terça-feira, 23 de maio de 2017

A Magnífica Promessa dos Cinco Primeiros Sábados - Parte 3

A Magnífica Promessa dos Cinco Primeiros Sábados



III. O espírito da Devoção de Reparação:

A Revelação do dia 29 de Maio de 1930


A Irmã Lúcia estava em Tuy nessa época. O seu confessor, o Padre Gonçalves, tinha-lhe feito uma série de perguntas por escrito. Lembramos aqui só a quarta: "Porque hão-de ser cinco sábados – perguntou ele – e não nove, ou sete em honra das Dores de Nossa Senhora?" (28) Nessa mesma noite, a vidente implorou a Nosso Senhor que a inspirasse com uma resposta a essas perguntas. Poucos dias depois, ela enviou o seguinte ao seu confessor. (29)

"Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus em Paray-le-Monial), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, (30) foi-me revelado o seguinte:

‘Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:

1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.

Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...’" (31)


Os espinhos do Imaculado Coração de Maria


Sigamos neste ponto o Padre Alonso que, no seu estudo sobre a Mensagem de Pontevedra, faz um extenso e útil comentário sobre as cinco ofensas contra o Imaculado Coração de Maria enumeradas por Nosso Senhor.

As blasfêmias de homens hereges, cismáticos e ímpios

Cegos por um ecumenismo enganador, houve a tendência, a partir de 1962, de esquecer que existe uma verdade evidente, relembrada aqui pela Mensagem de Fátima: aqueles que, obstinadamente e com pleno conhecimento, negam abertamente as prerrogativas da Santíssima Virgem Maria, cometem as blasfêmias mais odiosas respeitante a Ela.

Primeira blasfêmia: Contra a Imaculada Conceição. O Padre Alonso pergunta: "Quem são aqueles que podem cometer esta ofensa contra o Imaculado Coração de Maria?" A resposta não deixa dúvida: "Em primeiro lugar e em geral, as seitas protestantes que recusam receber o dogma definido pelo Papa Pio IX e que continuam a sustentar que a Santíssima Virgem foi concebida com a mancha do pecado original e, ainda, de pecados pessoais. O mesmo poderia dizer-se dos cristãos orientais (dissidentes), já que, apesar da sua grande devoção Mariana, também recusam este dogma". (32)

Segunda blasfêmia: Embora os Ortodoxos a admitam, a maioria dos Protestantes também recusa a Virgindade perfeita e perpétua de Maria "antes, durante, e depois de dar à luz".

Terceira blasfêmia: Embora, teoricamente, eles aceitem a Maternidade Divina de Maria definida no Concílio de Éfeso, negam-se a reconhecê-La como a Mãe dos homens no sentido católico, o que implica a negação do Seu papel como Corredentora e Mediadora de Graça.

Quarta blasfêmia: Refere-se à perversão das crianças pelos inimigos de Nossa Senhora, que tratam de lhes inculcar indiferença, desprezo ou mesmo ódio para com a Virgem Imaculada; e a quinta blasfêmia, pela qual A ultrajam nas Suas imagens sagradas. Estes dois últimos pecados não são mais do que a consequência lógica dos três primeiros, e estão frequentemente unidos a eles. A iconoclastia – ou, pelo menos, a recusa obstinada da teologia católica em relação às imagens sagradas – está muito longe de desaparecer.

Em resumo: durante três séculos e meio a contra-igreja tem travado uma luta furiosa e sem descanso contra a Imaculada Virgem Maria, contra a promoção da devoção para com Ela, contra a Sua soberania nos corações e, sobre todas as sociedades. Seguindo os passos do protestantismo – depois do jansenismo e do seu frio desprezo por uma verdadeira devoção à Santíssima Virgem, do racionalismo dos séculos XVIII e XIX, assim como do modernismo do século XX –, essas forças contrárias continuam a atacar a doutrina e devoção Marianas com o mesmo desprezo e perfídia. Por fim, é sabido o modo como o comunismo bolchevique tentou, por todos os meios possíveis, destruir a veneração profunda da Mãe de Deus ancorada na alma do povo russo. Os ícones sagrados tiveram de desaparecer, foram destruídos ou escondidos ... e ainda estão à espera de melhores dias.

As blasfêmias de filhos rebeldes e ingratos. 

Há, porém, algo mais grave, muitíssimo mais sério do que todas as ofensas de homens hereges, cismáticos, apóstatas e ímpios. São as blasfêmias dos próprios filhos da Igreja contra o Imaculado Coração de Maria. Com o passar do tempo, a mensagem de Pontevedra parece assombrosamente profética.

O Padre Ricardo, diretor do Exército Azul em França e que muito dificilmente poderia considerar-se suspeito de pessimismo abusivo, comenta a este respeito: "Quem poderia ter imaginado, há 50 anos atrás, que estas cinco grandes ofensas contra Maria se estenderiam no seio do clero da própria Igreja Católica, e que um grande número de batizados e catequizados, até mesmo nas nossas paróquias, não sabe já rezar a ‘Ave-Maria’?" (33) O Padre Alonso viu-se na obrigação de fazer observações semelhantes.

Esta situação é hoje tão visível que qualquer comentário é supérfluo. Há certos teólogos, certos sacerdotes e certos bispos que são culpados das cinco blasfêmias! Não são só uns poucos casos excepcionais; são centenas e talvez milhares. Não basta fazer uma observação sobre o fato. Temos de descobrir as causas disto, e explicar como foi possível chegarmos a tal ponto. Pelo menos o Padre Alonso descreveu o acontecimento com exatidão: "A grande ‘era Mariana’, inaugurada em 1854 com a definição do dogma da Imaculada Conceição – atreve-se ele a escrever – terminou com o Concílio Vaticano Segundo". (34) Mas como aconteceu isto? E porquê esta declinação alarmante da devoção Mariana, que ainda estava em pleno florescimento quando morreu o Papa Pio XII? É o que teremos de examinar depois, no contexto do Terceiro Segredo.*

*NOTA DO EDITOR: Veja-se o livro de Frère Michel, intitulado The Third Secret (O Terceiro Segredo), Vol. III da obra The Whole Truth About Fatima (Toda a verdade sobre Fátima), ou o folheto The Third Secret Revealed (O Terceiro Segredo é revelado), que se pode obter da Cruzada de Fátima.

Mas podemos desde já comentar que o elemento primeiro da Mensagem de Fátima é a Fé – uma fé precisa e dogmática. Uma devoção verdadeira à Santíssima Virgem pressupõe, sempre e necessariamente, ter fé nos Seus privilégios e prerrogativas, infalivelmente definidos pelo Papa ou ensinados pelo magistério da Igreja, e unanimemente acreditados pelos fiéis através dos séculos. É também certo que os pecados mais graves contra a Santíssima Virgem são, primeiro que tudo, pecados contra a Fé. Esta importante leitura dos fatos deve ter-se sempre em mente.


A Devoção de Reparação: um segredo de misericórdia para com os pecadores


Depois de enumerar as cinco blasfêmias que ofendem gravemente a Sua Mãe Santíssima, Nosso Senhor deu à Irmã Lúcia a explicação decisiva que nos permite penetrar no segredo do Seu Imaculado Coração, transbordante de misericórdia para com todos os pecadores, até mesmo para com aqueles que A desprezam e ultrajam:

"Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação e, em atenção a ela, mover a Minha misericórdia ao perdão para com essas almas que tiveram a desgraça de A ofender. Quanto a ti, procura sem cessar, com as tuas orações e sacrifícios, mover-Me à misericórdia para com essas pobres almas." (35)


"O pecado contra o Espírito Santo". Aqui temos um dos temas principais da Mensagem de Fátima. Uma vez que Deus decidiu manifestar cada vez mais o Seu grande desígnio de amor — que consiste em conceder aos homens todas as graças, através da mediação da Virgem Imaculada — parece que a recusa dos homens em se submeterem com docilidade à vontade de Deus assim expressa é a falta que mais gravemente fere o Seu Coração, que já não encontra em Si próprio nenhuma inclinação para perdoar. Parece um pecado sem perdão, porque para o Nosso Salvador não há crime mais imperdoável que o de desprezar a Sua Mãe Santíssima e o de "ultrajar o Seu Imaculado Coração, que é o Santuário do Espírito Santo. Isto é cometer ‘a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada neste mundo nem no outro’." (36)

Em 1929, na aparição de Tuy – que é o cumprimento final de Fátima –, Nossa Senhora conclui a manifestação extraordinária da Santíssima Trindade com estas palavras surpreendentes: "São tantas as almas que a Justiça de Deus condena, por pecados contra Mim cometidos, que venho pedir reparação. Sacrifica-te por esta intenção e ora". Estas palavras são tão fortes que vários tradutores tomaram a liberdade de diluir o seu significado. (37)

"Um pequeno ato de reparação" para salvar os maiores pecadores. Sim, Nossa Senhora afirma tristemente que muitas almas se perdem por causa do seu desprezo e das blasfêmias contra Ela... Assim, e para nos dar o exemplo de amar os nossos inimigos, Ela própria intervém, porque só Ela pode ainda salvar esses monstros de orgulho e ingratidão que se revoltaram contra Ela. Como "Mãe de Misericórdia e Mãe do Perdão", como cantamos na Salve Mater, Ela intercede por nós ante Seu Filho. Que a devoção filial de almas fiéis e as Comunhões reparadoras oferecidas nos Cinco Primeiros Sábados possam consolar o Seu ultrajado Coração, e ser aceites por Jesus como reparação pelos crimes dos pecadores. Nossa Senhora ora para que Ele se digne aceitar esta "pequena devoção" e assim, tendo em conta este "pequeno ato de reparação" ao Seu Coração Imaculado, se digne conceder o perdão, apesar de tudo, aos ingratos e blasfemos, a todas as pobres almas que tiveram a ousadia de A ofender — a Ela, Sua Mãe Santíssima!

E, como sempre, Nosso Senhor concede-Lhe o Seu desejo. Deste modo, Ele faz com que a Devoção da Reparação seja um meio seguro e eficaz de converter almas, muitas almas, de entre aquelas que estão em maior perigo de se perderem para sempre. Devemos citar aqui um texto importante, no qual até a "grande promessa" é uma consideração secundária, perante a intenção primeira do Imaculado Coração de Maria que é a salvação de todos os pecadores. Em Maio de 1930, a Irmã Lúcia escreveu ao Padre Gonçalves:

"Parece-me que o nosso bom Deus, no fundo do meu coração, insta comigo para que peça ao Santo Padre a aprovação da devoção reparadora que o próprio Deus e a Santíssima Virgem se dignaram pedir em 1925, para, em atenção a esta pequena devoção, dar a graça do perdão às almas que tiveram a desgraça de ofender o Imaculado Coração de Maria, prometendo a Santíssima Virgem, às almas que deste modo A queiram reparar, assistir-lhes, à hora da morte, com todas as graças necessárias para se salvarem." (38)


Reparação necessária. A salvação das almas, de todas as almas – "principalmente as que mais precisarem" –, arrebatando-as a todas do fogo do inferno que as ameaça é, portanto, em última análise, a intenção principal da prática dos Primeiros Sábados do mês. Foi essa mesma intenção que Nossa Senhora já tinha indicado no dia 19 de Agosto de 1917, quando recomendou aos pastorinhos a urgência de rezarem e fazerem sacrifícios: "Rezai, rezai muito; e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o Inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

A Santíssima Virgem Maria foi chamada Mediadora universal e Mãe da Divina Graça. Mas por um desígnio da Providência que nos manda estar unidos a Ela, Nossa Senhora não pode agir sozinha. Ela precisa de nós, do nosso amor consolador e das nossas "pequenas devoções" de reparação, para salvar as almas do Inferno. Excelso e grandioso é o mistério da comunhão dos santos, que faz com que a salvação de muitas almas dependa, realmente, da nossa própria generosidade! E temos um bom motivo para demonstrarmos generosidade! Como poderíamos recusar esta ação missionária que Nossa Senhora espera de nós, que Ela fez tão fácil de cumprir – com autorização de um sacerdote, tudo se pode transferir para Domingo –, e quando as práticas requeridas são tão eficazes e fecundas? É que, através desta devoção, muitas almas em perigo iminente de se perderem para sempre podem obter, no último momento e apesar delas próprias, a graça da sua conversão.

Para consolar o Imaculado Coração de Maria trespassado de espinhos, para fazer reparação pelos ultrajes que o Seu Coração recebe dos pecadores por meio da oração e do sacrifício – é este o requisito mais preciso desta primeira parte do Segredo, que Nossa Senhora veio lembrar e clarificar em Pontevedra, em 1925: "Tu, ao menos, vê de Me consolar". O Santo Sacrifício da Missa e a Sagrada Comunhão oferecidos a Deus com o espírito de reparação (39) são-nos agora apontados como o sacrifício mais perfeito e a oração mais eficaz.

Tudo isto nos ajuda a entender a insistência urgente de Nossa Senhora, o Seu ardente desejo de que esta Devoção de Reparação seja praticada por toda a parte e com a maior frequência possível. Esta é a devoção mais apreciada por Ela, porque é a mais perfeita e, por isso, a mais eficaz para a salvação das almas. E porque a Santíssima Virgem deseja a nossa cooperação a todo o custo, associou a esta devoção as promessas mais maravilhosas ...

"Desta devoção depende a guerra ou a paz do Mundo". Com efeito, para além da conversão dos pecadores e da nossa salvação eterna, Nossa Senhora determinou que a Comunhão reparadora ficasse unida a outra promessa magnífica: o dom da Paz. A 19 de Março de 1939, a Irmã Lúcia escrevia:

"Da prática desta devoção, unida à consagração ao Coração Imaculado de Maria, depende a guerra ou a paz do Mundo. Por isso eu desejava tanto a sua propagação, e, sobretudo, por ser essa a vontade do nosso bom Deus e da nossa tão querida Mãe de Céu ..." (40)


E no dia 20 de Junho do mesmo ano:

"Nossa Senhora prometeu adiar para mais tarde o flagelo da guerra, se for propagada e praticada esta devoção. Vemo-La afastando esse castigo à medida que se vão fazendo esforços para a propagar; mas eu tenho medo que nós possamos fazer mais do que fazemos e que Deus, pouco contente, levante o braço da Sua Misericórdia e deixe o mundo assolar-se com esse castigo, que será como nunca houve, horrível, horrível." (41)

Dois meses depois, era declarada guerra. Ainda nada se tinha feito para corresponder aos pedidos do Céu.


Do Primeiro Segredo ao Segundo


Este anúncio profético leva-nos diretamente a uma tragédia. É a grande tragédia de caráter religioso e político que, em vinte anos, levou a nossa Europa cristã a uma guerra atroz, a mais mortífera de toda a história; e depois a outra, mais sangrenta e ainda mais horrível nas suas consequências devastadoras. Num curto espaço de tempo, esta guerra entregou nações e quase continentes inteiros à escravidão do barbarismo soviético. Vejamos agora a forma como Nossa Senhora profetizou esta terrível tragédia, identificando, a 13 de Julho de 1917, as suas fases mais importantes e as suas causas secretas. É esta a segunda parte do Seu grande Segredo.

O segredo capital: o Imaculado Coração de Maria como salvação das almas. Clarifiquemos desde já que este "segundo segredo" depende estritamente do primeiro, cuja importância é primordial. Porque, como descobriremos na segunda parte do nosso estudo, a grande política divina revelada pela Rainha do Céu na Cova da Iria, tanto com as promessas de paz universal e durável, como com as ameaças de castigos espantosos — todo este plano de ação divina é só um instrumento utilizado pela Misericórdia de Deus para obter a salvação das almas, no maior número possível.

Depois de tudo, é à primeira parte do Segredo que devemos regressar sempre, por ser, indiscutivelmente, a principal e a mais importante aos olhos de Deus: salvar as almas, todas as almas, do único verdadeiro mal — porque é o único mal eterno —, para as livrar a qualquer preço das chamas do Inferno. É esta também a primeira preocupação do Imaculado Coração de Maria. Em Fátima, a Senhora revelou este Imaculado Coração como refúgio e último recurso dos pecadores, mesmo dos mais odiosos e miseráveis, porque Ela é a Mediadora de Misericórdia, a Porta do Céu. Esta é a primeira parte do Seu grande segredo, porque é também o primeiro segredo do Seu Coração. A Irmã Lúcia descreveu o primeiro Segredo (a visão do Inferno) na sua Autobiografia, e continuou:


"Assustados e como que a pedir socorro, levantamos a vista para Nossa Senhora, que nos disse, com bondade e tristeza:

‘Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no Mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração ...

‘... Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz ...

‘... virei pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados.’ "


A pequena Jacinta entendeu perfeitamente esta importante advertência de Nossa Senhora para a salvação das almas. A sua alma ficou completamente penetrada por ela, como mostra o episódio seguinte: "às vezes – lembra a Irmã Lúcia –, andava a apanhar as flores do campo e a cantar, com uma música arranjada por ela naquele momento:

"Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Imaculado Coração de Maria,
convertei os pecadores,
livrai as almas do Inferno!" (42)

Com efeito, são estas as palavras que resumem a essência do "primeiro Segredo": é através do Imaculado Coração de Maria que a Santíssima Trindade quer salvar hoje as nossas almas, todas as almas, para as arrebatar das chamas do Inferno e lhes abrir as portas do Céu.


NOTAS DE RODAPÉ
(28) Documentos, página 407; Fatima et le Coeur Immaculé de Marie, página 45.
(29) Nesta carta, que não tem data, o Padre Gonçalves escreveu: "12 de Junho de 1930". Documentos, páginas 409-410; cf. Fatima et le Coeur Immaculé de Marie, páginas 46-47.
(30) Como nos escritos de Santa Margarida Maria, seria um erro ver a expressão de uma incerteza ou de uma verdadeira dúvida nesta fórmula restritiva. Trata-se simplesmente de uma fórmula de humildade e de obediência, através da qual a vidente deixa antecipadamente o assunto ao critério do seu director.
(31) Veja-se The Whole Truth About Fatima, Volume II, Apêndice III. Veja tombém página 26 deste livrinho.
(32) La Gran Promesa del Corazón de María en Pontevedra, páginas 56-57.
(33) L’Homme nouveau, 2 de Março de 1980, página 20.
(34) La Gran Promesa del Corazón de María en Pontevedra, página 56.
(35) Documentos, página 409.
(36) A própria Irmã Lúcia sugere esta comparação com S. Mateus 12, 31-32 na sua conversa com o Padre Fuentes. Cf. Volume III, página 503.
(37) Dom Jean-Nesmy, por exemplo, dá esta tradução inexacta: "Tantos são os pecados que a justiça de Deus condena por serem pecados cometidos contra Mim ..." (Lucie raconta, página 208; La Verité de Fatima, página 221; cf. também a tradução do Padre Alonso in Fatima et le Coeur Immaculé de Marie, página 42) Não! O texto original diz na realidade: "São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra Mim cometidos ..." – Documentos, página 465. Portanto, sem dúvida alguma, Nossa Senhora refere-se às numerosas almas que são condenadas, e não aos pecados que Deus censura.
(38) Carta recebida no dia 29 de Maio de 1930. Documentos, página 405; Veja-se Fatima et le Coeur Immaculé de Marie, página 44.
(39) Cf. The Whole Truth About Fatima, Volume I, páginas 86-89.
(40) Carta ao Padre Aparício, Documentos, página 483.
(41) Carta do dia 20 de Junho de 1939 ao Padre Aparício, Documentos, página 485.
      (42) Documentos, página 227; e The Whole Truth About Fatima, Volume II. Em capítulos posteriores fazemos referência à forma como Lúcia devia trabalhar infatigavelmente para fazer conhecer a Devoção de Reparação, e obter a aprovação do seu bispo e do Papa, de acordo com os desígnios do Céu. (Infra, passim).

Fonte: Fátima Center