domingo, 5 de fevereiro de 2017

Dom Fellay sobre Campos




Dom Fellay em 02/03/2002 sobre o acordo/reconhecimento de Campos

"Em vez de saudar o reconhecimento de Campos como um retorno de Roma à Tradição, somos obrigados a nos perguntar se este acontecimento não pode ser, não deva ser também inserido dentro da lógica pós-conciliar: é justamente a reunião de Assis que fornece um argumento de prova em favor desta tese. Se a Roma pós-conciliar é capaz de reunir tantas religiões, pode-se mesmo dizer todas as religiões, por uma causa comum religiosa, como não poderia ela também encontrar um lugarzinho para a Tradição?

Deve-se ver nisso um dilema para Roma? Resolver o “cisma da Tradição” aceitando-o, quando esta última se tem mostrado até aqui exclusivista e condenatória (e assim aceitar que ela tem razão contra a Roma modernista) ou continuar na linha das reformas? Com toda a certeza a linha das reformas foi mantida como princípio intangível e irreversível. Assim, a condição que Roma deve pôr para aceitar um movimento tradicional é um acordo de princípio sobre o Concílio (pode-se discutir detalhes e algumas decisões). É o passo obrigatório. O que é imposto é a entrada no pluralismo sob aparências de reconhecimento por parte de Roma, e não um retorno da Igreja conciliar à Tradição."

Fonte FSSPX