segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pequeno Catecismo sobre o Concílio Vaticano II - QUESTÃO 13

PEQUENO CATECISMO SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II

Por um Noviço do Mosteiro da Santa Cruz





13 – O QUE TEM DE ERRADO NESSES DOCUMENTOS?

Sobre a liberdade religiosa:

Quais são as conseqüências da liberdade religiosa?

A primeira conseqüência da liberdade religiosa pregada pelo Vaticano II foi que os Estados ainda católicos tiveram que mudar sua Constituição. A liberdade religiosa trouxe a laicização do Estado e uma descristianização sempre mais avançada da sociedade. Como se dão os mesmos direitos a todos os erros; a verdadeira Fé desaparece sempre mais. O homem que, por sua natureza decaída, tende geralmente a seguir a via mais fácil, tem necessidade da ajuda das instituições católicas. Numa sociedade marcada pela Fé Católica, muito mais homens salvarão sua alma do que numa sociedade em que a religião é um negócio privado e a verdadeira Igreja deve existir ao lado das inumeráveis seitas, que possuem os mesmos direitos que Ela.[23]

Sobre o ecumenismo:

Quais são as conseqüências do ecumenismo?

As conseqüências do ecumenismo são a indiferença religiosa e a ruína das missões.  É hoje uma opinião geralmente difundida entre os meios católicos de que alguém se pode salvar muito bem em qualquer religião. O apostolado missionário não tem mais nenhum sentido, e acontece com freqüência que se recuse receber na Igreja convertidos de outras religiões, que, entretanto, queriam se tornar católicos. A atividade missionária se tornou uma ajuda social. Isso está em flagrante aposição á ordem de Nosso Senhor: “Ide, ensinai a todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (Mt. 28,19).[24]

O ecumenismo não é uma exigência da caridade fraterna?

O ecumenismo, tal como pregado pelo Concílio Vaticano II, não é uma exigência da caridade fraterna, mas um crime cometido contra esta. O verdadeiro amor exige, com efeito, que se deseje e que se faça o bem ao próximo. Em matéria religiosa, isso que dizer conduzir seu próximo á Verdade. É, pois, um sinal de verdadeiro amor o que davam os missionários, ao abandonar pátria e amigos para pregarem Cristo em país estrangeiro, em meio a perigo e fadigas indizíveis. Muitos deram a própria vida, abatidos por doenças ou pela violência. O ecumenismo, ao contrario, deixa os homens em suas falsas religiões e mesmo nelas os endurece. Abandona-os, pois, ao erro e ao imenso perigo da condenação eterna. Se essa atitude é mais confortável do que o apostolado missionário, não é precisamente um sinal de caridade, mas sim de preguiça, indiferença e respeito humano. Os teólogos ecumênicos agem como os médicos que estimulam uma pessoa gravemente doente em suas ilusões, em vez de adverti-la sobre a gravidade de seu estado e curá-la.[25]

Sobre a colegialidade episcopal:

O que é a colegialidade episcopal?

 O principio da colegialidade episcopal lesa o exercício pessoal da autoridade. O papa e os bispos são convidados a dirigir a Igreja em comum, de modo colegiado. Em conseqüência, o bispo só é chefe de sua diocese, na teoria; na pratica, está ligado, ao menos moralmente, ás decisões da Conferencia Episcopal, dos Conselhos Presbiterais e das diferentes assembléias. Até Roma não ousa mais se afirmar diante das Constituições Episcopais; cede freqüentemente ás suas pressões.[26]

De onde vem essa ideia de colegialidade episcopal?

O princípio da colegialidade episcopal se aproxima do modo como os  cismáticos orientais concebem a autoridade na Igreja. Encontra-se também a influencia da idéia de igualdade propagada por Jean-Jacques Rousseau e pela Revolução Francesa. Rousseau negava a existência de uma autoridade desejada por Deus e atribuía todo poder ao povo. Está em oposição ao ensinamento da Sagrada Escritura:


“Que cada um se submeta ás autoridades instituídas. Pois não há nenhuma autoridade que não venha de Deus. Tanto é assim que aquele que resiste á autoridade rebela-se contra a ordem estabelecida por Deus” (Rom 13, 1-2).[27]

[23] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. V, a liberdade religiosa, pág. 96.
[24] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. VI, o ecumenismo, pág. 129.
[25] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. VI, o ecumenismo, pág. 131.
[26] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano II, pág. 63.
[27] Catecismo Católico da Crise na Igreja, cap. IV, o Concílio Vaticano II, pág. 64.