segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

DOM ODILO E SUA ESCANDALOSA DEFESA DO CARNAVAL


Dom Odilo Scherer de cardeal a carnavalesco.


"Concedei-nos que Vos louve, Virgem Sagrada. 
Dai-nos valor contra os vossos inimigos."




DOM ODILO E SUA ESCANDALOSA DEFESA DO CARNAVAL

O Eminentíssimo Senhor Cardeal brasileiro Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo, tem prosseguido de modo pertinaz e falacioso sua cruzada pessoal em defesa e promoção da horrenda e sacrílega profanação pública da imagem da Santíssima Virgem Imaculada de Aparecida pela escola de samba "Unidos de Vila Maria" no carnaval do estado de São Paulo.

No desenvolver do artigo abaixo pretendemos denunciar esta criminosa cumplicidade do cardeal com o pecado, que destrói a fé e mata a alma das ovelhas que a ele foram confiadas. 

Na defesa que fez do uso da imagem da Virgem de Aparecida no carnaval procura-nos fazer crer que nada há de mal na dita "homenagem" e justificar o injustificável que é esta profanação pública da Sagrada Imagem de Nossa Senhora.

A Igreja Católica sempre foi e sempre será contra o carnaval.

Qualquer Católico que conheça ao menos os 10 mandamentos da Lei de Deus, e/ou ao menos os 7 pecados capitais (coisa rara em nossos dias) fica no mínimo escandalizado com não apenas a autorização para tal profanação, coisa que segundo ele mesmo admite já a tinha concedido desde 2015, mas também na insistente defesa falaciosa que faz deste pecado público de Irreligião.

Aos Católicos que tem amor a Santíssima Virgem e que conhecem o que a Igreja sempre ensinou, se acaso tiverem coragem, que leiam na integra a publicação do Cardeal no jornal da própria Arquidiocese Paulistana, denominado; "O São Paulo". 

No escrito, Dom Scherer sai em defesa daquilo que ele e outros chamam de "homenagem" e ao qual publicaremos aqui alguns excertos e comentários.

Ao lermos o repugnante texto do Cardeal brasileiro; Nossa Senhora Aparecida no Carnaval, cujo o título por si só já é um ultraje à dignidade da Mãe de Deus e sacrilégio, Dom Odilo coloca-se -literalmente - no papel de advogado do diabo deixando-nos à impressão que talvez este senhor ao contrário de muito de nós, jamais em toda a sua vida tenha caído na desgraça de assistir a um desfile de carnaval e por ignorância não compreenda bem o que se passa nestes desfiles de imoralidade e indecência. Isto poderia explicar o motivo que o fez ter a grande infelicidade de já no título associar à figura da Virgem Imaculada a esta imundície que é o carnaval brasileiro.

Em contrapartida, devemos também considerar que o Cardeal Dom Odilo não seja tão ignorante assim, afinal de contas; é um Cardeal da Igreja Católica, um ancião, um homem bem vivido e que por assim ser, talvez saiba de uma coisa ou outra que lá se passa. Ou quem sabe ainda, insista ele em defender e promover a profanação simplesmente por cegueira, pois está escrito: 

"Ele cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração e se convertam e eu os sare" (Isaías VI,10)

Ou mesmo por respeito humano e falta de coragem em seguir o que Cristo e a Igreja sempre ensinaram;

“Não tenhais cumplicidade com as obras estéreis das trevas; ao contrário, denuncie tais obras”  Carta de São Paulo aos Efésios V, 11.

Não sabemos ao certo, Deus o sabe. 

Entretanto se for mesmo apenas por ignorância nós como Católicos fiéis ao que a Igreja sempre ensinou consideramo-nos obrigados a fazer o nosso papel de alertar ao bispo que ocupa este nobilíssimo posto de Cardeal da Igreja Católica, a respeito do que verdadeiramente se passa nestes bailes.

Obrigamo-nos também como dever de caridade a admoestar as pobres ovelhas do rebanho de Dom Scherer para que estas não caiam no gravíssimo erro de segui-lo até Sambódromo do Anhembi e que conscientes de qual é o caminho de Salvação que Cristo trilhou para nós, sigam o Cordeiro de Deus acompanhado de sua dolorosíssima Mãe pelo caminho do Calvário para ser com Ele Crucificado.

E uma vez que tenham suas mentes e almas iluminada pelas verdades dos fatos que lá ocorrem, rezemos nós para que possam todos humildemente confessar seu grave erro de defender e promover o carnaval e a profanação da imagem da Mãe de Deus neste antro de perdição.

Que Deus conceda também ao cardeal a coragem de ir a público denunciar o erro, se opondo fortemente a ele, conclamando a todas as suas ovelhas a também fazer o mesmo. E que busquem de todas as formas possíveis reparar o Coração Imaculado de Maria por toda ofensa e mal que já causou permitindo o uso da sagrada imagem de Aparecida no carnaval.



Imagem de Nossa Senhora de Aparecida que irá participar do carnaval, graças a Dom Odilo.

DOM SCHERER E SUA DEFESA DE "NOSSA SENHORA APARECIDA NO CARNAVAL"


Link para o texto do Cardeal: "Nossa Senhora Aparecida no Carnaval".

Como fora dito, consideremos que talvez o Cardeal Arcebispo de São Paulo, inacreditavelmente ignore o que se passa nestes bailes de carnaval em todo o mundo e desconheça ensinamentos como por exemplo os de São João Maria Vianney, o padroeiro dos Sacerdotes que ensina:

"Não existe um só mandamento, ao qual as danças não levem à transgressão e não existe um só sacramento que não seja profanado por causa das danças."

Em todo o tempo de seu sacerdócio o Santo Cura de Ars combateu incansavelmente contra o pecaminoso costume dos bailes e danças. Sendo também importante fazer notar que viveu ele entre o século XVIII e XIX exercendo o sacerdócio na pequena vila francesa de Ars, em uma época em que a moral Católica ainda era observada pela maioria da população.

Se na pequenina cidade de Ars, São João Maria Vianney já condenava fortemente os seus bailes e danças, que será que diria ele do baile de carnaval brasileiro? Que diria desta escola de samba que irá carregar uma imagem da Santíssima Virgem a sua frente? Que diria o Padroeiro dos Sacerdotes ao saber que um sacerdote, bispo e cardeal, além de aprovar, vem também a público defender e promover o carnaval, escolas de samba e a utilização da sagrada imagem da Mãe de Deus nestes bailes?

Conta-se a respeito do Cura D'Ars, que certa vez o diabo declarou que se houvesse dois padres como João Maria Vianney no século XIX, o reino dele estaria perdido... 

Não vemos mais, infelizmente, padres, bispos e cardeais como o Cura D'Ars, que possuía a coragem de combater os bailes, as danças, o carnaval e todos os pecados que ali ocorrem. O que há agora são bispos e cardeais do jeito que o diabo gosta, que além de não condenar o erro, pecando por grave negligência, tornam-se promotores dos tais bailes e cúmplices de toda a sorte de pecados que lá ocorrem.


O QUE É O CARNAVAL?

O carnaval é uma festa de origem pagã. Seus festejos são um atentado público contra Deus, contra suas leis, contra a sua Igreja e contra a angélica Virtude da Pureza.

É o período do ano onde há a maior exaltação e promoção da imodéstia, da sensualidade, da luxúria, da fornicação, dos pecados contra a natureza; onde crianças são inseridas semi-nuas nestes meios, pervertendo-as e as fazendo perder a sua inocência e pureza infantil; é o tempo dos pecados da gula, onde todo o comportamento torna-se desregrado. 

É a época do ano onde se distribuem aos milhares, contraceptivos e pílulas abortivas; é o tempo onde há maior índice de adultérios, onde a criatura humana tendo a alma morta pelo pecado mortal, entrega-se a sua natureza ferida e brada desavergonhadamente e orgulhosamente "não sou de ninguém, sou de todo mundo e todo mundo é meu também". 

É o tempo da vaidade, da inveja, da maledicência, do lucro excessivo, da avareza, do roubo, das orgias e bebedeiras, do aumento do tráfico e do consumo de drogas, é o tempo dos desentendimentos, da ira e dos homicídios.



Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em meio a rebolados e muito samba. A CNBB aprova, recomenda e ajuda na organização para que tudo ocorra com muito respeito!


Dom Odilo Scherer; Um cardeal brasileiro, defensor e promotor do carnaval.

Após ser noticiada ao público brasileiro a informação de que uma escola de samba do estado de São Paulo obteve do Cardeal Dom Odilo Scherer e do 'Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida' a licença para profanar a Sagrada Imagem da Imaculada Conceição de Aparecida Padroeira do Brasil, muitos Católicos reagiram e protestaram contra este ultraje a Mãe de Deus. 

Após a reação e protestos dos Católicos o Arcebispo do estado de São Paulo não demorou a responder e a se colocar firmemente a favor da batucada do samba e do rebolado com a imagem da Mãe de Deus. Logo saiu em defesa da profanação pois que segundo ele, tudo seria feito com muita seriedade e com todo o respeito.

Segue abaixo os excertos retirados da publicação de Dom Odilo no jornal "O São Paulo". ao qual ele dá o ultrajante título Nossa Senhora Aparecida no Carnaval.

Argumenta o Cardeal:

"Sou muito devoto da Mãe de Jesus, Nossa Senhora, invocada com carinho sob muitos títulos.
Desde criança, aprendi a rezar o terço, a cantar à “Mãezinha do Céu” e a me consagrar a ela todos os dias.
Com o povo católico, alegro-me pela comemoração dos 300 anos do achado da imagem sagrada da Mãe Aparecida e escrevi, recentemente, uma carta pastoral à Arquidiocese de São Paulo, com o título “Viva a Mãe de Deus e nossa”, sobre o lugar de Maria no coração de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, não podendo estar ausente do coração dos cristãos.
E fico triste cada vez que se desrespeita a Mãe de Jesus; é como se fosse destratada minha própria mãe."

Dom Odilo inicia sua missiva em defesa do carnaval e da escola de samba "Unidos de Vila Maria", declarando-se "muito devoto da Mãe de Jesus", e para confirmar-nos o que escreve, traz algumas "provas". 


Conta-nos que quando ainda era apenas o pequenino Odilo lá no sul do país, aprendeu a rezar o terço, (Não informa se o agora já grande Odilo, o reza todos os dias como fazem verdadeiros devotos), garante-nos também que é devoto, por que além de ter aprendido a rezar o terço quando criança, também aprendeu a cantar "Mãezinha do Céu", e a se consagrar todos os dias a Nossa Senhora. 

O cardeal nos apresenta ainda, uma última "prova" de seu devotamento a Nossa Senhora. E esta última é a escrita de uma "Carta pastoral"... digna de um herético pastor anglicano ou luterano.

A Carta Pastoral do Cardeal.

A Carta Pastoral de Dom Odilo é uma verdadeira decepção para alguém que se diz devoto de Nossa Senhora, sobretudo se esse devoto for um Cardeal Católico onde se deveria esperar grande erudição, conhecimento teológico e muita piedade mariana.

Nada disso vemos na carta...

Dom Scherer por exemplo, não fora capaz de escrever uma linha sequer a respeito do motivo da Imagem ser chamada de Imaculada Conceição, absolutamente nada diz dos Dogmas de Marianos, nada escreveu a respeito de suas prerrogativas e dos privilégios da Santíssima Virgem, nada escreveu sobre as cinco espécies de ofensas e blasfêmias contra o Imaculado Coração.

Eis que o animadinho gritinho de "Viva Mãe de Deus e nossa" de Dom Odilo, anuncia-nos uma carta pastoral, vazia, superficial, estéril, infrutífera e infecunda. Trata-se de verdadeiro testemunho da falsa devoção deste Cardeal para com a Santíssima Mãe de Deus.

Não iremos comentá-la toda por que seria uma perda de tempo.

Recomendamos porém aos nossos leitores que apenas observem a diferença - Gritante - entre o que o Grande; Doutor da Verdadeira Devoção, São Luis de Montfort escreve sobre a Santíssima Virgem em seu "Tratado" e o que o pobre cardeal brasileiro escreve em sua paupérrima"Carta Pastoral". 

Enquanto São Luís procura demonstrar dentro do que lhe é possível, isto é, na medida do que pode ser demonstrado em um escrito, toda a Magnificência, Grandeza, Realeza e Santidade de Maria e que a devoção a Ela - É necessária para a salvação - Dom Odilo por sua vez procura diminuí-la, esvaziá-la, tomando todo o cuidado para não "exagerar" em seus "devotados elogios" a Aquela, a quem ele chama simplesmente; "mãe de Jesus", do mesmo modo como se referem a Mãe de Deus os hereges protestantes.

Segue a transcrição de uma parte da carta:


Por Dom Odilo Scherer


1. MARIA NOS DESÍGNIOS DE DEUS

Por que nós católicos valorizamos e honramos tanto Maria na Igreja e na vida cristã? 

A resposta é simples e profunda: Ela tem um lugar especialíssimo nos desígnios de Deus em relação à humanidade e à Igreja. Não é porque nós assim decidimos e queremos, mas porque o próprio Deus quis: Ele a agraciou e escolheu para ser a Mãe de seu Filho na terra, dando-lhe uma missão especial na história da nossa salvação.

[Os destaques são nossos]

Quis destacar esta parte em especial inserida neste texto, pois poderia muito bem ter sido escrito por um pseudo-pastor anglicano, e que se assim fosse estaria aí, inserida a heresia protestante negadora do dogma da Imaculada Conceição.

Ensinam os heréticos anglicanos:

"O último dogma é universalmente rejeitado pelos reformados. 

A leitura comumente aceita entre as famílias protestantes, e isto inclui os anglicanos, é que Maria também possuía a mácula do pecado original e que, como tal foi perdoada e salva pela morte vicária e expiatória de Jesus. 

Ela não era “cheia de graça” como nos fazia crer o texto da Vulgata, (que inspirou a reflexão escolástica), mas, “agraciada”, como se lê mais corretamente no texto grego. 

Ou seja, a leitura reformada encontra em Maria um receptáculo da graça que a atinge imerecidamente e não alguém que possui, por causa da ausência da mácula original, graça em si mesma."

Fonte: Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, "Maria na tradição da Igreja Anglicana" Rev. Jorge Aquino, ose.

Se Dom Odilo crê ou não na Imaculada Conceição, não podemos afirmar nem que sim, nem que não. 

O fato é que escreve como protestante, e nesta carta pastoral é flagrante que evita saudar a Santíssima Virgem como a Igreja que com São Gabriel, sempre a saúda; 

"Ave Plena de Graça". 

Ensina São Luis de Montfort;

"Ela foi cheia e superabundou em graças, e que viveu tão unida e transformada em Deus que Ele teve de se encarnar n’Ela". 

O Evangelho de São Lucas é claro e nos revela com o relato da Anunciação, que a Virgem antes mesmo da Encarnação do Verbo já possuía todas as graças em plenitude, e as possuía tanto quanto fosse possível a uma criatura; humana ou angélica, possuir.

Os protestantes por sua vez chamam-na agraciada, e isto não apenas por uma diferença sem importância de tradução criada pelo heresiarca Lutero após sua revolta. Mas com o objetivo de que em todas as vezes que alguém dEla, simplesmente disser; "agraciada", diminuir-lhe o culto, negando o dogma da Imaculada Conceição, afirmando que a Virgem Puríssima foi concebida também em pecado assim como todos os outros descendentes de Adão, tornando a Virgem Maria uma mulher como qualquer outra.

E São Luís de Montfort refutando os heréticos, escreve sobre os merecimentos de Maria.

"Deus Pai só deu ao mundo seu Unigênito por Maria. 

Suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes. 

Porque o mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, ele o deu a Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dela." 


Dom Scherer prossegue em sua carta pastoral:


"Também Jesus, nosso Redentor e Senhor da Igreja, filho de Maria quanto à humanidade, amou sua Mãe e a entregou como mãe aos discípulos, quando morria na cruz; e recomendou ao discípulo: “filho, eis a tua mãe” (Jo 19,25-27).


Portanto, se nós honramos a Mãe de Jesus e reconhecemos nela as maravilhas que Deus realizou em favor de toda a humanidade, estamos sendo fiéis à vontade de Deus e ao Evangelho."


Dom Odilo faz também questão de destacar que Jesus é "filho de Maria quanto à humanidade"

Escreve precisamente como os protestantes, quando protestam contra o Dogma Mariano, da Maternidade Divina

Ao estrebucharem dizendo; "Maria não é mãe de Deus", "Maria é Mãe de Jesus", os protestantes acabam por atribuir a Cristo duas pessoas, uma pessoa humana e outra Divina, quando na verdade em Jesus há apenas uma Pessoa, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de Deus. 

Assim revela São João no Evangelho, O Verbo de Deus se fez carne no seio da Santíssima Virgem. Jesus Cristo possui duas naturezas; a Divina e a Humana, pois é Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem. Logo, Maria sendo Mãe de Jesus, que é Deus, é também por uma consequência lógica; Verdadeiramente a Mãe de Deus. 

Ensina ainda São Luís de Montfort: 

"Pois que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor continua a ser, no céu, tão Filho de Maria, como o foi na terra. 
Por conseguinte, ele conserva a submissão e obediência do mais perfeito dos filhos para com a melhor das mães. 
Cuidemos, porém, de não atribuir a essa dependência o menor abaixamento ou imperfeição em Jesus Cristo. Maria está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, e, portanto, não lhe dá ordens, como uma mãe terrestre as dá a seu filho. Maria, porque está toda transformada em Deus pela graça e pela glória que, em Deus, transforma todos os santos, não pede, não quer, não faz a menor coisa contrário à eterna e imutável vontade de Deus."

São Luís de Montfort e Dom Odilo Scherer definitivamente não estão em sintonia.


Prossegue a carta...

"Para nós, está claro que devemos adorar somente a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo; e reconhecemos que somente Jesus Cristo é o Salvador e Mediador entre Deus e os homens. Mas também reconhecemos e admiramos as “grandes coisas” que o Onipotente fez em Maria e, por ela, em favor de toda a humanidade."

Dom Odilo sequer é capaz de fazer em benefícios das almas de suas pobres ovelhas, uma precisa distinção no que diz respeito a Mediação de Cristo, e a Mediação de Maria. A sua ação como Co-Redentora e a necessidade de recebê-la por Mãe para se alcançar a salvação que é Cristo, pois como ensina São Luís; 

"Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai.

Cristo só veio ao mundo por Meio de Maria. Assim nos dá o exemplo de ir também até Ele por meio dEla. Só em Maria se encontra o caminho reto e seguro para se chegar a Jesus, Nosso Senhor e Redentor.

São estes, temas muito importantes e que desconcertam a muitos Católicos diante de protestantes, e que Dom Odilo infelizmente ignora. Escreve ainda que "reconhece e admira", "grandes coisas" que Deus fez em Maria. 

Que será essas "grandes coisas" que Dom Odilo reconhece e admira em Maria?




Dom Odilo aprova e recomenda.


Dom Odilo Scherer; O "Abre Alas" do "Nossa Senhora no Carnaval."



Conta-nos o Cardeal.


"No dia 25 de março de 2015, fui procurado pelos representantes da citada escola de samba. Em vista do 3º centenário do encontro da imagem sagrada nas águas do rio Paraíba do Sul, achavam que seria a ocasião propícia para apresentar o tema de Aparecida num enredo do carnaval de 2017, como um tributo a Nossa Senhora Aparecida. 
Indaguei sobre o formato da proposta que apresentavam e, desde logo, procurei verificar se era algo sério, que não desrespeitasse minimamente a Mãe de Jesus, ou debochasse da fé do povo católico."

O que não é capaz de fazer a cegueira espiritual e um coração endurecido? 

Se Dom Odilo fosse Católico já se ofenderia da ousadia deste pobre infeliz que teve a amaldiçoada ideia da imagem da Mãe de Deus desfilar no carnaval. Apenas nisto já se denota um verdadeiro e um real deboche da Fé do povo Católico.

Dom Odilo não notou, ou não quis notar...
...já estava por demais tomado pelo espírito que anima e age no carnaval.

Como fora testemunhado no escrito de Dom Scherer, carnavalescos agem por oportunismo, buscam temas para seus desfiles que lhe sejam propícios, visando obviamente o seu último fim que é com o tema do desfile ganhar maior adesão o público e vencer a disputa carnavalesca.

A ocasião para o tema? Propícia.
A desculpa? Homenagem.
O fim? Ganhar a disputa e receber a premiação.

Dom Odilo enfeitiçado pela magia do carnaval, contagiado por sua batucada, rebolados e alegrias (falsas) que este evento proporciona, tratou logo de se assegurar que o negócio; "era algo sério" Sic, para assim dar o quanto antes a sua benção cardinalícia aos ansiosos e muito devotados carnavalescos.

Escreve Dom Odilo.

"Obtive todas a explicações que desejava e lhes informei que era necessário refletir e que a “autorização” pedida não dependia apenas do arcebispo de São Paulo. 

Eles, desde logo, se dispuseram a aceitar todas as orientações de nossa parte. Mais ainda: pediram uma supervisão, da parte da Igreja, para os preparativos da homenagem."

Após o cardeal tomar conhecimento dos pormenores da profanação abençoou a sacrílega ideia, recomendando também que a questão fosse levada ao imponente; "Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida".

Dom Odilo, muito humilde, não quis sozinho receber todos os louvores do mundo moderno, quis repartir os méritos da aprovação do malfadado tema com o tal Conselho de Aparecida. Sendo ainda todos gentilmente convidados pelos carnavalescos para em união realizarem os preparativos da "homenagem".

Continua o animado Dom Odilo suas explicações;

"A questão foi levada ao conhecimento do Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida, encarregado de acompanhar, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a vida pastoral e administrativa do Santuário. 
Participam do Conselho, além do Arcebispo de Aparecida e do Presidente da CNBB, vários outros arcebispos do Brasil e também o Reitor da Basílica. 
O pedido da “Vila Maria” foi exposto na reunião de 27 de março de 2015. Levantaram-se várias questões e foram pedidos esclarecimentos, em vista de uma resposta à Escola Unidos de Vila Maria."

Pronto, se os crimes contra Deus neste país de pagãos, fossem levados em consideração por nossa justiça, já poderia agora o cardeal juntamente com o tal Conselho de Aparecida responder também por formação de quadrilha.

Eis como acordaram, Dom Odilo, o tal Conselho de Bispos e os carnavalescos. 

"O Conselho, por unanimidade, deu parecer favorável à iniciativa, mas recomendou que fossem observados alguns critérios: 
1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 
2. Fidelidade aos fatos históricos; 
3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 
4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 
5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo.
Esta é sem dúvida a parte mais inacreditável de toda essa já inacreditável aprovação por parte de bispos, da Mãe de Deus ser tema de carnaval.

Creio que se todos os fiéis de Dom Odilo e de Aparecida tivessem o mínimo de senso católico os cinco critérios acima listados já seriam por si mesmo motivo de repugnância por parte de todos, sem necessidade de ninguém procurar chamar atenção para o absurdo que são estes critérios para a aprovação.

Como pedir respeito a imagem de Nossa Senhora, introduzindo-a num ambiente de infiéis onde todas as leis de Deus são desrespeitadas? Que será essa subjetiva "fidelidade aos fatos históricos"? 

Apresentação genuína da piedade mariana católica, no meio da batucada infernal do samba, com mulheres e homens sem modéstia alguma, esforçando-se para aparecer contorcendo lascivamente seus corpos, nus ou semi-nus?

Que piedade mariana é essa Dom Odilo?

Decoro em desfile de carnaval???

O que é nudez para Dom Odilo e este Conselho de Aparecida?

Acaso decoro é no entender dos bispos brasileiros sinônimo de; rebolados, batucadas, vestidos curtos e justos? sutiãs, topless e fios-dentais?

É este o decoro que há na Arquidiocese de São Paulo e na Basílica de Aparecida?

Orgulhosamente rejubila-se o Cardeal:

"A agremiação aceitou sem reservas todos esses critérios."

Mas é claro, não há dúvida que aceitariam mesmo sem reservas o tal critério do cardeal e do Conselho de Aparecida, aceitaram prontamente porque pensam de modo igual, aceitaram por que tanto os carnavalescos quantos o conselho e os bispos não possuem a Fé Católica, de modo que tanto o pensamento dos bispos quanto o pensamento dos carnavalescos se confundem e não há discordância entre eles.

Dom Scherer argumenta:

"Os Diretores da “Unidos de Vila Maria” asseguraram que também eles são devotos de Nossa Senhora Aparecida e, longe de desrespeitarem a Mãe de Deus, eles lhe queriam tributar uma singela homenagem, em nome de todos os brasileiros."

Sim, quanto a isso não se pode por dúvidas está claro que os diretores da escola são devotos de Nossa Senhora de Aparecida, tão devotos quanto Dom Odilo e o Conselho dos Bispos. 
Trata-se de uma devoção tão cândida, tão pura, que os movem a querer tributar uma "singela homenagem" (sic), a Virgem Maria, por meio de rebolados, pouca ou nenhuma roupa e batucadas que são facilmente confundíveis com a devoção dos umbandistas ao demônio "oxum".

E continua:

"O Reitor do Santuário Nacional e representantes da Arquidiocese de São Paulo acompanharam a elaboração da proposta do desfile. 
Antes da confecção das alegorias, os projetos e a letra do samba-enredo foram mostrados e receberam sugestões. 
Por isso, até o presente, não há motivos para pensar que a imagem de Maria seja profanada, nem que seja desrespeitada a fé dos católicos. Na sede da “Unidos de Vila Maria” há um nicho com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, sempre com flores, e as pessoas rezam diante dela."

Dom Odilo, Conselho de Aparecida, quando vão entender que a profanação já ocorre quando os senhor Cardeal Dom Odilo escreve de forma positiva algo como "Nossa Senhora no carnaval" que loucura cardeal, como pode ter a ousadia de escrever o Santíssimo nome de Maria, acompanhado da palavra Carnaval?

A Mãe de Deus, Nossa Senhora e carnaval não se misturam, não podem estar juntos, que entendam isso de uma vez por todas, isto é inconcebível. Somente na mente deformada, modernista e progressista do vergonhoso clero atual. 

A figura e o nome de Nossa Senhora Aparecida que o senhor cardeal criminosamente profana, é o da Imaculada Conceição

A Virgem Maria fora concebida sem pecado e com a impossibilidade total de cometê-lo, e o senhor tem a audácia de colocar o Doce Nome de Maria ao lado justamente da palavra Carnaval, à Festa da Carne. Uma palavra usada para sintetizar toda a entrega do homens aos seus vícios e paixões, onde toda a concupiscência é permitida, onde não há regramento onde o homem se entrega deliberadamente a todos os prazeres ilícitos.

E os bispos do Brasil, homens que se dizem Católicos e devotos de Maria, querem-na fazer participar desta festa dos demônios.

Quanta loucura e quanta insensatez. O pecado cega!

Os bispos do Brasil perderam o senso de Sagrado, perderam o juízo, mas não escaparão do juízo de Deus. E todos os Católicos que hoje se dignam de se levantar contra essa profanação dos senhores bispos, hão de ser suas testemunhas de acusação diante do Divino e Terrível Juiz no último dia.

"A apresentação consistirá numa série de alegorias, música e danças, narrando o encontro da imagem, o contexto histórico e social da época, as primeiras devoções e milagres, a relação da Princesa Isabel com Aparecida, oferecendo o manto e a coroa, a construção das duas basílicas, as romarias e o significado cultural da devoção a Nossa Senhora Aparecida. 
Trata-se de algo mais amplo do que uma homenagem religiosa."

Sim, é evidente que se trata de algo mais amplo que uma homenagem religiosa. Trata-se de uma escandalosa, de uma sacrílega profanação, de um gravíssimo pecado de irreligião. 

Os Verdadeiros Católicos homenageiam e honram a Mãe de Deus, através do Rosário, da Devoção dos cinco primeiros sábados, consagrando se a Ela conforme o método ensinado por São Luis de Montfort.

Procuram agradar a Mãe de Deus cantando o seu Ofício da Imaculada Conceição, se confessando, assistindo a Sagrada Missa, fazendo atos de reparação.

Adornando seu altar de flores, coroando suas sagradas imagens, oferecendo-lhe pequenos sacrifícios, se consagrando a Ela todos os dias.

Usando o Sagrado Escapulário do Carmo, a sua Medalha Milagrosa, visitando Capelas e Igrejas dedicadas a Ela, recitando o Magnificat.

Praticando a Devoção das Três Ave-Marias. Recitando o "Angelus" às 6 da manhã, ao meio-dia, e as 18 horas.

Comungando em sua honra, recebendo o Santíssimo Sacramento das mãos do sacerdote, na boca e de joelhos. Guardando a modéstia no vestir e no agir. Fazendo as moças e senhoras, imitando o seu exemplo, o uso do véu nas igrejas.

Praticando as virtudes, amando a pureza, não pecando contra a castidade, consagrando a virgindade a Ela.

Participando de suas romarias e procissões. Colocando o doce nome de Maria em seus filhos e filhas. Consagrando-os a Ela desde seu batismo, conhecendo suas Glórias. 

Lendo o que escreveram os santos a seu respeito, conhecendo seus dogmas.

Rezando pela conversão dos pecadores, pelas almas do purgatório, pela perseverança dos justos. Pela santificação do clero e do Papa. Pelo fim do laicismo, pela conversão dos hereges protestantes, dos cismáticos, dos pagãos, dos judeus, dos muçulmanos e de todo tipo de infiéis. 

É assim que há dois milênios a Santa Igreja recomenda que os Católicos honrem a Mãe de Deus.

Este modo novo propagado e defendido pelo cardeal carnavalesco Dom Odilo Scherer e pela "G.R.E.S Unidos da CNBB" é algo inédito na história bi-milenar da Igreja Católica Apostólica Romana.

Nunca antes na história da Igreja Católica imaginou-se algo assim, nem os heréticos cismáticos, nem os heresiarcas Lutero, Calvino, Henrique VIII, poderiam ter pensado em profanar a imagem de Nossa Senhora em festa de Carnaval.

Precisou de 2017 anos até que o demônio enfim encontra-se um grupo de bispos "católicos" que fossem suficientemente audaciosos e ousados a ponto de permitir tal ofensa a Puríssima Mãe de Deus.

Continua Dom Odilo na defesa de "Nossa Senhora no carnaval":

"Para alguns, a iniciativa pode parecer chocante, pois o carnaval e o sambódromo não seriam os locais mais adequados para homenagear Nossa Senhora. 
Até pode ser, pois tudo depende da intenção e da forma como as coisas são feitas. 
No caso em questão, a intenção é boa e a forma também. O lugar seria impróprio para honrar a puríssima Virgem Maria? Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença?"

Pobre Dom Odilo Scherer, julgando que quem introduz uma imagem da Mãe de Deus em um ambiente de carnaval afim de homenageá-la, tem "boa intenção". E garante ainda que não só a intenção é boa mas a forma também é.

E qual é a forma?

Rebolados, pouca ou nenhuma roupa e uma batucada sem fim. Uma zoeira infernal.

O confuso Cardeal se pergunta?

"O lugar seria impróprio para honrar a puríssima Virgem Maria? Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença?". 

Sim senhor cardeal, o lugar é totalmente impróprio para se honrar a Mãe de Deus.

Jamais em toda a história da Igreja algum Católico cogitou a sacrílega ideia de se honrar a Puríssima Virgem em um ambiente tal qual é o do carnaval. Somente em uma mente deformada pela lepra do modernismo poderia ser concebida tal ideia.


"Lá", senhor Odilo, onde ocorre o pecado, a prostituição, a sodomia, o adultério; entre dezenas de outros pecados já citados, a Santíssima Virgem não vai. 


"Lá", onde os pobres pecadores não querem deixar o pecado, é o local onde a Pureza da Mãe de Deus é ridicularizada e desprezada.


"Lá", é onde o exemplo de modéstia no vestir e no agir da Humilde Maria, é calcado aos pés pelos que se vangloriam em sua lascívia. 


"Lá", jamais se fez ou se fará a presença da Virgem Maria. 


"Lá", é onde abunda o pecado e pecadores impenitentes, é onde satanás reina com uma legião de demônios que incitam os homens a todo tipo de crime contra Deus.


“O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui” (São João Maria Vianney)

Insiste o cardeal;


"Pensemos bem: não rezamos a Santa Missa em praças, estádios e ginásios de esporte, onde tantas coisas pouco decorosas acontecem e são ditas? Não levamos nós o Santíssimo Sacramento para as praças e avenidas, onde acontecem injustiças e violência e prostituição? Para as cracolândias e outros locais, onde se profana a dignidade humana e o santo nome de Deus? Não foi para os pecadores que Jesus veio ao mundo? 

E sua Mãe Santíssima não iria com Ele a esses locais? E Jesus não entrou na casa de publicanos e pecadores, escandalizando fariseus e mestres da Lei? E não permitiu que uma mulher, conhecida de todos como pecadora, banhasse seus pés com as lágrimas, os beijasse e ungisse com perfume? E os católicos não poderiam honrar o nome de Deus, professar sua fé e prestar homenagem a Nossa Senhora também no sambódromo?"

Eis o grande sofisma. 

Quanta coragem Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo do Grande Estado de São Paulo, que coragem de publicamente criar tal falácia. Age como satanás que valendo-se de trechos das Sagradas Escrituras procurou tentar Cristo. 

Sofisma para justificar e dar algum fundamento a profanação e sacrilégio que promove juntamente com os bispos da CNBB.

Daí São Pedro escrever: 

"Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os incautos e têm o coração habituado à ganância. Malditos! …" II São Pedro II, 14-15

Cristo veio sim para redimir e salvar os pecadores. Para os que se arrependem e que choram aos seus pés os seus pecados. Para aqueles que abandonam a prostituição e todos os seus crimes. Aos fariseus, que também eram pecadores mas que não quiseram ouvi-Lo e nem se arrepender, dizia-lhes:


"Ái de vós, escribas e fariseus hipócritas” 
(São Mateus XXIII). 

“Serpentes e raça de víboras” 
(São Mateus XXIII, 33) 

“Sepulcros caiados” 
(São Mateus XXIII, 27)

E ainda os acusava de serem filhos do demônio e não filhos de Abraão;

“Vós sois filhos do demônio e quereis fazer a vontade de vosso pai” (São João VII,44). 

São filhos do demônio aqueles todos que querem fazer a vontade do diabo e não a vontade de Deus, sejam eles leigos, sacerdotes, bispos, cardeais ou até o Papa. 

Não tem parte com Cristo, todos que assim como Judas, traem a Cristo, abandonando a sã doutrina, se entregando as novidades e aos prazeres deste mundo.

"Pois virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas desejosos de ouvir coisas agradáveis, cercar-se-ão de mestres segundo os seus desejos, e desviarão os ouvidos da verdade e se aplicarão às fábulas. II Timóteo 4:3,4

Caríssimos Católicos, não os ouçam, não os sigam.

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." São Paulo aos Gálatas I, 8.

Que a Virgem Imaculada Conceição de Aparecida, abençoe os Católicos de todo o Brasil, e que estes tenham a sabedoria e força para se afastarem de bispos e cardeais carnavalescos, promotores do pecados e profanadores pertinazes.

Que abandonando estes sacerdotes infiéis sigam tão somente as recomendações de São Paulo, e que busquem bons sacerdotes que também as observem.

"Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. 
Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. 
Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!"  São Paulo aos Gálatas. V, 16-21

"Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. 
Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. 
Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes. Não vos comprometais com eles. Carta de São Paulo aos Efésios. V, 3-7

"Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. Nem ofereçais os vossos membros ao pecado, como instrumentos do mal. 
Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço." Carta de São Paulo aos Romanos VI, 12-13

Congregação Mariana Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Cidade de Nossa Senhora da Vitória-ES, Terra de Santa Cruz/Brasil
18 de fevereiro de 2017.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sábado de Formação e Santa Missa

Salve Maria!

No próximo sábado (18/02/17) haverá um dia de formação na Capela São José. As conferências iniciarão às 9h e encerrarão com a Santa Missa às 18h. 
Haverá almoço na Capela. Pedimos a contribuição de R$ 10,00 para custear os gastos com a alimentação.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Nos bons tempos da FSSPX...

Resgatamos uma entrevista concedida por Dom Tissier de Mallerais ao Rivarol em 01/06/2012 e publicada em 13/06/2012 conforme TradiNews, tendo sido noticiada também, na mesma época pelo Fratres in Unum.

Alguns trechos mais marcantes:


“Reintegração”: a palavra é falsa. A Fraternidade São Pio X (FSSPX) nunca deixou a Igreja. Ela está no coração da Igreja. Onde está a pregação autêntica da fé, aí está a Igreja. Esta “oficialização” da FSSPX me deixa indiferente. Nós não precisamos dela, a Igreja não precisa dela. Estamos já no topo, como um sinal de contradição que atrai almas de valor, que atrai muitos jovens sacerdotes apesar de nosso estado de marginalização. Colocaríamos nossa luz sob o alqueire com nossa integração no orbe conciliar. Este estatuto que nos é proposto de prelazia pessoal, similar ao do Opus Dei, é um estatuto para um estado de paz. Mas estamos atualmente em um estado de guerra na Igreja. Seria uma contradição querer a “regularizar a guerra.” 

[…] A irregularidade não é a nossa. É a de Roma. Uma Roma modernista. Uma Roma liberal que renunciou a Cristo Rei. Uma Roma que foi condenada antecipadamente por todos os papas até as vésperas do concílio.

A entrevista completa segue abaixo.



Dom Tissier de Mallerais: “A fé vem antes da legalidade”

Rivarol – Dom Tissier de Mallerais – entrevista realizada por Jérôme Bourbon – publicada em de junho de 2012.

Há dez anos entrevistamos Dom Tissier de Mallerais por ocasião da publicação de sua volumosa biografia de Mons. Lefebvre, publicada pelas edições Clovis: Marcel Lefebvre. Une vie. O ex-arcebispo de Dakar concedeu uma longa entrevista a RIVAROL em 1968 que marcou data, dois anos antes de fundar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Por ocasião da reedição de sua obra L’étrange théologie de Benoît XVI, Herméneutique de continuité ou rupture, pelas edições du Sel, Convento de Haye aux Bonhommes, 49240 Avrillé (19 euros), novamente entrevistamos Dom Tissier num momento em que graves divisões surgem no seio da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sobre a questão de um acordo com Bento XVI. Nesta entrevista realizada em 1o de junho pode-se ver que Dom Tissier, nascido em 1945 e que é um dos quatro bispos sagrados pelo prelado de Ecône em 30 de junho de 1988 – o único de nacionalidade francesa –, se opõe abertamente à estratégia de alinhamento com Bento XVI proposta por Dom Fellay.

RIVAROL : Fala-se muito sobre a “reintegração” iminente da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) na “Igreja Oficial”. O que significa isso exatamente?

Dom TISSIER de MALLERAIS: “Reintegração”: a palavra é falsa. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) jamais saiu da Igreja. Está no coração da Igreja. Onde há a pregação autêntica da fé, ali está a Igreja. Este projeto de “oficialização” da FSSPX me deixa indiferente. Nós não precisamos, nem a Igreja. Já estamos no topo, como um sinal de contradição que atrai as almas nobres, que atrai muitos jovens sacerdotes, apesar de nosso estatuto de párias. Querer-se-ia colocar nossa lâmpada sob o alqueire por nos integrar no orbe conciliar. Este estatuto proposto de prelazia pessoal, análogo ao do Opus Dei, é um estatuto para um estado de paz. Mas atualmente estamos em pé de guerra na Igreja. Seria uma contradição querer “regularizar a guerra”.

R. : Mas alguns na Fraternidade Sacerdotal São Pio X pensam que ainda seria um bom negócio. Mas V. Exa. Revma. não se sente incomodado por esta situação “irregular”?

Dom TISSIER : A irregularidade não é nossa. É de Roma. Uma Roma modernista. Uma Roma liberal que rejeitou o Cristo-Rei. Uma Roma condenada por todos os papas até as vésperas do concílio. Por outro lado, a experiência das sociedades sacerdotais que se alinharam com a Roma atual mostra que todas elas, uma após a outra, inclusive Campos e o Bom Pastor, foram obrigadas a aceitar o Concílio Vaticano II. Sabe-se o que aconteceu com Dom Rifan, de Campos, que agora não mais objeta a celebração da nova missa, e proibiu seus padres de criticar o Concílio!

R : O que V. Exa. Revma. responderia aos que creem que Roma mudou com Bento XVI?

Dom TISSIER : É verdade que Roma fez alguns gestos em favor da tradição. Principalmente ao declarar que a missa tradicional jamais foi suprimida e, secundariamente, ao suprimir em 2009 as chamadas excomunhões, declaradas contra nós quando fomos sagrados bispos por Dom Lefebvre. Estes dois gestos positivos geraram amargas queixas contra Bento XVI por parte do episcopado. Mas o papa Bento XVI, embora seja papa, continua modernista. Seu discurso programático de 22 de dezembro de 2005 é uma profissão da evolução das verdades de fé segundo as ideias dominantes de cada época. Apesar de seus gestos favoráveis, sua intenção ao nos integrar no orbe conciliar, não pode ser outra senão nos conduzir ao Vaticano II. Ele mesmo teria dito isto a Dom Fellay em outubro de 2005, e uma nota confidencial, publicada fraudulosamente, recentemente o confirmou.

R : Mas alguns acham que Bento XVI, vindo da Baviera católica e tendo – segundo eles – “desde sua juventude, uma profunda piedade”, inspira confiança. O que lhes responderia?

Dom TISSIER : É verdade que este papa é muito simpático. É um homem amável, polido, reflexivo, um homem discreto mas de uma autoridade natural, um homem de decisão que resolveu vários problemas na Igreja com sua energia pessoal. Por exemplo, problemas morais neste ou naquele instituto sacerdotal. Mas ele é imbuído do concílio. Quando diz que a solução do problema da FSSPX é um dos objetivos de seu pontificado, ele não percebe onde está o verdadeiro problema. Ele o situa mal. Ele o vê em nosso chamado “cisma”. Ora, o problema não é o da FSSPX, é o problema de Roma, da Roma neomodernista que não é mais a Roma eterna, que não é mais a mestra de sabedoria e de verdade, mas que se tornou fonte de erro depois do Concílio Vaticano II, e que assim continua até hoje. Portanto a solução da crise só poderá vir de Roma. Após Bento XVI.

R. : Como V. Exa. Revma. vê a solução deste desacordo da FSSPX com Bento XVI, visto por muitos como escandaloso?

Dom TISSIER : É verdade que a FSSPX é uma “pedra de escândalo” para os que resistem à verdade (cf 1 Pedro 2.8) e isto é um bem para a Igreja. Se formos “reintegrados”, cessaremos por este fato mesmo de ser um espinho cravado no dorso da igreja conciliar e cessaremos de ser a rejeição viva da perda da fé em Jesus Cristo, em sua divindade, em sua realeza.

R : Mas V. Exa. Revma. , junto com seus dois colegas, escreveram uma carta a S. Exa. Revma. Dom Fellay para recusar um acordo prático com Bento XVI. Quais são as razões desta recusa?

Dom TISSIER : A difusão da carta se deve a uma indiscrição de que não somos culpados. Recusamos um acordo puramente prático porque a questão doutrinal é primordial. A Fé vem antes da legalidade. Não podemos aceitar uma legalização sem que o problema da Fé seja resolvido. Submetermo-nos agora incondicionalmente a uma autoridade superior imbuída de modernismo, seria expor-nos ao dever de desobedecer. E para que? Dom Lefebvre dizia já em 1984: “ninguém se coloca sob uma autoridade, quando esta tem todos os poderes para nos destruir”. Creio que isso é sábio. Gostaria que produzíssemos um texto que, rejeitando as sutilezas diplomáticas, afirmasse nossa fé e por consequência nossa rejeição dos erros conciliares. Esta proclamação teria a vantagem de primeiramente dizer a verdade ao papa Bento XVI, que é o primeiro a ter o direito à verdade, e, em segundo lugar, restauraria a unidade dos católicos da tradição em torno de uma profissão de fé combativa e inequívoca.

R : Alguns creem que o proposto estatuto de prelazia pessoal vos protegeria suficientemente dos perigos de abandonar o combate da fé. O que V. Exa. Revma. responde?

Dom TISSIER : Isto é inexato. Segundo o projeto de prelazia, não estaremos livres para erguer novos priorados sem a permissão do bispo local e, além disso, nossas recentes fundações deverão ser confirmadas por estes mesmos bispos. Isso seria submeter-se inutilmente a um episcopado globalmente modernista.

R : Poderia V. Exa. Revma. precisar este problema da fé que V. Exa. Revma. deseja que seja resolvido em primeiro lugar?

Dom TISSIER : Com muito prazer. Trata-se, como dizia Dom Lefebvre, da tentativa do Concílio Vaticano II de reconciliar a Igreja com a revolução, de conciliar a doutrina da fé com os erros liberais. O próprio Bento XVI o afirmou em sua entrevista com Vitorio Messori em novembro de 1984 ao dizer: “o problema dos anos 1960 (portanto do concílio) era a aquisição dos valores mais maduros de dois séculos de cultura liberal. São valores que, apesar de nascidos fora da Igreja, poderiam encontrar seu lugar, uma vez purificados e corrigidos, na sua visão do mundo. E isso é o que se fez”. Eis a obra do concílio: uma conciliação impossível. “Que conciliação pode ter a luz com as trevas?”, diz o Apóstolo, “que acordo entre Cristo e Belial?” (2 Cor 6.15) A manifestação emblemática desta conciliação é a Declaração sobre a liberdade religiosa. Em lugar da verdade do Cristo e de seu reino social sobre as nações, o concílio coloca a pessoa humana, sua consciência e sua liberdade. É a famosa “mudança de paradigma” que confessou o cardeal Colombo nos anos 1980. O culto do homem que se faz Deus em lugar do Deus que se faz homem. (cf. discurso de Paulo VI no encerramento do concílio, em 7 de dezembro de 1965). Trata-se de uma nova religião que não é a religião católica. Com esta religião não queremos nenhum compromisso, nenhum risco de corrupção, nem mesmo uma aparência de conciliação. A chamada “reconciliação” daria justamente essa aparência. Que o Coração Imaculado de Maria, imaculado em sua fé, nos guarde na fé.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Missas ou quermesses? - Dom Marcel Lefebvre

MISSAS OU QUERMESSES?


Tenho debaixo dos olhos fotografias publicadas por jornais católicos e que representam a missa tal como ela é rezada com bastante freqüência. A respeito da primeira, eu tenho dificuldade em compreender de qual momento do Santo Sacrifício se trata. Atrás de uma mesa ordinária de madeira que não tem aspecto muito conveniente, sem qualquer toalha a cobri-la, dois personagens de paletó e gravata elevam ou apresentam, um deles um cálice, o outro um cibório. A legenda me diz que são sacerdotes, dos quais um é capelão federal da Ação católica. Do mesmo lado da mesa, junto do primeiro celebrante, duas moças de calças compridas; junto do segundo, dois rapazes de camisa esportiva. Uma guitarra está apoiada num tamborete.

Outra fotografia: a cena se passa no canto de um compartimento que poderia ser a sala de um centro de jovens. O padre está de pé, com um hábito branco de Taizé diante de um banco de vaqueiro que serve de altar; vê-se uma grande tigela de argila e um pequeno copo do mesmo material, bem como dois cotos de vela acesos. Cinco jovens vestidos de tailleurs estão sentados no chão, e um deles dedilha a guitarra.

Terceira foto, referente a um acontecimento ocorrido há alguns anos: a vigilância marítima de alguns ecologistas que queriam impedir as experiências atômicas francesas na ilhota de Mururoa. Há entre eles um sacerdote que celebra a missa na coberta do barco, em companhia de dois outros homens. Todos os três estão de short, apresentando-se um deles, de resto, com o peito nu. O padre ergue a hóstia, sem dúvida para a elevação. Ele não está nem de pé nem ajoelhado, mas sentado ou antes recostado numa super-estrutura da embarcação.

Um traço comum se depreende destas imagens escandalosas: a Eucaristia foi rebaixada ao nível dum ato corriqueiro, na vulgaridade do ambiente, dos instrumentos utilizados, das atitudes, dos trajes. Ora, as revistas ditas católicas, vendidas nos mostruários das igrejas não apresentam mais estas fotografias para criticar tais maneiras de proceder mas ao contrário, para recomendá-las. La Vie julga mesmo que isso não é suficiente. Utilizando, conforme o seu hábito, trechos de cartas de leitores para dizer o que ela pensa sem se comprometer, escreve: “A reforma litúrgica deveria ir mais longe… As repetições desnecessárias, as fórmulas sempre repisadas, toda esta ordenação freia uma verdadeira criatividade.” O que deveria ser a missa? O seguinte: “Nossos problemas são múltiplos, nossas dificuldades crescem e a Igreja parece estar ausente. Freqüentemente se sai da missa enfadado; há como um deslocamento entre nossa vida, nossas preocupações do momento, e o que se nos propõe a viver no domingo.”

Certamente se sai enfadado duma missa que se esforçou em descer ao nível dos homens em lugar de elevá-los para Deus e que mal compreendida, não permite superar os “problemas”. O encorajamento a ir ainda mais longe traduz uma vontade deliberada de destruir o sagrado. Despoja-se assim o cristão de alguma coisa que lhe é necessária, à qual ele aspira, pois é levado a honrar e a reverenciar tudo o que tem uma relação com Deus. Quanto mais a matéria do Sacrifício destinada a tornar-se o Seu corpo e o Seu sangue! Porque confeccionar hóstias cinzentas ou marrons deixando uma parte de sua sêmea? Quer-se fazer esquecer a expressão supressa no novo ofertório: hanc immaculatam hostiam, esta hóstia imaculada?

Não obstante esta não é senão uma inovação menor. Ouve-se falar freqüentemente da consagração de pedaços de pão comum, fermentado, em lugar do trigo puro prescrito e cujo emprego exclusivo foi ainda relembrado recentemente na instrução Inaestimabile donum. Estando todos os limites transpostos, viu-se mesmo um bispo americano recomendar a confecção de bolinhas com leite, ovos, levedura, mel e margarina. A dessacralização se estende às pessoas consagradas ao serviço de Deus, com o desaparecimento do traje eclesiástico para os sacerdotes e as religiosas, o uso apenas dos nomes próprios, o tratamento por tu, o modo de vida secularizado em nome dum novo princípio e não, como se tenta fazer crer, por necessidades práticas. Aduzo, como prova disto, estas religiosas que abandonaram o seu claustro para morar em apartamentos alugados em cidades, fazendo assim uma dupla despesa, que deixam o véu e devem arcar com os gastos em idas regulares ao cabeleireiro.

A perda do sagrado conduz também ao sacrilégio. Um jornal do oeste da França nos informa que o concurso nacional de balizas se realizou, em 1980, na Vendeia. Houve uma missa durante a qual as balizas dançaram, distribuindo algumas delas, em seguida, a comunhão. E o que mais é, a cerimônia foi coroada com uma dança em roda, da qual participou o celebrante com paramentos sacerdotais. Não tenho a intenção de estabelecer aqui um catálogo dos abusos que se encontram, mas de dar alguns exemplos mostrando porque os católicos de hoje têm toda a razão de estarem perplexos e mesmo escandalizados. Não revelo nenhum segredo, a própria televisão se encarrega de difundir nos lares, durante a emissão de domingo de manhã, a desenvoltura inadmissível que bispos ostentam publicamente em relação ao Corpo de Cristo, como nesta missa televisionada de 22 de novembro de 1981, na qual o cibório foi substituído por cestos que os fiéis passavam uns para os outros e que acabaram por serem postos no chão com o que restava das Sagradas Espécies.

Em Poitiers, na Sexta-feira Santa do mesmo ano, uma concelebração com grande aparato consistiu em consagrar promiscuamente pães e pichéis de vinho sobre mesas aonde cada um se vinha servir.

Os concertos de música profana organizados nas igrejas são agora generalizados. Aceita-se mesmo emprestar os lugares de culto para audições de música rock, com todos os excessos que elas acarretam habitualmente. Igrejas e catedrais foram entregues à orgia, à droga, às imundícies de toda a espécie e não é o clero local que efetuou cerimônias expiatórias, mas grupos de fiéis justamente revoltados com estes escândalos. Como é que os bispos e padres que os favoreceram não receiam atrair sobre si e sobre o conjunto de seu povo a maldição divina? Ela apareceu já na esterilidade que castiga as suas obras. Tudo se perde, se desorganiza porque o Santo Sacrifício da Missa, profanado como está, não dá mais a graça nem mais a transmite.

O menosprezo da presença real de Cristo na Eucaristia é o fato mais flagrante pelo qual se exprime o espírito novo, que não é mais católico. Sem chegar até os excessos espalhafatosos de que eu acabo de falar, é todos os dias que isto se verifica. O concílio de Trento explicitou sem dúvida possível que Nosso Senhor está presente nas menores partículas da hóstia consagrada. Sendo assim, que pensar da comunhão na mão?

Quando se serve duma patena, mesmo se as comunhões são pouco numerosas, nela ficam sempre partículas. Por conseguinte, estas partículas ficam agora nas mãos dos fiéis. Em vista disto a fé se abala em muitas pessoas, sobretudo nas crianças.

A nova maneira não pode ter senão uma explicação: se se vem à missa para partir o pão da amizade, da refeição comunitária, da fé comum, então é normal que não se tomem precauções excessivas. Se a Eucaristia é um símbolo materializando a simples lembrança de um acontecimento passado, a presença espiritual de Nosso Senhor, é inteiramente lógico que haja pouca preocupação com as migalhas que podem cair no chão. Mas se se trata da presença do próprio Deus, de nosso Criador, como o quer a fé da Igreja, como compreender que se admita uma tal prática e até que se encoraje, a despeito de documentos romanos bem recentes ainda?

A idéia que se esforça por inculcar assim é uma idéia protestante contra a qual se rebelam os católicos ainda não contaminados. Para melhor impô-la, obrigam-se os fiéis a comungar de pé.

É conveniente que se vá receber sem o menor sinal de respeito ou de consolação, a Cristo diante do qual, como diz São Paulo, se dobra todo o joelho no céu, na terra e nos infernos? Muitos sacerdotes não se ajoelham mais diante da Sagrada Eucaristia; o novo rito da missa os encoraja a isso. Para tal não vejo senão duas razões possíveis: ou um imenso orgulho que nos faz tratar a Deus como se fôssemos seus iguais ou a certeza de que Ele não está realmente na Eucaristia.

Estou movendo um processo de intenção contra a pretensa “Igreja conciliar”? Não, eu nada invento. Escutai como se exprime o decano da faculdade de teologia de Estrasburgo:

“Fala-se também da presença dum orador, dum ator, designando com isto uma qualidade diferente de um simples “estar lá” topográfico. Enfim qualquer um pode estar presente por uma ação simbólica que não realiza fisicamente, mas que outros efetuam por fidelidade criadora à sua intenção profunda. Por exemplo, o festival de Bayreuth realiza, sem dúvida, uma presença de Ricardo Wagner, que é bem superior em intensidade àquela que podem manifestar obras ou concertos ocasionais consagrados ao músico. É nesta última perspectiva que convém situar a presença eucarística de Cristo.”

Comparar a missa ao festival de Bayreuth! Não, decididamente, não estamos de acordo nem nas palavras nem na música.


Carta Aberta aos Católicos Perplexos – Dom Marcel Lefebvre

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Comentários Eleison: Conto de Fadas? - Mons. Williamson



Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXCIX (499) - (4 de fevereiro de 2017): 
Conto de Fadas?


Uma moça tola pode arruinar completamente uma propriedade,
E assim pesar sobre o destino de um Reino!


Era uma vez uma moça (FSSPX) que havia sido muito bem educada por seu bom pai (Dom Lefebvre). Ele havia-a advertido sobre Dom Juan (os papas neomodernistas). Por alguns anos, a jovem foi séria e prudente, resistindo às investidas de Dom Juan. Infelizmente, um dia seu amado pai faleceu, e a jovem herdou sua fortuna. Por algum tempo ela permaneceu fiel a seus comandos. Rodeada por um grupo de outras jovens sábias (os antiliberais da FSSPX), ela continuou a administrar sua fortuna, velando pelos órfãos da propriedade de seu pai (os católicos tradicionais).

Mas o tempo passou. Ela não era mais tão jovem, e começou a sentir medo de ficar muito velha para casar. Ela estava com medo de que, fiando sua lã e trabalhando em seus bordados, logo ficaria sozinha. Pobre menina! Queria tanto ser amada, ter seus filhos legítimos (os tradicionalistas reconhecidos por Roma). Queria fazer mais que somente suas obras de caridade para com os órfãos. Ela estava cansada de sua vida. Era insultada e ridicularizada por seus vizinhos, que queriam que ela se casasse (conservadores e tradicionalistas que se submeteram a Roma).

Bem, Dom Juan já havia demonstrado repetidas vezes quão perverso era, e quanto havia arruinado e desonrado muitas boas garotas (as comunidades submetidas a Roma), mas ele era o herdeiro da maior família do Reino, com o título de Vice-rei (o Vigário de Cristo). Depois de um prolongado estudo sobre o caráter e a virtude da moça, ele decidiu usar uma tática especial para seduzi-la – apelaria a seus sentimentos mais elevados. Assim, começou a admitir que ele estava longe de ser perfeito, e até que havia cometido erros. Ele, inclusive, perguntou à jovem se poderiam encontrar-se para discutir as coisas. A jovem aproveitou a oportunidade para dizer-lhe o que pensava dele e de seus amigos (discussões de 2009-2011). E durante todo este tempo (2006-2012), ela repetiu, até mesmo em público, que o casamento estava fora de questão, a menos que ele corrigisse seus modos.

Então, Dom Juan teve uma brilhante ideia! Ele disse à garota que ela não era como as outras que havia conhecido. Disse que sua resistência teimosa havia aberto seus olhos, que somente ela poderia curar suas feridas (os desastres pós-conciliares) e fazê-lo mudar, e corrigir seus modos para o bem! A moça decidiu aconselhar-se com suas amigas. Ela reuniu-as na propriedade de seu pai (Écône, 2012). Infelizmente para ela, já estavam longe dela as jovens prudentes que seu falecido pai havia escolhido para serem suas companheiras (um bispo e padres da Resistência). Como novas amigas, ela escolhera algumas jovens tontas que estavam embriagadas com o deleite de pensar no casamento de sua amiga com o Vice-Rei. Assim, elas ajudaram a convencê-la (Capítulo Geral de 2012 e suas consequências) de que ela poderia mudar seu futuro marido, como Santa Clotilde havia transformado Clóvis. Disseram a ela que o desejo de Dom Juan de ser ajudado por ela demonstrava que ele já estava se corrigindo!

Enquanto isso, Dom Juan continuou a empresa de sedução mantendo contatos e discussões com a jovem e suas amigas mais próximas. Assim, apesar das censuras e dos repetidos avisos das jovens sábias, que agora viviam no bosque ao redor da casa na propriedade do pai, ela já havia se decidido! Ela acreditou no que Dom Juan estava lhe dizendo! Ela acreditou nos argumentos das jovens tontas! Sim, ela, e somente ela, conseguiria salvar Dom Juan de si mesmo! Como seu velho e querido pai não teria dado sua aprovação?!

Pobre jovem! Ela havia perdido seu contato com a realidade. Não podia mais ver que a natureza mesma do Vice-Rei era corrompida, e que ele estava seguro de corrompê-la também, e a todos os seus futuros filhos, e a todos os órfãos da propriedade de seu pai. E quanto às moças prudentes, elas estavam tremendo de frio no bosque ao redor da propriedade de onde haviam sido expulsas. Choraram pelo velho e bom pai, com lamentações de partir o coração. Se ao menos ele pudesse voltar! Ó Deus! Ai de nós! Mas a única resposta a seu pesaroso pranto foi o gemido do vento de inverno por entre as árvores. Era noite...

Kyrie eleison.

Fonte: Borboletas ao Luar

Dom Fellay sobre Campos




Dom Fellay em 02/03/2002 sobre o acordo/reconhecimento de Campos

"Em vez de saudar o reconhecimento de Campos como um retorno de Roma à Tradição, somos obrigados a nos perguntar se este acontecimento não pode ser, não deva ser também inserido dentro da lógica pós-conciliar: é justamente a reunião de Assis que fornece um argumento de prova em favor desta tese. Se a Roma pós-conciliar é capaz de reunir tantas religiões, pode-se mesmo dizer todas as religiões, por uma causa comum religiosa, como não poderia ela também encontrar um lugarzinho para a Tradição?

Deve-se ver nisso um dilema para Roma? Resolver o “cisma da Tradição” aceitando-o, quando esta última se tem mostrado até aqui exclusivista e condenatória (e assim aceitar que ela tem razão contra a Roma modernista) ou continuar na linha das reformas? Com toda a certeza a linha das reformas foi mantida como princípio intangível e irreversível. Assim, a condição que Roma deve pôr para aceitar um movimento tradicional é um acordo de princípio sobre o Concílio (pode-se discutir detalhes e algumas decisões). É o passo obrigatório. O que é imposto é a entrada no pluralismo sob aparências de reconhecimento por parte de Roma, e não um retorno da Igreja conciliar à Tradição."

Fonte FSSPX