terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Carta Aberta aos Bispos do Brasil



A Congregação Mariana da Capela Nossa Senhora das Alegrias (Vitória/ES), com ajuda do Apostolado da Oração, enviou na quinta-feira 19/01/17, 302 cartas endereçadas a todos os Bispos do Brasil, pedindo que ao menos um Bispo que seja, se levante contra a utilização da imagem de Nossa Senhora Aparecida no desfile de carnaval de São Paulo que ocorrerá no dia 25 de fevereiro de 2017. A Capela São José se une em penitência, oração e reparação na intenção de que algum Bispo se levante contra essa tragédia.

Leia a carta na íntegra AQUI

Ato de Reparação ao Sacratíssimo Coração de Jesus



Sacratíssimo Coração de Jesus, humildemente prostrados aos vossos pés, prometemos, agora e sempre, oferecer humilde reparação pelas ofensas que, infelizmente, vos são infligidas da parte dos homens.
Assim o prometemos, oh! Sacratíssimo Coração.

Coração de Jesus, santificação de nossas almas, quanto mais forem vossos mistérios ultrajados pelos ímpios, tanto mais queremos oferecer a estes mesmos mistérios o tributo de nossa fé.
Assim o prometemos, oh! Sacratíssimo Coração.

Coração de Jesus, única esperança dos homens, quanto mais a incredulidade se empenhar em roubar-nos a esperança nas coisas do céu, tanto mais havemos de por em vós toda a nossa esperança.
Assim o prometemos, oh! Sacratíssimo Coração.

Coração de Jesus, infinitamente amável, quanto mais os pecadores resistirem aos impulsos de vossa graça e aos afagos de vosso divino Coração, tanto mais vos havemos de amar.
Assim o prometemos, oh! Sacratíssimo Coração.

Divino Coração de Jesus, quanto mais os homens se esforçarem em negar vossa divindade, tanto mais havemos nós de adorá-la com profundo respeito.
Assim o prometemos, oh! Sacratíssimo Coração.


domingo, 29 de janeiro de 2017

À Santa Face - Por um monge beneditino

À Santa Face:

Ó face amortecida de funerária cor,
o ver-Vos tão sem vida, traduz imensa dor.
Ó face iluminada outrora de fulgor,
agora verberada qual fenecida flor!

Horrendas crueldades, puderam Vos fazer,
à vossa majestade, que aos Anjos fez tremer.
Oh! Quanto está desfeito, quem pode conhecer
o rosto mais perfeito que nos foi dado ver!

Dos céus ó formosura, fui eu que Vos traí!
Buscando-Vos tortura, mil vezes Vos feri!
Ó fronte veneranda, de espinhos Vos cingi.
Ingratidão nefanda! Oh! Quanto me perdi!

Sois Vós minha esperança, onipotente Rei!
A Vós com segurança, contrito me voltei!
Da minha vil fraqueza, Senhor, me defendei!
Minh'alma sempre preza ao Vosso amor trazei!


Retirado do livro: Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, Livro Primeiro - Por um monge beneditino

Necessidade de um diretor espiritual para entrar e progredir nos caminhos da devoção - S. Francisco de Sales

    Querendo Tobias mandar o filho a uma terra longínqua e estranha, disse-lhe: Vai em busca de algum homem que te seja fiel, que vá contigo. É o que te digo também a ti, Filotéia; se tens uma vontade sincera de entrar nas veredas da devoção, procura um guia sábio e prático que te conduza. Esta é a advertência mais necessária e importante.
Em tudo o que fazemos – diz o devoto Ávila – só temos certeza de estar fazendo a vontade de Deus, enquanto não nos apartamos daquela obediência submissa, que os santos tanto encomendaram e praticaram tão fielmente.
Ouvindo Santa Teresa da austeridade e penitências de Catarina de Cardona, concebeu grande desejo de imitá-la e foi tentada a não seguir o seu confessor, que lho proibia.
Entretanto, como se submetesse, Nosso Senhor lhe disse: “Minha filha, o caminho que segues é bom e seguro; tu estimavas muito essas penitências, mas eu estimo mais ainda tua obediência”. Desde então ela devotou-se tanto a esta virtude que, além da obediência devida a seus superiores, ela se ligou, por um voto especial, a seguir a direção de um homem prudente e de bem, o que sempre a edificou e consolou muito. De modo semelhante, já antes e depois dela, muitas almas santas, que queriam viver inteiramente sob a depêndencia de Deus, submeteram a sua própria vontade à de um de seus ministros. É essa a sujeição humilde que Santa Catarina de Sena tanto encomia em seus diálogos. Foi também a prática da santa princesa Isabel, que prestava uma obediência perfeita à direção do sábio Conrado. Nem outro foi o conselho que, ao morrer, deu S. Luís, seu filho.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Conferência no próximo domingo



Capela São José
Travessa Santo Amaro, 31, fundos - Bairro Jardim - Santo André/SP

Referências: A 5 minutos (a pé) da Estação Prefeito Celso Daniel (CPTM)
Subindo a Rua Catequese, entrar na 2ª travessa à direita.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Sacramento da Confirmação administrado SOB CONDIÇÃO

O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO ADMINISTRADO SOB CONDIÇÃO



Tendo em vista as inúmeras dúvidas em torno do tema da administração do Sacramento da Confirmação (ou Crisma), sob condição, esse texto tem o propósito de esclarecer alguns pontos.

1. Os Sacramentos conforme o Catecismo Maior de São Pio X

520) Quantas coisas se requerem para fazer um Sacramento?
Para fazer um Sacramento requerem-se a matéria, a forma, e o ministro, que tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.

521) Que é a matéria dos Sacramentos?
A matéria dos Sacramentos é a coisa sensível que se emprega para os fazer; como, por exemplo, a água natural no Batismo, o óleo e o bálsamo na Confirmação.

522) Que é a forma dos Sacramentos?
A forma dos Sacramentos são as palavras que se proferem para os fazer.

523) Quem é o ministro dos Sacramentos?
O ministro dos Sacramentos é a pessoa que faz ou confere os Sacramentos

Ora, daí se tem os requisitos básicos para um sacramento, a saber, matéria, forma e ministro que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja.

2. A alteração do rito e o “espírito do Concílio”

Em 15 de agosto de 1971, através da “Constituição Apostólica Divinae Consortium Naturae”, o Papa Paulo VI apresenta o novo rito do Crisma, a fim de REVISAR o rito anterior para atender ao espírito do Concílio:

O Concílio Ecumênico Vaticano II, ciente de suas finalidades pastorais, tratou com particular cuidado desses sacramentos da iniciação, prescrevendo que os relativos ritos fossem submetidos a oportuna revisão, para que estivessem mais ao alcance da capacidade de compreensão dos fiéis.

Não é demais ressaltar a orientação clara de Monsenhor Lefebvre sobre essa motivação do Concílio de alterar todas as coisas baseados no “espírito do Concílio”:

(...) Temos fundamentos para afirmar, com argumentos tanto de crítica interna quanto de crítica externa, que o espírito que dominou o Concílio e inspirou tantos textos ambíguos e equívocos e até francamente errôneos não é o Espírito Santo senão o espírito do mundo moderno, espírito liberal, teilhardiano, modernista, oposto ao reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todas as reformas e orientações oficiais de Roma são pedidas e impostas em nome do Concílio. Precisamente, estas reformas e orientações são todas de tendência francamente protestante e liberal. É desde o Concílio que a Igreja, ou pelo menos os homens da Igreja que ocupam os postos chaves, tomaram uma orientação claramente oposta à Tradição, ou seja, ao Magistério oficial da Igreja.

3. O que mudou?

A forma tradicional do sacramento da confirmação é a seguinte:


“Eu te assinalo com o sinal da cruz, e te confirmo com o crisma da salvação. Em nome do Padre, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.”


A nova forma do novo rito para o sacramento da confirmação é a seguinte:


“N., recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus.”

A matéria tradicional do sacramento da confirmação:

578) Qual é a matéria deste Sacramento?
A matéria deste Sacramento, além da imposição das mãos do Bispo, é a unção feita na fronte da pessoa batizada, com o santo Crisma; por isso, este Sacramento se chama também Crisma, que significa Unção.

579) Que é o santo Crisma?
O santo Crisma é óleo de oliveira misturado com bálsamo, e consagrado pelo Bispo na Quinta-Feira Santa.


A matéria nova do sacramento da confirmação: outros óleos vegetais podem substituir o óleo de oliveira, e qualquer outra especiaria pode ser usada em lugar do bálsamo.

Em 03 de dezembro de 1970, um decreto da Congregação dos Ritos autorizou a utilização de outros óleos vegetais na administração dos Sacramentos: Ordo benedicendi olea et conficiendi chrisma, n.3 & 4. Além disso, o Novo Código de Direito Canônico (cân. 847) diz: “Na administração dos Sacramentos em que são empregados os Santos Óleos, o ministro deve utilizar o óleo de oliva ou outros óleos vegetais consagrados ou bentos pelo Bispo, etc”. 
Catecismo Católico da Crise na Igreja. Pe Matthias Gaudron.
Editora Permanência. 2011

Ainda a esse respeito, trazemos uma citação do Padre Luiz G. da Silveira D’Elboux, S.J. contida em sua obra “Doutrina Católica compendiada hoje para adultos”, Edições Loyola, 1997:

226 – Qual é a matéria ou sinal sensível deste Sacramento?
R – A parte material deste Sacramento consta da imposição das mãos e da unção, em forma de cruz na fronte do crismando, feita com o santo crisma – que é a mistura de um óleo vegetal e um bálsamo odorífero, consagrado pelo Bispo na Quinta-feira Santa, significando a fortaleza e o bom odor das virtudes.

4. O que pensar da validade do Sacramento?

Tendo em conta todas as mudanças, a validade da nova confirmação é muito duvidosa.

5. Em que consiste a administração do sacramento “sob condição”?

Em virtude da dúvida na administração de um sacramento que não pode ser repetido (ou seja, batismo, crisma ou ordem), pode-se reiterar o sacramento “sub conditione”, ou seja, sob a condição de ter sido inválido na primeira vez.
Em outras palavras, caso não tenha sido válido na primeira vez, será administrado o sacramento. Caso tenha sido válido, nada muda.
No caso do Crisma, antes de dizer a forma do sacramento, o bispo dirá “N, se não és crismado” e então segue a forma “Eu te assinalo com o sinal da cruz, e te confirmo com o crisma da salvação. Em nome do Padre, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.”

Dessa maneira resolve-se tanto a dúvida sobre a validade do sacramento como o sacrilégio da simulação do sacramento já administrado, uma vez que só se cumprirão os efeitos caso a primeira administração tenha sido inválida.

6. Isso é permitido pelo Código de Direito Canônico?

SIM, isso é previsto tanto no Código de Direito Canônico de 1917 (Código Pio Beneditino) como no promulgado por João Paulo II em 1983, conforme vemos abaixo:

Código Pio Beneditino (1917)

Cân. 732

§ 1. Não se podem reiterar os sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem, os quais imprimem caráter.
§ 2. Quando porém houver dúvida prudente acerca de se na verdade foram administrados ou se o foram validamente, devem administrar-se novamente sob condição.

Código de 1983:
Cân. 845
§ 1. Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem, já que imprimem caráter, não podem ser repetidos. § 2. Depois de feita diligente investigação, permanecendo dúvida prudente se os sacramentos mencionados no § 1 foram recebidos de fato, ou se o foram validamente, sejam conferidos sob condição.

7. Diante disso, o que fazer?

Diante dessa situação de Crise na Igreja e da DÚVIDA quanto à validade do novo rito, os Bispos tradicionais confirmam seus fiéis que “foram confirmados” no modernismo SOB CONDIÇÃO.
Cabe aos fiéis buscar esse sacramento para sanar toda e qualquer dúvida com relação a administração.
Os adultos que desejarem receber o Sacramento da Confirmação devem estar suficientemente instruídos nas Verdades da Fé, e, de modo especial, no que se refere a este Sacramento.


8. A posição de Monsenhor Lefebvre


Eu concordo com o desejo dos fiéis que me pedem a confirmação válida mesmo se ela não é lícita, porque nós estamos num tempo no qual o direito divino natural e sobrenatural prevalece sobre o direito positivo eclesiástico quando este se opõe ao primeiro em lugar de lhe ser o canal. Estamos numa crise extraordinária e não se deve admirar de que eu adote por vezes uma atitude que se afasta da ordinária.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Exame de Consciência

Um exame de consciência para adultos



"Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia" Provérbios 28,13

Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência.

"Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio. . . Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos." (João 20:21-23)

"Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve." (Isaías 1:18)

"Não vim chamar os justos, mas os pecadores." (Mateus 9:13)

"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em baptizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)



Oração para antes da Confissão: Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

Como se Confessar: Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu.

Condições necessárias para um pecado ser mortal:

Matéria séria
Reflexão suficiente
Pleno consentimento da vontade

Considerações preliminares:

Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?
Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal umsacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.
Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado?
Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs?
Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?

Primeiro Mandamento: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

(incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).
Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc?
Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei?
Tomei parte num ato de culto não católico?
Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anti-católico?
Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anti-católica?
Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)?
Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos?
Recomendo-me a Deus diariamente?
Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias?
Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão)
Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas?
Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido?
Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais?
Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus?
Desesperei da misericórdia de Deus?
Detestei a Deus?
Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objecto ou opinião?

Segundo Mandamento: NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO

Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância?
Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)?
Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura?
Provoquei alguém à ira, para o fazer praguejar ou blasfemar a Deus?
Quebrei uma promessa feita a Deus?

Terceiro Mandamento: GUARDAR DOMINGOS E FESTAS

Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda?
Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa?
Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa?
Estive distraído propositadamente durante a Missa?
Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda?
Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda?

Quarto Mandamento: HONRAR PAI E MÃE

Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo?
Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade?
Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus?
Tive menos reverência para com pessoas de idade?
Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos?
Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito?

Sobre os meus filhos:

Descuidei as suas necessidades materiais? 
Não tratei de os fazer batizar cedo? *(Veja-se em baixo.)
Descuidei a sua educação religiosa correta? 
Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos? 
Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimônio num futuro próximo? (Santo Afonso propõe um ano, no máximo).
Deixei de vigiar as companhias com quem andam? 
Deixei de os disciplinar quando necessitassem de tal?
Dei-lhes mau exemplo? 
Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles?
Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente?
Guardei modéstia na minha casa? 
Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (mini-saias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; fatos de banho reveladores; etc.)? †
Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa?

* As crianças devem ser baptizadas o mais cedo possível. Além das prescrições diocesanas particulares, parece ser a opinião geral . . . que uma criança deve ser baptizada cerca de uma semana ou dez dias a seguir ao nascimento. Muitos católicos atrasam o batismo por quinze dias ou um pouco mais. A ideia deadministrar o Batismo nos três dias que se seguem ao parto é demasiado estrita. Santo Afonso, seguindo a opinião geral, pensava que um atraso não justificado de mais de dez ou onze dias a seguir ao parto seria umpecado grave. Segundo o costume moderno, que é conhecido e não corrigido pelos Ordinários locais, umatraso de mais de um mês sem motivo seria um pecado grave. Se não houve perigo aparente para a criança, os pais que atrasem o batismo por três semanas, pouco mais ou menos, não podem ser acusadas de pecado grave, mas a prática de baptizar o recém-nascido na semana ou dez dias que se seguem ao parto deve recomendar-se firmemente; e, de facto, pode mesmo recomendar-se um período ainda mais curto. — H. Davis S.J., Moral and Pastoral Theology, Vol. III, pg. 65, Sheed and Ward, New York, 1935

†Peça o folheto MODÉSTIA NO VESTUÁRIO

Quinto Mandamento: NÃO MATAR

Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém?
Alimentei ódio para com alguém?
Oprimi alguém?
Desejei vingar-me?
Provoquei a inimizade entre outras pessoas?
Discuti ou lutei com alguém?
Desejei mal a alguém?
Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo?
Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém?
Regozijei-me com a desgraça alheia?
Tive ciúmes ou inveja de alguém?
Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse?
Mutilei o meu corpo desnecessariamente de alguma maneira?
Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me?
Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas?
Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)?
Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade?
Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo?
Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas deTV, música reprovável, praias, etc.?

Sexto e Nono Mandamentos: NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO.

Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais?
Pratiquei o controlo de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)?
Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo?
Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)?
Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homossexualidade ou lesbianismo, etc.)?
Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura?
Troquei beijos prolongados ou apaixonados?
Pratiquei a troca prolongada de carícias?
Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)?
Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles?
Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura?
Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos?
Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta?
Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa?
Li livros indecentes ou vi figuras obscenas?
Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem?
Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes?
Ouvi tais histórias de boa vontade?
Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos?
Estive com companhias indecentes?
Consenti em olhares impuros?
Deixei de controlar a minha imaginação?
Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações?
Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza?
Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes?
Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto?

Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para o ajudar e perdoar. Nada do que possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.

Sétimo e Décimo Mandamentos: NÃO ROUBAR. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS.

Roubei alguma coisa? O quê, ou quanto?
Danifiquei a propriedade de outrem?
Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem?
Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem?
Fiz batota ou defraudei alguém?
Joguei em excesso?
Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento?
Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada?
Deixei de restituir alguma coisa emprestada?
Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim?
Fui desonesto com o salário dos meus empregados?
Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo?
Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embuste ou fraude?(Pergunte ao sacerdote como poderá fazer a restituição, ou seja, devolver ao legítimo dono o que lhe tirou).
Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho?
Invejei os bens de alguém?
Tenho sido avarento?
Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?

Oitavo Mandamento: NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO

Menti a respeito de alguém (calúnia)?
As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais?
Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)?
Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)?
Revelei os pecados de outra pessoa?
Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)?
Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo?
Jurei falso ou assinei documentos falsos?
Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas?
Lisonjeei outras pessoas?

As obras de Misericórdia espirituais e corporais

Descuidei-me no cumprimento das obras seguintes, quando as circunstâncias mo pediam?

As sete obras de Misericórdia espirituais

1. Dar bom conselho aos que pecam. 2. Ensinar os ignorantes. 3. Aconselhar os que duvidam. 4. Consolar os tristes. 5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 6. Perdoar as injúrias por amor de Deus. 7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

As sete obras de Misericórdia corporais

1. Dar de comer a quem tem fome. 2. Dar de beber a quem tem sede. 3. Vestir os nus. 4. Visitar e resgatar os cativos. 5. Dar pousada aos peregrinos. 6. Visitar os doentes. 7. Enterrar os mortos.

Lembre-se que a nossa Santa Fé Católica nos ensina que ...assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta (Tiago 2: 26).

Os sete pecados capitais e as virtudes opostas


1. Soberba.......................................Humildade

2. Avareza........................................Liberalidade

3. Luxúria..........................................Castidade

4. Ira.................................................Paciência

5. Gula..............................................Temperança

6. Inveja.............................................Caridade

7. Preguiça..........................................Diligência

Os cinco efeitos do orgulho

1. Vanglória: a. Jactância b. Dissimulação/ Duplicidade 
2. Ambição 
3. Desprezo dos outros 
4. Ira/ Vingança/ Ressentimento 
5. Teimosia/ Obstinação.

Nove maneiras de ser cúmplice do pecado de outrem

a. Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem?
b. Alguma vez cooperei nos pecados de outrem:

1. Aconselhando? 2. Mandando? 3. Consentindo? 4. Provocando?
5. Lisonjeando? 6. Ocultando? 7. Compartilhando? 8. Silenciando? 
9. Defendendo o mal feito?

Os quatro pecados que bradam aos Céus

1. Homicídio voluntário. 2. O pecado de sodomia ou lesbianismo.
3. Opressão dos pobres. 4. Não pagar o salário justo a quem trabalha.

Os cinco Mandamentos da Igreja

Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda?
Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico?
Confessei-me pelo menos uma vez no ano?
Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano?
Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto?


Observei as leis da Igreja sobre o Matrimônio, ou seja, quanto ao matrimônio sem a presença de um sacerdote, ou no caso de matrimônio com um parente próximo ou um não-Católico?

As cinco blasfêmias contra o Coração Imaculado de Maria

Blasfemei contra a Imaculada Conceição?
Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora?
Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe detodos os homens?
Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada?
Ultrajei-A diretamente nas Suas santas imagens?

Finalmente:

Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave).

O exame dos pecados veniais de Santo António Maria Claret

A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário tem uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:
O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo.
O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente.
O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de as cumprir com negligência voluntária.
O pecado de manter um afeto desregrado por alguém.
O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito.
O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria.
Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós.
O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza.
O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direcção da obediência.

Nota: Fala-se aqui de situações em que encontraremos aconselhamento digno se o procurarmos, mas nós, apesar disso, preferimos seguir as nossas próprias luzes, embora frouxas.

Oração para uma boa confissão:

Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci d'Ele. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Nota final

Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência.

Ato de Contrição

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Adaptado de Fátima Center

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SANTAS MISSAS NA CAPELA SÃO JOSÉ

Caríssimos, nessa semana teremos missas na Capela São José conforme cronograma abaixo:

20/01/2017 - Sexta Feira - Missa às 19h, seguida de Conferência.
21/01/2017 - Sábado - Missa às 10h, seguida de lanche comunitário e Conferência.

Confissões: 1h antes das missas.

Capela São José
Travessa Santo Amaro, 31, fundos - Bairro Jardim - Santo André/SP

Referências: A 5 minutos (a pé) da Estação Prefeito Celso Daniel (CPTM)
Subindo a Rua Catequese, entrar na 2ª travessa à direita.

A Necessidade do Santo Sacrifício

A NECESSIDADE DO SANTO SACRIFÍCIO
As Excelências da Santa Missa – São Leonardo de Porto Maurício



Se não houvesse o Sol, que seria da Terra? Oh! Tudo seria trevas, horror, esterilidade e desolação. E se o Mundo não tivesse a Santa Missa, que seria de nós?
Infelizes! Ficaríamos privados de todos os bens sobrecarregados de todos os males. Estaríamos expostos a todos os raios da cólera de DEUS. Alguns há que se admiram, e acham que de certo modo DEUS mudou a sua maneira de governar. Antigamente Ele se nomeava “DEUS dos exércitos”, e falava ao povo do meio das nuvens, manejando o trovão; e de fato, era com todo o rigor da justiça que castigava os pecados. Por um único adultério, mandou passar a fio de espada vinte e cinco mil homens da tribo de Benjamim (Jz 20,46).
Por um leve pecado de orgulho de Davi em computar o povo, enviou Ele uma peste tão terrível que, em poucas horas pereceram setenta mil pessoas (2Sm 24,15). Por um só olhar curioso e desrespeitoso dos betsamitas, fez que cinquenta mil deles perecessem. (1Sm 6,19). E agora suporta, com paciência, não só vaidades e irreverências, mas adultérios os mais vergonhosos, escândalos gravíssimos, e tantas blasfêmias horríveis que muitos cristãos vomitam contra Seu Nome Santíssimo.
Por que assim acontece? Por que tão grande mudança de conduta? Serão as ingratidões dos homens mais escusáveis hoje do que outrora? Bem ao contrário, são muito mais culpáveis, já que os imensos benefícios de DEUS se multiplicam cada dia. – A verdadeira razão desta clemência espantosa é a Santa Missa, pela qual esta grande Vítima, que se chama JESUS, se oferece ao Eterno PAI. Eis aí o Sol da Santa Igreja, que dissipa as nuvens e torna sereno o céu. Eis aí o arco-íris que detém os raios da Divina Justiça. Creio para mim que, não fosse a Santa Missa, o Mundo estaria já no abismo, incapaz de suportar o imenso fardo de suas iniquidades.
A Santa Missa é o poderoso sustentáculo que lhe permite subsistir. Concluí, de tudo isto, quanto este divino Sacrifício é necessário; assim então, sabei aproveitá-lo o máximo que for possível! Para isto, quando participamos da Santa Missa, devemos imitar Afonso de Albuquerque. Achando-se, com sua frota, em perigo de naufragar numa horrível tempestade, teve uma inspiração: tomou nos braços uma criança que viajava em sua nau, e, elevando-a ao alto, exclamou: “Se todos somos pecadores, esta criaturinha é certamente sem mácula, Ah! Senhor por amor deste inocente compadecei-vos dos culpados!”. Acreditareis? A vista dessa criança inocente agradou tanto a DEUS que Ele acalmou o mar e devolveu a alegria àqueles infelizes, gelados já pelo terror da morte certa.
Ora, qual pensais seja a atitude do Eterno Pai, quando o sacerdote, levantando a Santa Hóstia, lhe apresenta o Divino FILHO? Ah! seu Amor não pode resistir à vista do Inocente JESUS; Ele se sente forçado a acalmar nossas tormentas, e acudir a todas as nossas necessidades. Sem esta santa Vítima, portanto, sem JESUS sacrificado por nós, primeiro sobre a Cruz, e todos os dias sobre nossos Altares, estaríamos perdidos, e poderia cada um dizer a seu companheiro: “Até à vista no inferno! Sim, sim, no inferno, no inferno! Até à vista no inferno!”…
Mas, com este Tesouro da Santa Missa a nosso alcance, nossa esperança renasce; e se não opusermos obstáculos, teremos assegurado o Paraíso. Deveríamos, portanto, beijar nossos Altares, perfumá-los de incenso, e sobretudo honrá-los com nosso máximo respeito, pois que deles nos veem tantos bens. Juntai as mãos e agradecei a DEUS PAI que nos deu o Mandamento tão doce de oferecer-lhe muitas vezes a Vítima celeste. Agradecei-lhe, sobretudo, pelo imenso proveito que dela recebeis, se sois fiel não somente em oferecê-la, mas de fazê-lo para os fins a que nos foi concedido este dom tão precioso.

O ANTICATOLICISMO MAIS RADICAL

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PAX
O ANTICATOLICISMO MAIS RADICAL
Por Dom Tomás de Aquino OSB
A Gnose é o anticatolicismo radical. Mas ser anticatólico é próprio não só da Gnose. O Islamismo também é radicalmente anticatólico. O Judaísmo, que nega a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, também é radicalmente anticatólico. O Budismo até mais do que o Islamismo e o Judaísmo, já que ele tende ao ateísmo ou ao panteísmo. Convém então dar à Gnose o primeiro lugar em matéria de anticatolicismo?
Escutemos o autor de “Histoire de la philosophie oculte” que, depois de levantar várias questões sobre a diversidade das religiões e sobre a possibilidade de discernir a verdadeira, escreve:
“Uma resposta rápida demais a estas dramáticas e problemáticas perguntas transforma um indivíduo num ateu que recusa globalmente as religiões, justamente por causa de suas divergências, ou num fanático que se encerra rigidamente em sua fé, evitando analisar as outras por medo de ser abalado por esta confrontação. O gnóstico, ao contrário, utiliza a Gnose como um filtro, através do qual ele faz passar por um crivo e analisa as religiões e as filosofias, afim de extrair o melhor de cada uma delas. Ele elabora assim uma religião intelectual, baseada numa cultura rigorosa, em vez de uma religião revelada, que justifica seus próprios postulados inimagináveis e absurdos, recorrendo a visões, êxtases e alucinações auditivas” (1)
Eis aí uma rejeição total de todas as religiões em favor do que o autor chama de religião intelectual, fruto de uma análise rigorosa de todas as religiões. Estamos diante de um naturalismo radical que recusa a Revelação em favor de uma religião puramente humana. Não é isto o mais radical de todos os anticatolicismos? Creio que sim, pois ele rejeita a ideia mesma de uma revelação, como se Deus não pudesse se revelar aos homens e dar os sinais suficientes para que eles possam distinguir a verdadeira religião das falsas. Se a Gnose não é o mais radical de todos os anticatolicismos, ela não fica atrás de nenhum deles.
(1) Citado por Epiphanius, Maçonnerie et Sectes Secrètes, Publications du Courrier de Rome, pág. 21.