituído o Sacramento da Confirmação?
O Sacramento da Confirmação foi instituído para nos confirmar e fortalecer na Fé que recebemos o Batismo.

362 - Que outras graças confere o Sacramento da Confirmação?
O Sacramento da Confirmação nos aumenta a Graça Santificante, nos confere o Espírito Santo e imprime em nós o caráter de "soldados de Jesus Cristo".

363 - Há obrigação de receber o Sacramento da Confirmação?
Sim, há obrigação de receber oportunamente o Sacramento da Confirmação.

364 - Como peca aquele que recebe este Sacramento em pecado mortal?
Aquele que recebe o Sacramento da Confirmação em pecado mortal peca mortalmente.

365 - O que deve fazer aquele que está em pecado mortal para que possa receber dignamente o Sacramento da Confirmação?
O que está em pecado mortal deve colocar-se em graça de Deus (através do Sacramento da Penitência) para receber o Sacramento da Confirmação.

366 - Que outras disposições devem ter os adultos para receber o Sacramento da Confirmação?
Os adultos que receberão o Sacramento da Confirmação devem estar suficientemente instruídos nas Verdades da Fé, e, de modo especial, no que se refere a este Sacramento.

Catecismo da Doutrina Cristã - Pe. Gaspar Astete. 1ª edição. Edições Cristo Rei

Confirmação ou Crisma

OUÇA AQUI UMA EXCELENTE AULA DO PE. JOAQUIM, FBMV, SOBRE O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO / CRISMA.


Retirado do
Catecismo Maior de São Pio X
Quarta Parte
Dos Sacramentos


Capítulo III - Da Confirmação ou Crisma

575) Que é o Sacramento da Confirmação?
A Confirmação, ou Crisma, é um Sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos.

576) De que maneira o Sacramento da Confirmação nos faz perfeitos cristãos?
A Confirmação faz-nos perfeitos cristãos, confirmando-nos na Fé, e aperfeiçoando em nós as outras virtudes e os dons recebidos no santo Batismo; e é por isso que se chama Confirmação.

577) Quais são os dons do Espírito Santo que se recebem na Confirmação?
Os dons do Espírito Santo, que se recebem na Confirmação, são sete:
1º Sabedoria,
2º Entendimento;
3º Conselho;
4º Fortaleza;
5º Ciência;
6º Piedade;
7º Temor de Deus.

578) Qual é a matéria deste Sacramento?
A matéria deste Sacramento, além da imposição das mãos do Bispo, é a unção feita na fronte da pessoa batizada, com o santo Crisma; por isso, este Sacramento se chama também Crisma, que significa Unção.

579) Que é o santo Crisma?
O santo Crisma é óleo de oliveira misturado com bálsamo, e consagrado pelo Bispo na Quinta-Feira Santa.

580) Que significam o óleo e o bálsamo neste Sacramento?
Neste Sacramento, o óleo, que se derrama e fortalece, significa a abundância da graça que se difunde na alma do cristão para o confirmar na fé; e o bálsamo, que é aromático e preserva da corrupção, significa que o cristão fortificado por esta graça é capaz de difundir o bom aroma das virtudes cristãs, e de preservar-se da corrupção dos vícios.

581) Qual é a forma do Sacramento da Confirmação?
A forma do Sacramento da Confirmação é esta: Eu te assinalo com o sinal da Cruz, e te confirmo com o Crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Amén.

582) Quem é o ministro do Sacramento da Confirmação?
O ministro ordinário do Sacramento da Confirmação é só o Bispo.

583) Com que cerimônias administra o Bispo a Confirmação?
O Bispo, para administrar o Sacramento da Confirmação, primeiro estende as mãos sobre os que estão para se crismar, invocando sobre eles o Espírito Santo; em seguida faz uma unção em forma de cruz com o santo Crisma na fronte de cada um, dizendo as palavras da forma; depois, com a mão direita, dá uma leve bofetada na face do crismado, dizendo: A paz seja contigo; e no fim abençoa solenemente todos os crismados.

584) Por que se faz a unção na fronte?
Faz-se a unção na fronte, onde aparecem os sinais do temor e da vergonha, a fim de que o crismado entenda que não deve envergonhar-se do nome e da profissão de cristão, nem ter medo dos inimigos da fé.

585) Por que se dá uma leve bofetada na face do crismado?
Dá-se uma leve bofetada na face do crismado para que saiba que deve estar pronto a sofrer todas as afrontas e todas as penas pela fé e amor de Jesus Cristo.

586) Devem todos procurar receber o Sacramento da Confirmação?
Sim, todos devem procurar receber o Sacramento da Confirmação e fazer que os seus subordinados o recebam.

587) Em que idade é conveniente receber o Sacramento da Confirmação?
A idade em que é conveniente receber o Sacramento da Confirmação é a de sete anos, pouco mais ou menos, porque então costumam começar as tentações e já se pode conhecer bastante a graça deste Sacramento, e conservar-se a lembrança de tê-lo recebido.

588) Que disposições se requerem para receber o Sacramento da Confirmação?
Para receber dignamente o Sacramento da Confirmação é necessário estar em estado de graça, saber os mistérios principais da nossa santa Fé, e aproximar-se deste Sacramento com reverência e devoção.

589) Cometeria pecado quem recebesse a Confirmação segunda vez?
Cometeria um sacrilégio, porque a Confirmação é um daqueles Sacramentos que imprimem caráter na alma e que portanto só se podem receber uma vez.

590) Que deve fazer o cristão para conservar a graça da Confirmação?
Para conservar a graça da Confirmação, o cristão deve orar frequentemente, fazer boas obras, e viver segundo a lei de Jesus Cristo, sem respeito humano.

591) Por que também na Confirmação há padrinhos e madrinhas?
Para que estes, com as palavras e com os exemplos, orientem o crismado no caminho da salvação e o auxiliem nos combates espirituais.

592) Que condições se requerem no padrinho?
O padrinho deve ser de idade conveniente, católico, crismado, instruído nas coisas mais necessárias da religião e de bons costumes; e deve ser do mesmo sexo que o crismado.

593) Contrai algum parentesco com o crismado o padrinho de Crisma?
Sim, o padrinho de Crisma contrai parentesco espiritual com o crismado; mas este parentesco não é impedimento para o matrimônio.

Se eu não fosse católico...

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.
Dom Fulton Sheen
 

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios.
 
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina.”


Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing


Tradução: Gercione Lima

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Se o limbo é eterno - Prof. Carlos Nougué

Se o limbo é eterno

Carlos Nougué




Certo sacerdote tradicionalista defende entre seus fiéis que o limbo não é eterno. Segundo esse sacerdote, imediatamente antes do juízo final Deus dará às almas do limbo uma prova, de modo que, segundo se comportem diante dela, ou serão salvas e, unidas a seu corpo ressurrecto, ascenderão à beatitude eterna, ou, também reunidas a seu corpo, se condenarão ao fogo eterno da geena.
Mas tal “doutrina”, saída não se sabe de que fábrica, vai contra a doutrina tradicional sobre o limbo, e corrompe de algum modo a fé dos fiéis. Para o confirmarmos, mostremos, ainda que brevemente, o que dizem a este respeito o magistério da Igreja e a Tradição, para depois entregar a palavra a Santo Tomás de Aquino.


I

É certo que nunca houve uma declaração solene do magistério quanto ao limbo. Mas as seguintes palavras de Pio VI, pelas quais defendeu justamente a ortodoxia da crença no limbo contra o conciliábulo de Pistoia, devem bastar-nos para que não demos ouvidos a tão estranha tese:


«O papa declara falsa, temerária, injuriosa às escolas católicas a proposição segundo a qual deve rejeitar-se como a uma fábula pelagiana o lugar dos infernos chamado vulgarmente limbo das crianças [ou dos párvulos], no qual a alma daqueles que morrem somente com o pecado original é punida com a pena de dano [privação da visão de Deus] sem a pena do fogo» (DB 1526).


Naturalmente, a tese que combatemos aqui não nega a existência do limbo, apenas diz que é provisório. Mas as referidas palavras de Pio VI, ao reafirmarem uma doutrina ensinada pelas escolas católicas, afirmam implicitamente também que devemos segui-la por pertencer à Tradição, e a Tradição sempre sustentou a eternidade do limbo. Com efeito, os Padres da Igreja sempre sustentaram (com fundamento especialmente em João 3, 5) a exclusão das crianças não batizadas da visão beatífica de Deus. Ora, a tese combatida defende que algumas almas do limbo, vencida certa prova, terão tal visão – sem todavia estarem batizadas. Logo, incorre em negação de uma doutrina tradicional. 


II

Demos agora a palavra a Santo Tomás, transcrevendo parcialmente o artigo sexto da questão 69 (“De his quae spectant ad ressurrectionem”) do Suplemento da Suma Teológica.


«Artigo 6 ─ Se o limbo das crianças [ou dos párvulos] é o mesmo que o dos Patriarcas.


[...]
Em sentido contrário, assim como ao pecado atual é devida uma pena temporal no purgatório, e eterna no inferno, assim também ao pecado original é devida uma pena temporal no limbo dos Pais [os do Antigo Testamento], e eterna no limbo das crianças. [...]

RESPONDO: deve dizer-se que o limbo dos Pais e o dos párvulos diferem, sem dúvida alguma, quanto à qualidade do prêmio ou da pena. Pois as crianças não têm nenhuma esperança da vida eterna [ou seja, da beatitude eterna], [esperança] que tinham no limbo os Pais, nos quais também refulgia o lume da fé e o da graça. [...].»


III

Quanto à condição dos que estão (eternamente, insista-se) no limbo dos párvulos, já dissera o nosso Doutor Comum (In IV Sent., I.II, dist. XXX, q. 2, a. 2, ad 5):


«Apesar de as crianças não batizadas estarem separadas de Deus no que concerne à visão beatifica, não estão todavia completamente separadas dele. Ao contrário, estão unidas a Deus pela participação nos bens naturais, e podem assim gozar dele também pelo conhecimento natural e pelo amor natural».


IV

Por fim, perguntemo-nos se a tese aqui combatida não tem algum ponto de contato com a tese neomodernista (brandida especialmente sob Bento XVI) que nega a ortodoxia ou a existência mesma do limbo. Sim, porque o que parece intolerável a ambas é o fato de que as crianças não batizadas se vejam privadas eternamente da visão beatífica. Mas isso é requerido, como o mostra Santo Tomás, pela justiça divina. O que não é requerido por esta, no entanto, é a mesma existência do limbo, lugar de felicidade natural que decorre da misericórdia de Deus.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Programação





Caríssimos, Salve Maria

Programação para o próximo domingo, 10/04/2016:

14h30min - Santo Rosário
15h30min - Conferência - Existe uma crise na Igreja?

Missão São José
Travessa Santo Amaro, 31, Fundos - Bairro Jardim - Santo André - SP

Referências:
A 5 minutos da Estação Pref. Celso Daniel (CPTM)
Subindo a Rua Catequese, é na segunda travessa a direita.