domingo, 8 de maio de 2016

Pequeno Catecismo sobre o Concílio Vaticano II - QUESTÕES 11 E 12

PEQUENO CATECISMO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II

Por um Noviço do Mosteiro da Santa Cruz

QUESTÕES 11 E 12
11 – QUANTAS FORAM E QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS QUESTÕES DISCUTIDAS NO CONCÍLIO VATICANO II, OU SEJA, AS MAIS IMPORTANTES E PROBLEMÁTICAS?

As principais questões que se discutiram no Concílio Vaticano II, também as que foram mais importantes e problemáticas, foram três – A liberdade religiosa, o ecumenismo e a colegialidade episcopal, sendo as duas primeiras mais nocivas e perigosas a Doutrina Católica.

12 – O QUE SIGNIFICA CADA UMA DELAS?

Sobre a liberdade religiosa:

O que ensina o Vaticano II sobre a liberdade religiosa? A declaração do Vaticano II sobre aliberdade religiosa, Dignitatis Humanae (n. 2), afirma:

Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito á liberdade religiosa. Essa liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte dos indivíduos, quer dos grupos ou de qualquer autoridade humana; e de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de proceder segundo a mesma, em privado e em publico, só ou associado com outros, dentro dos devidos limites.[12]

Como o Vaticano II justifica a liberdade religiosa?

O decreto sobre a liberdade religiosa funda-se sobre a dignidade da pessoa humana: “O Concílio declara, além disso, que o direito á liberdade religiosa tem seu fundamento na dignidade da pessoa humana, tal como a fizeram conhecer a Palavra de Deus e a razão mesma".[13] [14]

Sobre o ecumenismo:

O que se entende por ecumenismo?

O nome ecumenismo designa o movimento que teve origem no século XIX entre os não católicos e que tem por objetivo a colaboração e a aproximação das diversas confissões do Conselho Ecumênico de Igrejas.[15]

O mesmo contorno de espírito conduziu, em seguida, a aproximar-se das religiões não cristãs. É o que se chama diálogo inter-religioso.[16]

Qual foi a atitude da Igreja para com esse movimento ecumênico?

No inicio, a Igreja Católica claramente tomou distancia. Só na época do Concílio Vaticano II é que o ecumenismo a integrou oficialmente.[17]

O Vaticano II tratou do ecumenismo e do diálogo inter-religioso?

O Vaticano II consagrou ao ecumenismo um decreto especial, intitulado Unitatis redintegratio. Promulgou também a declaração Nostra aetate, que trata das relações da Igreja com as religiões não cristãs.[18]

Qual julgamento fazer sobre o ecumenismo a partir da Fé Católica?

A Igreja Católica sendo a única Igreja fundada por Cristo e a única a possuir a plenitude da Verdade, a unidade dos cristãos apenas pode ser restabelecida pela conversão e pelo retorno ao seio dos indivíduos ou das comunidades separadas.

Tal é o ensinamento de Pio XI em Mortalium animos; “A união dos cristãos não pode ser buscada de outro modo que não seja favorecendo o retorno dos dissidentes á única e verdadeira Igreja de cristo, a qual tiveram, um dia, a infelicidade de abandonar.”[19]

É tão simplesmente a conseqüência lógica da reivindicação da Igreja de sozinha possuir a Verdade, pois somente pode haver verdadeira unidade religiosa na Verdadeira Fé.[20]

Qual é a nova concepção de ecumenismo?

No Vaticano II, a Igreja adotou uma nova atitude, que corresponde a uma nova doutrina. A Igreja Católica não foi mais apresentada como a única sociedade religiosa que leva á salvação. As outras confissões cristãs, e mesmo as religiões não cristãs, foram consideradas também expressões (sem dúvida menor perfeita, mas ainda assim válidas) da religião divina, de caminhos que realmente levam a Deus e á salvação eterna. Não é mais uma questão de conversão dos não católicos á Igreja Católica, mas de diálogo e de pluralismo religioso.[21]

Sobre a colegialidade episcopal:

O que é a colegialidade episcopal?


Segundo a Tradição, cada bispo tem autoridade sobre sua diocese (e somente sobre sua diocese), e o papa sozinho tem jurisdição sobre a Igreja Universal. [22]


[12] Catecismo Católico da Crise na  Igreja, cap. V, a liberdade religiosa, pág. 80.
[13] Declaração Dignitatis Humanae
[14] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. V, a liberdade religiosa, pág. 87.
[15] Esse Conselho se define como “uma comunidade de igrejas que reconhecem Cristo como Deus e Salvador”. As confissões religiosas que dele fazem parte permanecem independentes. O Conselho não tem nenhuma autoridade sobre elas; podem estas aceitar ou recusar suas decisões como quiserem. Não é nem necessário que cada um dos membros reconheça as outras comunidades como igrejas em sentido estrito. A Igreja Católica não é membro do CEI, apesar de ter dele muito se aproximado.
[16] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. VI, o ecumenismo, pág. 99
[17] Ibem
[18] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. VI, o ecumenismo, pág. 100.
[19] Mortalium animos, 06 de Janeiro de 1928.
[20] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. VI, o ecumenismo, pág. 101.
[21] Ibem
[22] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano II, pág. 63.