terça-feira, 10 de maio de 2016

Pequeno Catecismo sobre o Concílio Vaticano II - QUESTÕES 14 E 15

PEQUENO CATECISMO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II

Por um Noviço do Mosteiro da Santa Cruz





14 – DE TUDO QUE FOI APRESENTADO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II, O QUE PODEMOS CONCLUIR?

Podemos concluir as seguintes observações:

As forças liberais e modernistas, que já minavam a Igreja, conseguiram colocar as mãos sobre o Concílio Vaticano II. Pode-se então dizer, que o Vaticano Ii foi à faísca que deflagrou uma crise que se preparava já de longa data na Igreja.[28]

Graças ao apoio de João XXIII e Paulo VI, as forças liberais e modernistas introduziram nos textos do Concílio, um grande número de suas idéias. Antes do Concílio, a Comissão Preparatória havia preparado com cuidado, esquemas que eram o eco da Fé da Igreja. É sobre esses esquemas que a discussão e o voto deveriam ter sido feitos; mas eles foram rejeitados na primeira sessão do Concílio e substituídos por novos esquemas preparados pelos liberais.[29]

Todos os textos do Vaticano II devem ser rejeitados?

Pode-se dividir os textos do Concílio Vaticano II em três grupos:

1) Alguns poderiam ser aceitos, pois estão conformes á Doutrina Católica, como, por exemplo, o decreto sobre a formação dos padres;

2) Outros são equívocos, isto é, podem ser interpretados em sentido errôneo;

3) Alguns, enfim, não podem ser compreendidos num sentido ortoxodo; na sua atual formulação, não podem ser aceitos. É o caso da Declaração sobre a Liberdade Religiosa.

Os textos ambíguos podem ser aceitos se forem – segundo a expressão de Mons. Lefebvre – interpretados á luz da Tradição.

Os textos do terceiro grupo não podem ser aceitos antes de terem sido retificados.[30]

Mas por quê?

Por que temos que levar em conta o fato de que, eles (os textos), foram feitos pelas mãos dos liberais e modernistas, que colaboraram nas redações dos documentos sem a mais elementar das virtudes: a honestidade ( como disse Dom Lefebvre), tendo como intenção a aplicação do espírito do Concílio e do Concílio, ele mesmo. Levando isso em consideração, podemos cogitar suspeitas bem fundamentadas a respeito da maioria dos sentidos das palavras nos textos do Concílio. É evidente que muitas das suas termologias sofrem de muita falta de clareza. Alguns textos para serem interpretados com fé e verdade precisam estar ao farol da Tradição e outros são inaceitáveis, devem ser rejeitados, descartados ou convertidos, retificados totalmente. A perversão do léxico do Concílio foi aberta, mundana, praticamente total no modo de expor suas idéias. Sem falar que sua linguagem é um tanto anticatólica. Seus textos são ambíguos e contribuem com a descristianização da sociedade. ( isso também disse Dom Lefebvre)

De onde vem o caráter ambíguo de alguns textos do Vaticano II?

Os equívocos foram introduzidos voluntariamente nos textos conciliares para enganar os padres conservadores. Enchia-se-lhes de ilusões, insistindo sobre o fato de que o texto não queria, no fundo, dizer nada diferente do que o que a Igreja havia sempre ensinado. Mas, ma seqüência, foi possível apoiar-se sobre essas passagens para defender teses totalmente heterodoxas.[31]

Quinta Parte

 15 – O QUE PODEMOS CONCLUIR?

Podemos concluir que o Concílio Vaticano II não foi obra de Deus, tão pouco foi o Espírito Santo que o inspirou... Esse Concílio foi perverso, desastroso, catastrófico, uma ruína nas colunas sacrossantas da Igreja Católica. Ele (o Concílio) está destruindo, ou pelo menos, contribuindo com a destruição da Doutrina Católica, da Fé de sempre, ele está contribuindo com a autodemolição da Igreja de Cristo, do Cristo Rei. E diante disso, diante dele (do Concílio), nunca calaremos nossas vozes para denunciá-lo como uma obra diabólica, dos piores inimigos da Santa Igreja, tal obra, não veio de outro lugar, se não da cabeça dos liberais e modernistas. A Igreja Conciliar subsiste[32], Ela está ocupada, ocupada por quem? Por eles, os modernistas, os progressistas, mas por quê?  Um mistério... Só Deus o sabe. Isso é um fato. Pois, a Igreja de Cristo, não são as reforma conciliar (vindas do Concílio Vaticano II), a Esposa de Cristo é a Igreja Católica, e a Doutrina Católica vem e é de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Peçamos a Deus, a Nosso Senhor, a Maria Santíssima, a São Tomás de Aquino, a Santa Terezinha do Menino Jesus e a São Pio X a força necessária para enfrentarmos, sem desânimo, o grande e constante combate pela Fé Católica nessa crise que assola a Igreja. Pois essa crise é de Fé, é grave, muito grave, e tem por agente causador o Vaticano II. Ele causou e continua a causar a ruína, a demolição, o desaparecimento da fé católica.

 A exemplo de Santa Mônica que rezou com constância e fervor pela conversão de seu filho Agostinho, tenhamos uma firmeza na oração e uma perseverança inabalável na fé, a fim de podermos continuar, com oração e apostolado, defendendo a Sã doutrina em sua integridade e incorrupção.

U.I.O.G.D.

[28] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano Ii, pág. 55.
[29] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano II, pág. 56.
[30] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano II, pág. 61.
[31] Ibem
[32] Expressão adequada usada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, FSSPX, “A Igreja Conciliar subsiste”.